Powered By Blogger

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

ANEL FERROVIÁRIO DO PARANÁ

O transporte ferroviário é o principal meio em regiões industrializadas, como na Europa, leste da Ásia e ainda em locais populosos como na Índia. É o maior meio viário terrestre com capacidade de carga e de passageiros.
Nasceu na Inglaterra em 1825.
No passado, a Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima (RFFSA) executou projetos arrojados e bem sucedidos. Esses projetos podem ser considerados marcos da engenharia ferroviária mundial. Aliás, no trecho entre Curitiba e Paranaguá, quando em projeto, foi abandonado por especialistas estrangeiros alegando-se que a obra era inexeqüível, porém os operários, técnicos e engenheiros brasileiros a executaram com muita determinação e risco.
O corpo técnico da RFFSA sempre zelou pelo patrimônio executado, havia poucos acidentes e boa trafegabilidade. Por motivos que agora já não vem mais ao caso, em 1997, a empresa Sul Atlântico assumiu essa malha ferroviária no Paraná e Santa Catarina. E para nós iratienses as coisas se agravaram. Há um descaso dessa empresa pelas cidades onde o comboio passa. Há pouco, ou quase nada, de retorno à nossa população, mas muito lucro à América Latina Logística sobre um patrimônio que é nosso.
Uma ferrovia, evidentemente, é importante para o desenvolvimento de uma região. E não foi diferente em Irati. Mas, e atualmente, o que essa empresa tem feito pela nossa cidade?
Tem, sim, havido um excesso de vagões nos comboios. Uma falta de manutenção nos trilhos e estações. Sinais sonoros com volumes inadequados aos nossos ouvidos. Acidentes de trens com graves conseqüências ao meio ambiente. Manobras demoradas no centro da cidade, ocasionando interrupção do trânsito de veículos e pedestres. Podendo causar sérios problemas como uma emergência do transporte de um doente ao Hospital ou um incêndio que poderia ser extinto com menos prejuízos. E, até ocorrência de danos em edificações próximas às manobras como rachaduras, as quais antes nunca ocorreram.
Isso tudo, poder-se-ia pelo menos ser minimizado.
Será que ALL não poderia mudar as manobras longe do centro da cidade, por exemplo, no bairro Nhapindazal?
Será que não há um regulamento para que se diminua o excesso de vagões do comboio? Isto está acabando com as curvas dos trilhos e causando tombamentos constantes dos vagões.
Será que a América Latina Logística não poderia sinalizar eletronicamente com luminosidade as passagens de níveis das ruas e assim diminuindo o inoportuno volume das buzinas dos trens?
Será que o poder público municipal não poderia cobrar imposto pelo uso de nosso solo?
Opino que os trilhos permaneçam em nossa cidade, mas que haja uma melhoria de seu uso e um retorno efetivo à nossa população.
Poder-se-ia usar comboios para transporte de passageiros com pontos nas localidades de Riozinho, Unicentro, Lagoa, Fobrás, Rio Bonito, Centro, Canisianas e Nhapindazal. E, até vagões turísticos, esporadicamente, entre as cidades de Inácio Martins e Teixeira Soares. Sem falar de portos secos para escoamento da safra agrícola, de madeiras, de combustíveis e minerais.
Parece óbvio falar da importância da ferrovia, mas é preciso documentar e gestionar politicamente para conseguirmos nosso intento, pois o descaso e os prejuízos são grandes.
Este texto não tem a pretensão de esgotar esse assunto, mas apenas e tão somente emitir nossa opinião há uma constatação que vem ocorrendo em nossa cidade.

