Festa e mais festa no reino do Lago Paranoá. E nem chegou o dia de São João, ainda.
Agora a farra das passagens aéreas. Os deputados, senadores, familiares, amigos, quase familiares estão na oba oba. Eles dizem que isso vem de muito tempo. E daí? Por causa do costume de ser ladrão não se pode corrigir nunca? Ora, se algo errado é descoberto, voluntária ou involuntariamente deve-se sanar a “falha”. Ou porque se passou despercebido pela imprensa ou pelos tribunais a vigarice torna-se jurisprudência?
De acordo com os números oficiais a Câmara Federal gastou R$ 9,8 milhões de reais em passagens aéreas nos três primeiros meses desse ano. Vejam bem, quase 10 milhões de reais em três meses para 567 deputados federais, ou seja, uma média de R$ 17.284,00 por deputado. Só de passagens aéreas. E tem gente que mora por lá mesmo. Tem gente boa que não abusa, mas tem os que levam sogra, namoradas e amantes. Sem contar aqueles que vendem, clandestinamente, suas passagens para algumas agências de viagem, fato esse só agora apurado por uma comissão de sindicância da Câmara.
Numa época em que precisei de tratamento para uma enfermidade, em que o nosso estado não tinha tratamento, essas mesmas passagens aéreas me foram negadas pelo sistema de saúde estadual. Ainda bem que eu tinha como financiar esse gasto para procurar melhorar minha condição física. E a pessoa que não pode? Devia pedir a um deputado.
Se nossa capital federal fosse localizada na região sudeste, talvez houvesse uma pressão maior e o baile seria mais organizado e a orgia mais discreta.
Muitos plenários municipais e estaduais também permanecem em vôo, ou seja, não estão nem aí, nem sequer prestam atenção com o que acontece em suas próprias sessões parlamentares. Não ouvem o colega, lêem jornal em plenário, saem da sessão por longo período, e por aí afora.
E nós, da classe média principalmente, vamos pagando: imposto de rendas, IPVA, ICMS, IPTU, ISSQN, ITBI, contribuição aos conselhos de classes, contribuição (sic) aos sindicatos, assinatura anual de telefonia, licenciamento de veículos, pedágios rodoviários, taxa de inspeção veicular, talão de estacionamento em vias públicas, taxa de uso de sanitários públicos, criança esperança, MST, e outros tantos e tantos impostos. Além dos 567 deputados federais, 81 senadores, deputados estaduais, vereadores, prefeitos e donas “marisas leticias” afora. É a “dita dura” democracia, mas a fraca, porque a forte é bem diferente.
Quando da malversação do dinheiro público as pessoas envolvidas deveriam ser afastadas do cargo até o final da investigação. Que esperança!
No nosso sofrido Brasil, os interesses particulares de detentores de cargos públicos, continuam sobrepondo ao do interesse da população
terça-feira, 28 de abril de 2009
segunda-feira, 20 de abril de 2009
E o deserto vem aí...
As cidades estão crescendo em habitantes, em número de edificações e em quantidade de veículos. O homem vem desmatando cada vez mais. A água potável é mau utilizada. O lixo é conduzido de forma inadequada. A população não reutiliza e nem recicla os materiais. O desperdício praticado pelos humanos aumenta dia a dia. A população ocupa, cada vez mais, inadequadamente o solo, as áreas de mananciais, os morros e encostas.
Atualmente, por força de lei, as cidades paranaenses são obrigadas a elaborar seus planos diretores. Algumas, como Irati, já o fizeram por duas vezes e, estão fazendo pela terceira vez. Os planos diretores são instrumentos legais importantes para nortear o crescimento ordenado de um município.
Tomara que, além dos várias alterações dos ordenamentos dos planos diretores, não se diminuam as áreas mínimas dos lotes nos parcelamentos do solo já fixados, lei que é integrada a esses planos. Cada caso merece um estudo, conforme a cidade, mas cremos que não deveriam ser aprovados lotes com menos de 360,00 metros quadrados. Ou seja, um terreno de 12 metros de frente por 30 metros de profundidade.
Outro ponto a ser mantido é a fixação de que o máximo permitido de projeção de edificações e calçadas seja de 60% da área do lote. Porque se isso não ocorrer aumentam-se o número de telhados de construções e calçadas nas cidades, impermeabilizando excessivamente o solo e aumentando o efeito estufa do planeta.
Com lotes menores, cada vez mais ocupados, a possibilidade de alimentar os lençóis freáticos torna-se menor, levando-se à aridez do subsolo. Aumentamos a velocidade das águas pluviais aos córregos, já extremamente assoreados e poluídos. Se os planos e as autoridades não obedecerem a essas premissas mínimas o castigo virá rapidamente.
