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terça-feira, 29 de maio de 2012

As taxas e os bancos

Resultado dos bancos brasileiros no decorrer de 2011: Itaú R$ 14,6 bilhões; Banco do Brasil 12,1 bilhões; Bradesco R$ 11,1 bilhões; Santander R$ 7,7 bilhões; Caixa Econômica Federal 5,5 bilhões (fonte Sindicato dos Bancários - Google). Hoje, posso pagar com cartão de crédito/débito desde uma corrida de táxi, sanduiches nas ruas ou o que mais precisar. Contudo, se tenho que pagar qualquer boleto vencido, que determina pagamento em banco diferente daquele em que tenho conta, não posso fazê-lo com cartão de crédito. Então, devo levar em espécie, porque os bancos não aceitam cartões de outros bancos. Por que será? Além do que, a emissão de comprovantes em papel “termo impressão” é uma catástrofe para quem tem que guardar os ditos papéis por algum tempo, pois simplesmente desaparece o que nele está escrito. Será que não daria para estas instituições, que angariam lucros fantásticos, prestarem serviços melhores aos seus correntistas? E a vigilância dos bancos brasileiros? É eficiente? Quem fica tranquilo quando sai de uma agência ou de um caixa eletrônico? Temos que ficar atentos, olhar para todos os lados na saída desses estabelecimentos e, mesmo dentro dos mesmos. Em nossa cidade, alguns bancos, ainda, não atendem as leis de acessibilidade. Seria muito difícil colocar um elevador, ou até mesmo uma plataforma elevatória para os portadores de deficiência, idosos, grávidas? E o pior, é que algumas dessas instituições foram reformadas recentemente, ignorando solenemente a legislação sobre o assunto. E os postos de atendimentos fora das agências? Chamados postos avançados. Os bancos empurraram os serviços “piores”, ou que demandam mais mão de obra, para esses lugares, no entanto, a estrutura existente, muitas vezes, deixa a desejar. Tudo isso para lucrar mais e mais. Como vemos diariamente a segurança desses locais é também mais frágil que das próprias agências. O problema da segurança é agravado não só para clientes, também para funcionários e até transeuntes próximos a esses locais. A alegação para a transferência da prestação de serviços é a disponibilidade de mais locais para o uso do serviço bancário, porém dever-se-ia dotar as instalações de mais segurança e conforto ao usuário, que é quem realmente paga a conta. Outro agravante é a cobrança pelo uso de conta corrente. São cobradas taxas e mais taxas. Fazendo uma analogia: se a pessoa vai a uma farmácia comprar um medicamento, paga o remédio, mas não tem que pagar uma taxa extra, por ter feito a compra naquele estabelecimento. Num banco, deixamos nosso dinheiro lá, usam-no e ainda cobram taxas de manutenção, mesmo que muitas vezes não haja nenhuma movimentação mensal. Se você tiver uma aplicação num banco o rendimento é extremamente menor do que o juro de um empréstimo qualquer, além de ter que pagar as exorbitantes taxas. Grande negócio ter bancos nesse país. Praticamente não há riscos. Além dos clientes, as outras vítimas do sistema são os funcionários destas instituições. A busca desenfreada pelo lucro pelos administradores é traduzida em pressão contínua sobre os gerentes e responsáveis por captação de capital, venda de produtos financeiros, aquisição de novos contratos e clientes, sem qualquer escrúpulo. E, muitas vezes as demissões de funcionários aumentam nessas instituições. Quem ganha com essa desenfreada ganância? Apenas os bancos! Neste tipo de negocio não há equilíbrio. A população não tem opção, não há como se defender, pois não é possível viver sem esse sistema impingido pelas grandes corporações. Não há concorrência porque todos os bancos funcionam da mesma maneira. Essas instituições se vangloriam que estão sempre criando produtos que melhoram as vidas das pessoas e por isto preenchem seu objetivo de “responsabilidade social”, mas na verdade o único objetivo de um banco é maximizar a riqueza dos seus acionistas, e por isto produzem lucros crescentes ao longo do tempo. Para atingir este objetivo, as corporações externalizam custos que não estão diretamente ligados a sua produção ou seu ambiente interno. Os cidadãos não aguentam toda essa carga de cobrança. Dagoberto Waydzik