Dagoberto Waydzik
Engenheiro civil

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

BR 153 NO PARANÁ - TRILHA DE ACIDENTES

Vergonha Estadual!
A pavimentação dessa via foi conquistada como uma agrovia. Com árdua luta dos prefeitos do mandato de 6 anos, dos idos de 1982. Destacando-se Toti Colaço, Nelson Fenker, Romeu Neves, outros e principalmente o falecido Ansenor Valentin Girardi, prefeito de Rio Azul, que beijou a mão do então excelente governador José Richa, quando da assinatura da ordem de serviços dessa obra.
O governador Richa, na época, iniciou a obra e o governador Álvaro Dias concluiu.
E o que vemos hoje?
Descaso, abandono, irresponsabilidade.
Uma ligação importante entre os municípios. Caminho de chegada de estudantes, principalmente os universitários da Unicentro.
A estrada se encontra estraçalhada, deteriorada, sem sinalização e sem manutenção.
Será que o atual governador não poderia delegar os serviços ao DER? Com toda sua estrutura e a quantidade de funcionários, relativamente bem remunerados, não poderiam melhorar aquela via ou pelo menos mantê-la em condições de uso seguro?
Não culpamos os funcionários, mas sim seus mandatários, e no topo final o governo estadual. Pudera “quem fura pedágios”, mas fecham os olhos para o óbvio necessário, como a exeqüível melhoria e manutenção desta estrada. Não se pode esperar muita coisa.
Será que isso é tão difícil? Ou ficarão fazendo politicagem com os pedágios, usando o MST para isso.
Falta competência, falta cobrança política, falta vontade.
A estrada é uma verdadeira armadilha, com o asfalto deteriorado, mal sinalizado e perigoso.
Talvez muito se economizasse se fosse realizada a obra por administração direta pelo próprio DER. Como foi feito na época o trecho entre Irati a Imbituva.
Com a palavra os políticos com mandato!
Uma pavimentação necessita de cuidados, planejamento, manutenção, melhorias e investimentos.
O tráfego de veículos aumentou sobremaneira. As cidades cresceram.
Urge o bom senso e a responsabilidade do governo Estadual e Federal.
Muitos trechos, nessa rodovia, necessitam de 3ª pista ou pelo menos um acostamento, mas não ter nem um pavimento regular são um desdém inadmissível.
A BR 153 corta o Brasil: do Norte do Brasil ao Rio Grande do Sul. Porém o que mais nos interessa é que nossos representantes políticos lutem, unam-se, mobilizem forças, pelo que os de outrora lutaram, especificamente trecho de Imbituva a BR 476, em Paulo Frontim, perfazendo aproximadamente 150 Km.
Parece-nos que existe uma crise nos setores tecnológicos do serviço público, porque os quadros de pessoal não são renovados, não são devidamente treinados e valorizados. O sistema está desmantelado, segundo o SENGE (Sindicato de Engenheiros do PR) e o CREA-PR. Os profissionais são, em muitos casos, submetidos a salários baixos e trabalham desestimulados.
Não se investe em infra-estrutura nesse país como deveria ser investido. É muita publicidade para pouco resultado.
O DER do Paraná possui 133 engenheiros civis, 8 engenheiros florestais, 5 engenheiros mecânicos, 1 engenheiro de segurança, 1 arquiteto e 8 geólogos (segundo a Revista do CREA PR nº 50 de mar-abr/08).
Se não dão condições a todos esses engenheiros do DER cuidar dessa estrada que se estabeleçam convênios ou licitem essa obra, o que não pode é permanecer como está, aumentando a estatística de acidentes, muitas vezes fatais.
Não sei se as diretrizes do órgão permitem esse tipo de ações, mas o que não pode é partidário do governo furar pedágio, criticar e ainda não fazer nada pelo que é de sua responsabilidade.

Dagoberto Waydzik
Engº Civil dagoberto@irati.com.br

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

O tripé da vigilância

(O ser sempre transcende a aparência!)

A vigilância dos poderes executivos depende principalmente:
Em 1º lugar: das Câmaras de Vereadores, as Assembléias Legislativas e Câmaras Federais.
Em 2º lugar: das promotorias públicas e corregedorias públicas estaduais
E, por fim, em terceiro lugar da imprensa.
As denúncias, sérias, devem ser levadas adiante e apuradas. Logicamente que podem envolver os riscos das perseguições, mas quando fundamentado é um ato de cidadania.
Uma entidade não pode invadir a jurisdição da outra, porém pode e devem se irmanar para vigiar o dinheiro do povo.
É impressionante e real o fato que no Brasil os impostos somam 40% do PIB. Portanto, é muito dinheiro para ficar “solto” e sem uma prestação de contas efetivas deste enorme numerário.
Por isso é lamentável que a maioria das organizações e entidades constituídas não façam pressão aos três “poderes” supracitados, que seriam os principais vigilantes dos poderes executivos.
A liberdade de expressão é garantida pela Constituição Federal. E deve-se respeitar a pluralidade de opiniões.
Deve-se tomar cuidado com a prática contumaz do desvio do foco das denúncias. A autoridade denunciada, geralmente, instala uma cortina de fumaça anunciando outro assunto polêmico. Essa prática é praxe de certos governadores e de muitos prefeitos e por que não dizer até de Presidentes de Repúblicas.
Assim, as pessoas esquecem o que você disse, esquecem o que você fez.
Em alguns casos a imprensa esquece a denúncia e a usa para melhorar um possível contrato com o denunciado.
Muitas vezes os poderes fiscalizadores não têm estrutura ou não quer levar adiante uma denúncia por comodidade ou conveniência.
É o conservadorismo em sua linguagem mais nefasta, ou seja, a da omissão pelo mero receio da mudança.
Mas, não nos deixemos esmorecer, pois existe uma máxima que já ouvi e dizia assim: “eu denuncio, por que, mesmo que não adiante nada é menos um covarde no mundo”.
É preferível um honesto falido de que um corrupto de sucesso.
“Onde as leis não têm força, pululem os demagogos, e o povo torna-se tirano” (Aristóteles).



