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segunda-feira, 30 de março de 2009

SUSTENTABILIDADE NA CONSTRUÇÃO CIVIL


Sustentabilidade significa prover o melhor para as pessoas e para o ambiente no presente e no futuro, ou seja, suprir as necessidades do momento atual sem afetar as gerações futuras de suprir as suas.
É um termo que possui uma amplitude de uso em todos os setores das atividades humanas.
Num projeto de um edifício sustentável deve-se prever a redução do consumo da água, o reuso de águas pluviais, o uso de chuveiros com temporizadores e, também se visa à utilização de materiais ecológicos, os quais para serem produzidos causem o menor impacto ambiental. Como por exemplo: tijolos de solo cimento, tintas sem componentes tóxicos, madeiras certificadas ou com ciclo de renovação mais rápido.
Os resíduos da construção civil geram um impacto negativo em uma cidade se não os tratamos de forma adequada. É fundamental que haja uma reciclagem dos mesmos.
É na fase inicial de um projeto que nós, os profissionais do mercado de engenharia, partimos de um espaço para trazermos à existência algo real, onde estão às maiores possibilidades para tornar um empreendimento sustentável.
Essas etapas representam um percentual mínimo do custo total do ciclo de vida de uma edificação. Durante os primeiros 50 anos de uso e manutenção, gastam-se aproximadamente 80% desse custo. As construções consomem a maior parte de todos os recursos naturais produzidos no mundo.
Essas são verificações simples, que mostram as grandes responsabilidades socioambientais de todos os profissionais envolvidos nesse mercado, mas que ainda são insuficientemente conhecidas.
Há pouco tempo atrás, fazíamos nossa tarefa sem mensurarmos como ela poderia afetar o meio ambiente e a realidade social circundante, e poucos consideravam a plausibilidade de aplicar ações socioambientais aos negócios. Quando muito, como cidadão, sabia-se que deveríamos economizar água, não jogar o lixo na rua, reciclar e reutilizar. Muito pouco, se comparado aos impactos que podemos causar na sociedade, no patrimônio histórico-cultural e no planeta, com o desenvolvimento da construção civil.
A maioria de nós ainda não foi conscientizada nem nos apercebemos dessas implicações, mas não há razão para que os construtores sejam retratados como os culpados, inescrupulosos e destruidores da natureza.
Um dos impactos de tudo isso é que o mundo está caminhando para um acelerado aquecimento climático.
É notório que também precisamos considerar aquelas necessidades dos arredores, relacionadas à cidade e as comunidades do entorno onde desenvolvemos nossos projetos, principalmente perante as populações mais carentes. Certamente que o poder público tem grande responsabilidade nesse assunto, e devemos expor e demandar aos agentes governamentais respostas além de combatermos arduamente a corrupção. Contudo, não podemos apenas transferir a responsabilidade e nos isentar de agir dentro das inúmeras possibilidades que temos. Exemplificando, em vez de construirmos muros altos com cercas eletrificadas, deveríamos aplicar esses mesmos recursos no desenvolvimento das comunidades carentes próximas e provavelmente teríamos retornos muito melhores desses investimentos, principalmente na minoração da violência urbana.
Somos conhecedores que qualquer ação empresarial deve ser alicerçada na viabilidade econômica.
É salutar pensarmos na permuta do lucro máximo, orientado apenas pelos resultados financeiros demandados pelos investidores, pelo conceito de lucro bom, isso sim, é colaborar na manutenção daquilo que é recurso indispensável a todos: a vida.

