Estive há pouco tempo num parque de águas no cerrado brasileiro. Tudo muito bonito, funcional e com natureza exuberante. O hotel pertence a uma rede com mais de seis unidades no local, tão grande é o fluxo de turistas no balneário, buscando águas correntes, naturais e com temperaturas de 36 graus centígrados. Uma maravilha.
Porém, o que mais me estranhou é a quantidade de estrangeirismo nas palavras usadas para denominação dos locais e serviços. Então, vejam alguns exemplos que notamos lá de anglicismos, que é usar termos da língua inglesa, naquelas termas: hot park, half, pipe, check-in, chek-out, service, Stella Artois Lounge, Bussines Center, Smart Card, happy hour, paintball, river shop, campo society, acqua river, sem falar de Lan House, drinks, executive.
Em nossa cidade e nas vizinhas podemos notar também essa tendência, como o que segue: self-service, lan house, drink’s, stylo, agressive, nix, park, Center, way, ceti, art, car, Jet, new, sound, pet shop, play game, plast, body, drive-in, drugstore, deck, point, e mais um sem número de palavras estrangeiras. A maioria dos leitores talvez não saiba o significado desses termos, imaginem o povão.
Tudo isso, talvez, para passar uma idéia de qualidade, de inovação ou de funcionabilidade. Ou, às vezes, esses termos são repetidos inúmeras vezes mais por imitação do que por necessidade. E quando não para denotar certo “charme”. Mas, e como fica a nossa mal falada e escrita língua portuguesa? Não a conhecemos nem superficialmente e importamos palavras de outro país. Será isso correto? Lógico que em locais como aeroportos, alfândegas, regiões de fronteiras internacionais e outros de acesso intenso de estrangeiro esse expediente do uso de termos em outra língua são permissíveis e até toleráveis, mas em todo o Brasil é lamentável.
Na vizinha cidade de Ponta Grossa disseram-me que há uma lei municipal, que obriga que os estabelecimentos que usam estrangeirismos a colocar abaixo do nome a tradução em português. Se essa lei está sendo seguida eu não sei, pois as leis no Brasil são sancionadas e na maioria das vezes não cumpridas e muito menos fiscalizadas. No entanto a iniciativa da câmara municipal daquela cidade foi válida.
Há uma controvérsia de correntes sobre esse assunto. Na minha modesta opinião acredito que deveríamos todos, depreender esforços para proteger nossa língua contra essa tendência de incorporar o estrangeirismo na nossa cultura, cujo significado de alguns termos nem sabemos ao certo. A língua portuguesa está sendo descaracterizada. Embora pareça que essa invasão seja inevitável não se deve permitir o abuso dessa tendência sem uma necessidade real quando existem termos equivalentes na língua portuguesa.

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