Dagoberto Waydzik

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

O PÓS ELEIÇÃO

O período depois das eleições é de assentamento da poeira da campanha. É de preparo mais apurado para governar e legislar, conforme o cargo eletivo.
A democracia não pode ser reinventada, porque senão ela não teria sido inventada. Não se pode dizer que não há condição da política mudar sua natureza, ou seja, deixar de existir as relações de adversidades entre as partes. Isso seria como uma vacina contra as possíveis mudanças democratizantes.
Deve-se compreender a democracia como um pacto de convivência com base na aceitação da vitória eleitoral do outro, mas também da legitimidade, da liberdade do derrotado, objetivando buscar a construção do progresso ordenado e pacífico de uma comunidade. Democracia não é só a eleição. Não é só a prevalência da vontade da maioria. Não é só a lei do mais “forte”. Se assim o fosse não adiantaria ter democracia política se não forem reduzidas as desigualdades sociais.
Qualquer proposição da população, seja de quem quer que seja, deve ser avaliada, mensurada e refletida se ajuda ou atrapalha o avanço do processo de democratização da sociedade. Esse é o verdadeiro objetivo da maturação e compreensão democrática.
As guerras refletem o inverso da democracia, pois é negada a legitimidade do inimigo. Não se leva em conta sua opinião, sua posição, a ponto de não se permitir sequer o seu pronunciamento. Abolem-se os espaços públicos onde as opiniões dos cidadãos possam ser expressas e divulgadas.
Grande parcela do eleitorado, menos politizada, vota ainda em troca de favores, promessas e benesses e, acham que está certa essa atitude. Dizem que a política é assim mesma. É a base clientelista do político populista.
E o pós-eleição? Não há regra que fale que os detentores dos cargos eletivos tenham necessariamente que se comportar de forma adversarial ou amigável. Contudo, o atual sistema político estimula formas mais competitivas, como se fosse uma concorrência comercial.
Quando alguém é eleito, sua primeira providência, antes mesmo de assumir o mandato, é escolher os seus colaboradores. Tudo parece aceitável, mas na verdade não o é! Não pelo menos na forma que é feito, visto que, ao fazer isso, o eleito o faz como se estivesse delimitando um campo de participação em que não se podem transitar os que não são de sua confiança. Há como uma privatização desse espaço público. Muitas vezes não é levada em conta a competência e nem a real atribuição ao cargo desse integrante da equipe.
Infelizmente, parece que o nosso sistema leva a restrição da participação, a dificuldade do trânsito de pessoas, de organizações e inclusive de idéias, por parte de quem conquista o poder.
O eleito tem o dever de legislar e governar para toda a população sem distinção qualquer que seja.
Torcemos para que haja o amadurecimento político dos eleitos do Brasil.