Não se pode trabalhar contra as leis da natureza, da física, da química e da lógica. Não se pode fingir que a lei da gravidade é relativa ou passível de adaptações à burocracia estatal. A alternativa do não cumprimento das leis bem elaboradas é o alto custo de vidas, de valores econômicos, de gastos públicos desnecessários em reconstruções, em atendimentos emergenciais de catástrofes como ocorreu recentemente com as enchentes no estado de Santa Catarina e vem ocorrendo em outras regiões do Brasil. Não se pode destruir o ecossistema e o patrimônio histórico arquitetônico.
Porém os planos diretores estão sendo lentamente elaborados e perguntamos: será que, com uma participação efetiva de pessoas preparadas da cidade ou contratadas, que conhecem, com experiência, a realidade da cidade, que são formadores de opinião, técnicos da área, professores? Será que esses elementos são convidados? E, se o são, participam de uma forma ou outra contribuindo para o documento que pode minimizar problemas futuros? Quando convidados não devem se furtar de participar e coibir os interesses da doença da ganância econômica, como o parcelamento de lotes com áreas muito pequenas, para sua realidade.
Uma outra proposta seria de exigir-se em lei que, para cada determinada área liberada em alvará para construção civil, deveria o proprietário plantar uma quantia de árvores em áreas públicas pré-determinadas. Que bom se repovoássemos a flora das faixas de preservação permanente de nossos rios. Certamente, com uma medida dessas estaríamos melhorando sobremaneira o meio ambiente.
Desenvolver não é somente: a expansão do tecido urbano, uma modernização tecnológica, conquistar indústrias, ter mais veículos automotores, fazer pavimentações. Crescer ordenadamente é, principalmente, buscar qualidade de vida para um número crescente de pessoas e de cada vez mais justiça social.
Atualmente, por força de lei, as cidades paranaenses são obrigadas a elaborar seus planos diretores. Algumas, como Irati, já o fizeram por duas vezes e, estão fazendo pela terceira vez. Os planos diretores são instrumentos legais importantes para nortear o crescimento ordenado de um município.
Tomara que, além dos várias alterações dos ordenamentos dos planos diretores, não se diminuam as áreas mínimas dos lotes nos parcelamentos do solo já fixados, lei que é integrada a esses planos. Cada caso merece um estudo, conforme a cidade, mas cremos que não deveriam ser aprovados lotes com menos de 360,00 metros quadrados. Ou seja, um terreno de 12 metros de frente por 30 metros de profundidade.
Outro ponto a ser mantido é a fixação de que o máximo permitido de projeção de edificações e calçadas seja de 60% da área do lote. Porque se isso não ocorrer aumentam-se o número de telhados de construções e calçadas nas cidades, impermeabilizando excessivamente o solo e aumentando o efeito estufa do planeta.
Com lotes menores, cada vez mais ocupados, a possibilidade de alimentar os lençóis freáticos torna-se menor, levando-se à aridez do subsolo. Aumentamos a velocidade das águas pluviais aos córregos, já extremamente assoreados e poluídos. Se os planos e as autoridades não obedecerem a essas premissas mínimas o castigo virá rapidamente.
Não se pode trabalhar contra as leis da natureza, da física, da química e da lógica. Não se pode fingir que a lei da gravidade é relativa ou passível de adaptações à burocracia estatal. A alternativa do não cumprimento das leis bem elaboradas é o alto custo de vidas, de valores econômicos, de gastos públicos desnecessários em reconstruções, em atendimentos emergenciais de catástrofes como ocorreu recentemente com as enchentes no estado de Santa Catarina e vem ocorrendo em outras regiões do Brasil. Não se pode destruir o ecossistema e o patrimônio histórico arquitetônico.
Porém os planos diretores estão sendo lentamente elaborados e perguntamos: será que, com uma participação efetiva de pessoas preparadas da cidade ou contratadas, que conhecem, com experiência, a realidade da cidade, que são formadores de opinião, técnicos da área, professores? Será que esses elementos são convidados? E, se o são, participam de uma forma ou outra contribuindo para o documento que pode minimizar problemas futuros? Quando convidados não devem se furtar de participar e coibir os interesses da doença da ganância econômica, como o parcelamento de lotes com áreas muito pequenas, para sua realidade.
Uma outra proposta seria de exigir-se em lei que, para cada determinada área liberada em alvará para construção civil, deveria o proprietário plantar uma quantia de árvores em áreas públicas pré-determinadas. Que bom se repovoássemos a flora das faixas de preservação permanente de nossos rios. Certamente, com uma medida dessas estaríamos melhorando sobremaneira o meio ambiente.