Dagoberto Waydzik

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Brasil brasileiro

A crise econômica do mundo é evidente, mas segundo o nosso presidente Lula não afetará o Brasil. Acho que ele está fazendo turismo em excesso, ou vivendo em outro planeta!
“Desde que assumiu o poder, Lula já visitou 66 países, mais do que qualquer outro presidente brasileiro”. Já se fala que ele é o “Silva Jet”. Ele vê as viagens internacionais como antídoto perfeito para o trabalho burocrático.
A engrenagem mundial está em pânico. Pânico...
“O deus Pã da mitologia grega, com a sua flauta e suas patas de bode, está por trás da palavra que designa o modo irracional, pânico, era o terror provocado por Pã.” (domínio público)
Tudo no mundo depende muito de ações políticas, principalmente de políticas públicas. Daí a importância do voto, que muitas vezes não é levado a sério.
Falar em pânico e políticas públicas veja o recente caso do seqüestro da cidade de Santo André (SP). Uma situação passional de “crianças” pode-se dizer, levou a um período de 100 horas de seqüestro. Que país é esse? Houve interferência política desnecessária no caso. Não foram priorizadas as reféns e sim a polícia e o bandido. Pode-se denotar um despreparo total. Será que o coronel Félix estava preparado para dirigir a situação? Será que este cargo que ele detinha não conseguiu por motivos políticos? Será que os governantes não teriam que usar primeiramente o quesito atribuição e competência para nomeação de cargos que requeiram real atribuição capacitação? Devolver uma refém que saiu do cativeiro para o bandido? Só pode ser insanidade. É motivo de chacota no resto do mundo. Quem vai amparar a família da vítima? O grupo de direitos humanos? O governo? E atualmente ainda alguns órgãos que querem eliminar o regime diferenciado de presos perigosos nas penitenciárias.
Volta-se a tecla de que uma equipe de governo, seja em que escala for, deve ser formada primeiramente pelo critério de competência. Não pelo “compadrio” ou pelo elemento ter participado como cabo eleitoral de uma campanha, ou para ter sido candidato derrotado do mesmo lado do prefeito eleito.
Esperamos que os prefeitos recém eleitos de nossa região leve em conta esse importante critério de escolha, que é de sua responsabilidade, mas que resultará em maior ou menor eficiência da máquina administrativa. Afinal o período eleitoral acabou agora é hora de trabalho. E para servir o povo não se devem ver cores políticas.

Pérolas da civilidade

No último domingo ao percorrer a Rua Coronel Pires, próximo a uma ferraria, na minha frente seguia uma caminhonete preta, bonita, cabine dupla, com uma família no seu interior. Eis que, de dentro desse veículo é lançada pela janela uma garrafa pet para o passeio da dita rua. Segui o meu percurso, coincidentemente na mesma direção do veículo poluidor. Para minha maior tristeza a placa do carro era de Irati, contendo pessoas, supostamente esclarecidas e estabilizadas economicamente.
Atitude semelhante às pessoas que comem chocolate e jogam o papel na rua, ou tomam um iogurte e descartam o copinho em qualquer lugar da natureza.
Nas rotatórias, muitos camioneiros não respeitam a preferência de quem está nela trafegando.
Há elementos que destroem o patrimônio público, tais como telefones, bancos, árvores, jardins, obras em andamento, como meio fio em concreto.
Também, por várias vezes, vimos alguns veículos oficiais e de empresas de segurança de Irati que cometem abusos em nosso trânsito, com velocidade muito abaixo do normal ou, pelo contrário em excesso. Isso justificaria se fosse um caso de ocorrência emergencial.
Constata-se tubulação de esgoto lançado diretamente no Arroio dos Pereiras, no final da Rua XV de Julho e início da Rua Sete de Setembro.
Certa vez eu coloquei uma plaqueta metálica em frente a minha casa solicitando que não se jogassem lixo na rua e zelassem pela natureza. A mensagem não ficou uma semana pendurada no local.
Mesmo havendo falta de lixeiras nas ruas da cidade isto não se justifica, pois se pode levar esse lixinho até a sua casa e depositá-lo no devido local. Quem gostaria que jogasse o lixo em frente a sua residência?
Ainda bem que temos a abnegada equipe de limpeza da Prefeitura, capitaneada pelo senhor Paulo Surek, que faz há vários anos um brilhante serviço, dentro de suas possibilidades.
E que dizer dos cidadãos que buzinam em frente às casas para chamar a outras pessoas, como se buzina não fosse só para o uso em necessidade no trânsito. Tremenda falta de tato para com os vizinhos, e até para quem é chamado que pode estar impossibilitado de atender na hora.
Muitas vezes há servidores de alguns órgãos públicos que não cumprimentam as pessoas, e até, sequer olham para o rosto do munícipe.
Fico somente nesses casos, por enquanto.
Tudo isso é uma tremenda falta de civilidade. É uma iniqüidade.
“Civilidade palavra oriunda do latim, de “civile”, que é caráter de cortesia, polidez. É o respeito pelas normas de convívio entre os membros de uma sociedade”.
Esse lapso não é tolerado nem em pessoas mais simples, quanto mais em quem teria certa formação acadêmica ou condição econômica privilegiada. A verdadeira educação cívica começa em casa.
Liberdade não significa fazer o que você quiser aonde quiser.

Urnas Eletrônicas

Decidir as eleições brasileiras em um ou dois dias é válido?
São muito poucos os debates entre os candidatos. Há um enorme desconhecimento do passado desses candidatos. Existem currículos duvidosos. Tudo isso pode embaralhar a decisão do eleitor. Dessa maneira, aproveitam os candidatos populistas para auferir vantagens. Aqueles que fazem discursos bonitos, dão tapinhas nas costas, beijam criancinhas e fazem cortesia com o chapéu alheio. Assim, alguns eleitores votam mesmo por indicação de outras pessoas. Outros até desestimulam-se.
Porque não divulgar o que os que detêm cargos eletivos realmente fizeram durante os seus mandatos? Porque não divulgar a ficha de todos os candidatos, passados pelo crivo da justiça? Porque em outros países o período de campanhas às eleições é tão demorado? Será que não é para fazer uma escolha realmente criteriosa e segura?
E a urna eletrônica?
Existe grande polêmica acerca do nascimento da mesma. Surgiu para tornar mais fácil o processo de votação e apuração das eleições, e realmente tornou-a. Se por um lado o voto eletrônico dificulta algumas antigas e comuns fraudes externas da votação com papel, como o voto carneirinho e voto formiguinha, entretanto experts em informática, os hackers, ainda insistem que é um veículo fácil de fraudes e difícil descoberta. Nos países baixos da Europa, decidiu-se pelo fim do uso das mesmas. Nos Estados Unidos elas não são utilizadas.
Soube que um venezuelano votou eletronicamente pelo NÃO ao plebiscito pela participação do caudilho Hugo Chávez em uma nova eleição, alterando assim a constituição daquele país. O voto era eletrônico e secreto. Porém esse senhor estava pleiteando a ocupação num cargo oficial que lhe era de direito por conquista em concurso. Tentou uma, duas, três vezes o seu intento. Quando foi procurar o porquê do motivo de não conseguir o dito cargo disseram-lhe que era porque ele havia votado pelo não na urna eletrônica. Urna inviolável? Urna segura? Na Venezuela não! Até para eleição do papa se usa voto com papéis. Mas, nós brasileiros queremos ser mais avançados. Nossos políticos querem parecer que são mais sérios que os cardeais do Vaticano.
Os políticos “fichas sujas” irão concorrer, até que recebam julgamento, porque assim a atual lei manda. Depois, se eleitos forem, poderão, talvez, ter imunidade parlamentar ou algumas benesses da lei que eles mesmos elaboram.
O sistema político, tal como ainda se configura e funciona, está desconectado das formas emergentes da participação dos cidadãos.
Quando o objetivo maior é a sobrevivência política de um grupo, qualquer coisa pode acontecer. Não há limites. Nenhuma consideração ética é levada a sério.
Vamos refletir e torcer que isso seja devaneio de minha parte.