Desenvolver não é somente: a expansão do tecido urbano, uma modernização tecnológica, conquistar indústrias, ter mais veículos automotores, fazer pavimentações. Crescer ordenadamente é, principalmente, buscar qualidade de vida para um número crescente de pessoas e de cada vez mais justiça social.
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terça-feira, 14 de abril de 2009
Falar show é chique?
Estive há pouco tempo num parque de águas no cerrado brasileiro. Tudo muito bonito, funcional e com natureza exuberante. O hotel pertence a uma rede com mais de seis unidades no local, tão grande é o fluxo de turistas no balneário, buscando águas correntes, naturais e com temperaturas de 36 graus centígrados. Uma maravilha.
Porém, o que mais me estranhou é a quantidade de estrangeirismo nas palavras usadas para denominação dos locais e serviços. Então, vejam alguns exemplos que notamos lá de anglicismos, que é usar termos da língua inglesa, naquelas termas: hot park, half, pipe, check-in, chek-out, service, Stella Artois Lounge, Bussines Center, Smart Card, happy hour, paintball, river shop, campo society, acqua river, sem falar de Lan House, drinks, executive.
Em nossa cidade e nas vizinhas podemos notar também essa tendência, como o que segue: self-service, lan house, drink’s, stylo, agressive, nix, park, Center, way, ceti, art, car, Jet, new, sound, pet shop, play game, plast, body, drive-in, drugstore, deck, point, e mais um sem número de palavras estrangeiras. A maioria dos leitores talvez não saiba o significado desses termos, imaginem o povão.
Tudo isso, talvez, para passar uma idéia de qualidade, de inovação ou de funcionabilidade. Ou, às vezes, esses termos são repetidos inúmeras vezes mais por imitação do que por necessidade. E quando não para denotar certo “charme”. Mas, e como fica a nossa mal falada e escrita língua portuguesa? Não a conhecemos nem superficialmente e importamos palavras de outro país. Será isso correto? Lógico que em locais como aeroportos, alfândegas, regiões de fronteiras internacionais e outros de acesso intenso de estrangeiro esse expediente do uso de termos em outra língua são permissíveis e até toleráveis, mas em todo o Brasil é lamentável.
Na vizinha cidade de Ponta Grossa disseram-me que há uma lei municipal, que obriga que os estabelecimentos que usam estrangeirismos a colocar abaixo do nome a tradução em português. Se essa lei está sendo seguida eu não sei, pois as leis no Brasil são sancionadas e na maioria das vezes não cumpridas e muito menos fiscalizadas. No entanto a iniciativa da câmara municipal daquela cidade foi válida.
Há uma controvérsia de correntes sobre esse assunto. Na minha modesta opinião acredito que deveríamos todos, depreender esforços para proteger nossa língua contra essa tendência de incorporar o estrangeirismo na nossa cultura, cujo significado de alguns termos nem sabemos ao certo. A língua portuguesa está sendo descaracterizada. Embora pareça que essa invasão seja inevitável não se deve permitir o abuso dessa tendência sem uma necessidade real quando existem termos equivalentes na língua portuguesa.
Porém, o que mais me estranhou é a quantidade de estrangeirismo nas palavras usadas para denominação dos locais e serviços. Então, vejam alguns exemplos que notamos lá de anglicismos, que é usar termos da língua inglesa, naquelas termas: hot park, half, pipe, check-in, chek-out, service, Stella Artois Lounge, Bussines Center, Smart Card, happy hour, paintball, river shop, campo society, acqua river, sem falar de Lan House, drinks, executive.
Em nossa cidade e nas vizinhas podemos notar também essa tendência, como o que segue: self-service, lan house, drink’s, stylo, agressive, nix, park, Center, way, ceti, art, car, Jet, new, sound, pet shop, play game, plast, body, drive-in, drugstore, deck, point, e mais um sem número de palavras estrangeiras. A maioria dos leitores talvez não saiba o significado desses termos, imaginem o povão.
Tudo isso, talvez, para passar uma idéia de qualidade, de inovação ou de funcionabilidade. Ou, às vezes, esses termos são repetidos inúmeras vezes mais por imitação do que por necessidade. E quando não para denotar certo “charme”. Mas, e como fica a nossa mal falada e escrita língua portuguesa? Não a conhecemos nem superficialmente e importamos palavras de outro país. Será isso correto? Lógico que em locais como aeroportos, alfândegas, regiões de fronteiras internacionais e outros de acesso intenso de estrangeiro esse expediente do uso de termos em outra língua são permissíveis e até toleráveis, mas em todo o Brasil é lamentável.