A EVOLUÇÃO DA ENGENHARIA CIVIL

Nos últimos dez anos foi evidente a evolução da engenharia no Brasil!
Sem dúvida, o crescimento econômico, a industrialização, os grandes programas dirigidos à implementação e construção de infra-estrutura básica, constituíram-se em preocupação dos governantes visando ao crescimento econômico e ao bem estar dos cidadãos com melhor qualidade de vida.
A construção civil impulsionada tem um desempenho de grande impacto social, dada a capacidade de absorver mão de obra, especialmente na camada populacional de menor renda.
Podemos analisar a evolução da engenharia de duas maneiras:
Primeiramente no crescimento da economia do país. Os números dos últimos dez anos atestam esse crescimento em obras nos vários setores como no ramo imobiliário, em estradas, saneamento básico, eletrificação, enfim em infra-estrutura de uma forma geral. E o melhor de tudo que esse avanço ocorreu e vem ocorrendo com obras de maior qualidade. Com prática de engenharia. Com a valorização de empresas e profissionais realmente preparados ao mercado. Há uma grande preocupação do setor em usar técnicas modernas, equipamentos, materiais, processos industriais, softwares e mão de obra cada vez mais qualificada.
Com relação a evolução tecnológica a Engenharia Civil evoluiu com a interação com os outros setores das engenharias. Surgiram novas técnicas construtivas, tecnologias na indústria da construção civil, materiais mais resistentes, novos processos construtivos. Criaram-se softwares para projetos, acompanhamento e orçamento de obras. Há uma gama de materiais inovadores para o uso nas variadas obras da construção civil: impermeabilizantes, mastiques, argamassas, materiais reciclados de madeira, cerâmicas especiais e as pesquisas são contínuas e empiricamente testadas no setor. Os equipamentos que surgiram nos últimos anos trouxeram maior produtividade e segurança para as obras. A indústria de pré-fabricados evoluiu sobremaneira trazendo agilidade, eficiência, economia e segurança ao setor.
A implementação de gestão de qualidade nas empresas do setor, o caráter coletivo e multidisciplinar na produção da construção civil. Os projetos integrados e simultâneos estão acontecendo e potencializam a evolução da nossa engenharia.
Grandes avanços ocorreram em nosso país no setor, mas muito se precisa alcançar ainda. A melhoria da infra-estrutura do transporte é fundamental para assegurar taxas mais elevadas de crescimento do PIB brasileiro. Aeroportos, rodovias, ferrovias, hidrovias e portos, requerem investimentos urgentes, sob pena de elevar ainda mais o famigerado “custo Brasil”, reduzindo a competitividade de nossas empresas. Buscar alternativas energéticas e mecanismos que reduzam os custos desse insumo no país.
Há muito fôlego na engenharia do Brasil atualmente e otimismo para os próximos anos.
A Engenharia é fundamental para o Brasil, pois tem a missão contínua de planejar o futuro das cidades e do campo incorporando todos os setores sociais, econômicos e políticos que as compõem.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

As calçadas de Irati



O que pode fazer a diferença na qualidade de vida de uma cidade? São vários fatores. Porém, hoje vamos nos ater ao pedestre e suas vias de circulação, às calçadas, a acessibilidade das pessoas com dificuldades de locomoção e às travessias de ruas.
O uso do solo, o direito de ir e vir, são respaldados pela Constituição Federal para todo o cidadão. Vamos fazer uma reflexão sobre a cidade, seus passeios, seus problemas e as possíveis maneiras de superá-los. A primeira vista, refletir sobre isso parece não ser difícil, parece que todos têm a resposta na ponta da língua. E é fácil de dizer: é falta de planejamento do poder público, não é bem isso. Contudo, não é tão simples assim, mas há solução.
Entendendo o problema corretamente, suas causas, podem-se traçar estratégias e instrumentos adequados para superação desses obstáculos. Mas qual o diagnóstico de nossa cidade? Calçadas inexistentes em muitos locais. Irregulares em outros. Descuidadas acolá. Isso causa um incômodo muito grande à população, aos motoristas e principalmente aos pedestres.
Observem como a população anda pelo leito dos veículos em nossa cidade. Será que andam ali porque querem? Será porque é hábito? Será porque as calçadas necessitam existir ou serem melhoradas? Ou necessita-se a retirada das barreiras arquitetônicas existentes em vários locais? Por exemplo: obstáculos como placas publicitárias, canteiros, floreiras e arborização indevidamente instaladas. É só ver as árvores existentes na Rua dos Operários, onde moro. A calçada tem pouco mais de um metro e há um canteiro com uma árvore central. Com certeza o tema deve ser visto com urgência, pois a mobilidade nesses espaços é prejudicada e reduzida.
Há leis municipais normatizando os passeios de frente aos lotes. Os mesmos são de responsabilidade dos proprietários desses terrenos. Também existem leis federais regulamentando o tema acessibilidade.
Em nossa cidade há um “carnaval” de irregularidades: calçadas com inclinação transversal excessiva, até em frente de lojas recém-construídas. Calçamentos deteriorados e sem manutenção. Tampas de concessionárias não niveladas com os passeios. Quiosques, bancos e mesas na faixa de circulação das pessoas. Meio-fios rebaixados na testada total de estabelecimentos comerciais e, ainda sem demarcação apropriada. Inexistência de passeio em frente a estabelecimento comercial em uma rua do centro, na parte alta da cidade. Rampas executadas irregularmente para cadeirantes. Obras em andamento não respeitando a faixa livre para pedestres. Mudança de nível abrupta entre calçadas contíguas. Acesso em declive invadindo o lugar dos pedestres. Barrancos e valetas em frente às testadas. E o mais grave a ausência de passeio pavimentado na frente de inúmeros lotes.
Tudo isso seria de responsabilidade dos proprietários, porém deve haver uma normatização e uma fiscalização por parte dos órgãos públicos.
Numa cidade em que prestei serviços foi elaborada uma lei em que obrigava o proprietário a fazer sua calçada, conforme padrões pré-estabelecidos pela prefeitura. Estabelecia-se um prazo de um ano. Se o mesmo não tivesse feito a obra, o poder público executava-a e lançava no os custos no ano seguinte, no seu imposto anual.
Que tal adotarmos essa medida?

sábado, 3 de janeiro de 2009

O turismo desgovernado


Não tenho um conhecimento muito profundo de turismo, mas conto com alguns milhares de quilômetros em viagens de passeio, trabalho e pescarias, assim creio que tenho certa noção para falar sobre o assunto.
O Brasil está atrasadíssimo no quesito turismo e o Paraná mais ainda.
Estive, nestes festejos de réveillon, na bela e histórica cidade de Antonina do litoral de nosso estado. Fundada há aproximadamente 300 anos ela possui uma riqueza histórica, urbanística e cênica excepcional, porém, uma estrutura turística mal dirigida, quer pelo governo municipal, como principalmente pelo governo estadual. Tem lá uma baía que poderia ser mais bem aproveitada para esportes náuticos, passeios e pesca esportiva. Têm rios para prática de rafting. Possui ainda: picos para prática do rapel, trilhas e montanhismo. Há uma beleza nas fachadas dos casarios estilo luso-brasileira sem igual, porém poucos estão devidamente conservados. Foi lá construída uma igreja no distante ano de 1715, portanto há 293 anos. Está no local instalada a primeira loja maçônica do Paraná. Alojou-se na cidade o imperador Dom Pedro II. Existe um antigo complexo industrial de armazéns portuários construídos pela rica família Matarazzo, que estão abandonados e deteriorando-se. Falta treinamento ao pessoal de hotéis, restaurantes, pousadas. Possui, ainda, um belo teatro, uma usina hidrelétrica e um porto. Com certeza com tudo isso o maior potencial econômico da região é o turismo. Esse setor é uma indústria “limpa” que os governadores do estado vêm relegando ao segundo plano. É uma lástima ver tamanho descaso com essa riqueza turística. Se houvesse planejamento em conjunto entre os governos das esferas municipal e estadual, um plano diretor de turismo colocado em prática, certamente haveria uma freqüência maior a este local. O dinheiro gasto por esses possíveis visitantes geraria imposto, com isso o governo investiria em conservação dos prédios históricos, limpeza de ruas, limpeza do mangue, em saneamento básico, e com isso trazendo qualidade de vida aos moradores locais. O turismo, bem gerido, com outras atividades correlatas emprega direta e indiretamente as pessoas e geram riquezas para a região. Aumenta os espaços de lazer, capacita a mão de obra e melhora o nível de educação da comunidade.
Quando de nossa visita à Antonina tínhamos um passeio agendado, um mês antes, com uma embarcação pela baía, o qual foi desmarcado três dias antes de nossa chegada. Tivemos que suar para conseguir outro barco para fazer a atividade. Contudo, com esforço próprio conseguimos um barco de pesca que nos atendeu modestamente, embora num trapiche em precárias condições, passeio esse, que a agência de turismo disse ser impossível naquele dia. E o casario dos Matarazzo? Não poderia ser adaptado nos moldes do “Puerto Madero” em Buenos Aires, guardada as devidas proporções?
É incrível o desgoverno do turismo no estado do Paraná. Quando é que vão abrir os olhos para essa importante fonte histórica, cultural e de beleza natural dessa cidade?
É preciso salvar o turismo de Antonina. Governadores salvem o turismo em nosso estado.