Na vizinha cidade de Ponta Grossa disseram-me que há uma lei municipal, que obriga que os estabelecimentos que usam estrangeirismos a colocar abaixo do nome a tradução em português. Se essa lei está sendo seguida eu não sei, pois as leis no Brasil são sancionadas e na maioria das vezes não cumpridas e muito menos fiscalizadas. No entanto a iniciativa da câmara municipal daquela cidade foi válida.
Há uma controvérsia de correntes sobre esse assunto. Na minha modesta opinião acredito que deveríamos todos, depreender esforços para proteger nossa língua contra essa tendência de incorporar o estrangeirismo na nossa cultura, cujo significado de alguns termos nem sabemos ao certo. A língua portuguesa está sendo descaracterizada. Embora pareça que essa invasão seja inevitável não se deve permitir o abuso dessa tendência sem uma necessidade real quando existem termos equivalentes na língua portuguesa.
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domingo, 5 de abril de 2009
O reino do "Sem Nado"

Era uma vez um reino localizado num cerrado tropical. Tinha um clima bem seco, mas com um grande lago chamado Para lá de oá. Naquele local havia muita, mas muita fartura mesmo. Havia bastantes mordomias, vários faz de contas, existiam assessores para tudo e para todos. Tudo, tudo pago pela grande carga de impostos de um sofrido povo de um reino maior que se chamava a República Federativa do Barril.
Tinham naquele reinado do Barril várias turbas, ditas como organizações visando disputa para poder político.
Havia os Pés Mais Descarados do Barril, os Demonetes, os Pés Tortos, os Pés Tinhosos Barrileiros, os Pés Descalços Tratantes, os Pés Verdosos; Pés Lisos e outros nanicos.
Já teve nesse reino várias estórias cabeludas, a de um tal de Roubam Carteiras o qual já foi comandante do reino e, se afastou por que estava mal cheiroso. A do Misbel Tender, dissimulado e aproveitador de momentos da política do cerrado e, que já mostrou galanteios para uma tal de Dil Ma Dita Dura. A do Jeca Sarnissauro, dono de vários reininhos, e que era o grande coronel do Reino do Sem Nado, com grande influência e que só enxergava e ajudava a quem lhe interessava para se manter no poder. Pula de galho em galho. Aliás, hoje é do partido chamado de Pés Mais Descarados do Barril, que era a antiga Arre Iena, ávido como uma hiena.
O reino era uma verdadeira farra. Havia gratificações de pagamento de horas extras em época de férias, contrato de prestação de serviço a preços exorbitantes, prestação de serviços de servidores empregados do reino para fazer tarefas particulares, aliás, coisas de privadas.
Uma contaminação geral e letal para o reino do Barril.
Ora, mas quando um morador corajoso do reino, o tal de Jabá Vai Com Celos, denunciou tudo isso, foi um Deus nos acuda. Falou que seus colegas queriam cargos para praticar mais e mais falcatruas e atos corruptos. Foi parar nas geleiras do reino, principalmente pelos seus colegas dos Pés Mais Descarados do Barril.
Vejam que só no período de solstício de verão, foram pagos mais de seis bilhões de dinais em horas extras fantasmas para mais de 3.500 assistentes do Sem Nado. Tudo autorizado por um cacique chamado E Daí Vou Mais, ou seria Oba Aí Molha Mais, amigão do Roubam Carteiras.
Era uma quadrilha instalada no Cerrado Barrileiro. O reino cada vez fedia mais. Lá os apaniguados tinham tudo e os contrários não tinham nada. Lógico, que havia gente boa por lá: tal de Jé Fer São Peris; ou o Pieter Simon, e ainda o descendente da Távola Redonda, o Arthur.
E o povo do Barril ia pagando toda essa farra dos podres.
Pior é que o Monastério Pudico não fazia nada. Só restava rezar, mas não rezar junto com alguns bispos que eram vizinhos do cerrado, tinha que ligar direto para Deus, que diziam por aí que também era barrileiro.
No comando da orquestra do Barril estava um molusco da classe cefalópede, que deveria viver nos mares, mas vivia mais nos ares e, sempre afirmava que não tinha medo de marolas.
Tinha ainda nesse reino estórias também mais do sul, de impérios e feudos menores, que vamos contar em outras ocasiões.
Somente com muita educação, moral e cívica aquele reino iria melhorar.
Essa estória tem tudo para o povo do Barril gritar um começar de novo. Apagar as trocas de favores e bajulações que existiam entre os membros daquele reino. Pois, as sociedades conformistas são cultoras da paz de cemitérios.
Nessa estória qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência.
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