“Mortociclistas”

As motocicletas são um meio de transporte bastante utilizado devido ao seu baixo custo de aquisição e também ao pequeno consumo de combustível.
Já tive moto e tenho amigos motoqueiros. Pessoas responsáveis e cuidadosas. Porém, em nossa cidade há uma triste estatística de acidentes envolvendo os condutores desses veículos. O Corpo de Bombeiros de Irati atendeu 124 ocorrências de acidentes de moto em 2008, sendo que muitas levaram a invalidez temporária ou permanente e outros, ainda, a óbitos. O Ministério da Saúde anunciou a seguinte estatística em 2006: no Brasil, houve 6.734 óbitos contra 299 em 1990. Ocorreu um aumento de 2.252 %. No Paraná, em 2007, foram registradas 559 mortes, ou seja, uma taxa de 5,4 mortes a cada 100 mil pessoas.
A que se deve tudo isso? São vários fatores a nosso ver. Com certeza um deles foi o aumento significativo das vendas desses veículos. Porém, o mais grave a falta de respeito do motociclista para com as leis do trânsito. Ser motoqueiro não é ser piloto de corrida. Apenas ter uma carteira de habilitação não dá o direito ao motociclista de fazer o que quiser com sua moto. Há uma legislação de trânsito a ser cumprida. Muitas vezes os motoqueiros ultrapassam os outros veículos pela direita. Andam sobre os passeios. Transitam em velocidade excessiva. Passam lombadas descuidadamente. Não obedecem as rotatórias. Abusam em dias chuvosos. Não pensam que nos carros há um ponto cego de visão do espelho retrovisor. E... então ocorrem os terríveis acidentes. Pense que nesse veículo, você condutor é praticamente o pára-choques.
Lógico que toda regra tem exceções. Assim como há motociclistas imprudentes, há também condutores imprudentes de outros tipos de veículos. Portanto, o melhor certamente seria fazer uma reciclagem com maior freqüência para revalidação desse tipo de habilitação e maior rigor nas multas, haja vista, o crescente número de ocorrências, muitas vezes com vítimas fatais.
O Código Nacional de Trânsito, em Lei nº. 9503, de 23 de Setembro de 1997 diz que: “A educação para o trânsito é direito de todos e constitui dever prioritário para os componentes deste sistema”. Devemos todos cumprir a lei. Já que falamos em trânsito de pedestres há uns dias, diante de tantos fatos envolvendo motos, devemos tomar sérias medidas antes que os motociclistas de hoje se transformem nos “mortociclistas” de amanhã.

O poder e o dom!

“Ao homem foram concedidas duas qualidades: o poder e o dom. O poder dirige o homem ao encontro com seu destino e o dom o obriga a dividir com os outros o que há de melhor em si mesmo.” (Daniel Piza – 1970 -)
Foi dado o poder aos novos eleitos das últimas eleições. Também os seus imediatos terão esta capacidade imposta de produzir efeitos. A população espera que tenha havido uma evolução na nova leva que adentra as prefeituras e câmaras municipais. Contudo, os absurdos políticos não cessam em nosso país. Quando deveria ser discutida, exaustivamente com a população, a fidelidade partidária para detentores mandatos e cargos, a definição de coligações partidárias em todos os níveis de órgãos partidários, a coincidência de mandatos, financiamento público para campanhas eleitorais, e outros importantes assuntos de uma ampla reforma partidária, eis a última insanidade é a tentativa do Senado em aumentar as cadeiras dos vereadores no Brasil. Seriam aproximadamente mais oito mil postos. Através de uma medida de proposta de emenda constitucional (PEC). Esse número já foi diminuído há poucos anos, visando à diminuição de gastos. E, para que essa medida serviria? Sendo que a maioria dessas casas é inócua, são meros sistemas cartoriais dos prefeitos ou, pior ainda, currais eleitorais de deputados. Porém, também há gente séria e com bons princípios nesse poder e, esses sim, precisam de incentivo, de apoio e de idéias da população.
E os prefeitos? Algumas vezes esse poder pode subir a cabeça, como já aconteceu e talvez aconteça novamente. E se isso ocorrer que perde é certamente o povo. A arrogância desfia as certezas e a petulância as desafia. Haja vista, a manifestação recente do nosso presidente: “...ou você diria: me, sifu?”.
Infelizmente, somente haverá melhoras em todos os níveis através da educação intensa e em longo prazo. Porém, não é correto culpar o governo por tudo de ruim que acontece, pois além de ter sido nós que o elegemos é nossa responsabilidade de educar nossos filhos. Como também nós que muitas vezes corrompemos as autoridades e ainda várias pessoas acham que honestidade é sinal de burrice. Essa caminhada para o desenvolvimento é sim de nossa responsabilidade. Devemos opinar participar, cobrar, agir, participar de reuniões públicas, nas câmaras e nas assembléias legislativas e onde necessárias for. O medo de emitir opinião é o patrão do achismo e é parente da leviandade.