sexta-feira, 27 de março de 2009

RIO DAS ANTAS



Há trinta e cinco anos atrás pescávamos e tomávamos banho nos rios de nossa cidade. No Rio do Meio, no Arroio da Lagoa, no Arroio dos Pereiras, no Arroio Nhapindazal, no Arroio Couro Pelado que é a nascente do Rio das Antas. Infelizmente, hoje, todos eles estão totalmente poluídos.
Os rios de nossa cidade já nos responderam com várias enchentes nas últimas décadas por termos tratado-os inadequadamente.
Dos anos 80 até agora somente três dragagens foram executadas no Rio das Antas, contando com a que hoje felizmente é feita.
Problemas como assoreamento, desmate da mata ciliar, depósito de lixo que é feito no leito, a falta de replantio nas margens do rio, a ocupação com edificações de encostas com declividade excessiva (loteamentos), a varrição de ruas em direção aos bueiros, a falta de limpeza de redes de galerias de águas pluviais, o despejo de esgoto doméstico em tubulações inadequadas, a impermeabilização exagerada do solo. Não há rio que suporte tudo isso. Esses nefastos problemas decorrem da falta de ação dos poderes constituídos, através principalmente de fiscalização, porém o mais grave é a falta de consciência dos moradores, que estão decretando a morte de nossos rios e arroios.
Precisamos mobilizar toda a população para a empreitada de resgatarmos a salubridade de nossos rios, O importante é que se intensifiquem as ações nas escolas, através de campanhas e porque não dizer de até da criação de uma disciplina específica ao assunto.
Devemos também usar a água de forma racional, pois para tratarmos a mesma está sendo cada vez mais oneroso. Não que a água diminua seu volume na Terra, pois ela possui um ciclo, contudo enquanto recurso hídrico associado à qualidade poderá vir a faltar, como já é notório em certas regiões. Com certeza as próximas guerras não serão por petróleo, mas sim por água.
Há de se ressaltar que a classe da construção civil deve fazer sua parte incentivando os seus clientes a reusar as águas pluviais, a usar válvulas de descargas mais eficientes, a buscar tecnologias que levem à economia desse precioso bem.
Nosso planeta é constituído por 70% de água, no entanto somente 3% são de água doce. E a minoria advém dos rios e lagos, que atualmente são muito maltratados por nós e as que mais utilizamos. Necessitaríamos de outros trinta e cinco anos para termos esses rios limpos novamente e, mais de cem anos para se tomar banho e praticar a pesca, principalmente nos rios de nossa Irati.
Hoje existe tecnologia para despoluir e trazer os rios às condições salubres, mas depende de nossas atitudes, de nossas consciências, da participação política, de instituições privadas e públicas e do mais importante da população.
A Organização das Nações Unidas (ONU), em 1922, elaborou uma declaração dos direitos da água, objetivando atingir todas as nações do mundo. Dentre as principais destacamos a segunda que diz: “A água é a seiva de nosso planeta. Ela é condição essencial da vida de todo vegetal, animal ou ser humano. Sem ela não poderíamos conceber a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura.”
Vamos iratienses fazer a nossa lição de casa. Continuemos a tarefa que a prefeitura fez com a dragagem do Rio das Antas e que tal replantarmos a mata ciliar nas margens do mesmo e preservando nossa principal artéria de vida.

terça-feira, 17 de março de 2009

HIPOCRISIA DOGMÁTICA

Hipocrisia dogmática

O que a população consciente acha da atitude do arcebispo de Olinda Dom José Cardoso Sobra que saiu a público dizer coisa que só interessa a parte da igreja católica?
Estamos falando da excomunhão dos médicos, que procuram salvar vidas, e da mãe da menina estuprada, de nove anos, uma criança que pesa 30 kg, e teve que sofrer um aborto necessário para salvar sua vida. Os médicos, a mãe e a menina foram “demonizadas” em público pelo arcebispo, por terem feito um procedimento legal e indispensável para corrigir mazela resultante de um ato hediondo.
Esse arcebispo extrapolou ao impor sanções a pessoas que nem ao menos sabe se professam tal credo. Foi atitude medieval, típica da “Inquisição”. Fala ele que o aborto é mais grave que o estupro. E será que ele não vai excomungar o indivíduo estuprador? E o que se faz com os padres pedófilos? Na idade média, por exemplo, considerava-se normal e justa a completa submissão dos servos ao senhor feudal, que tinha poder de vida e morte sobre eles.
Hoje essa atitude choca e não corresponde ao ideal de justiça que a maioria possui.
A nossa nação é um estado laico que não é regido pelo direito canônico e nem por religião ou dogma algum.
Esses arroubos não são prerrogativas dessa ou daquela religião, desse ou daquele dogma, mas há muitos detentores de poder religioso que usam de seus cargos para atingir fins duvidosos. Houve o caso de um pastor que queria expulsar um membro de sua igreja por esse contestar seu salário. Outro, que chutou a santa em rede de televisão por não ser sua crença. Ainda, o que colocou em dúvida a honestidade de um prestador de serviço sem prova qualquer. As intermináveis brigas “santas” entre mulçumanos e judeus. Também, há os que proíbem de doentes receberem sangue de outra pessoa numa necessidade extrema de cirurgia.
Não se pode generalizar, mas há muita hipocrisia. Há muitas neo-religiões que são até filiais de partidos políticos. Usam o povo miserável, com temor, para as benesses de poucos.
É importante que aprendamos a ensinar pelo exemplo e não tentar convencer com teorias vazias.
Geralmente os responsáveis pelo distanciamento das pessoas do Criador, principalmente dos jovens, são alguns desses pregadores religiosos com sua hipocrisia.
Estão num faz de conta.
A vida é mais importante que todo o dogma e toda a riqueza do mundo.
No universo não há punição. O castigo é coisa do velho burgomestre tentando manter disciplina pelo medo.
Para ter Deus dentro de si não é apenas ter que rezar, dizer que pensa nele ou procurar auxílio da religião, mas sim vivenciar um estado de bondade e agir como ele age e, amar a tudo e a todos.
Direitos humanos: uma das utopias mais intensas da modernidade. Defini-los, porém, não é tarefa simples. Eles abrangem uma pluralidade de significados, sentidos e interpretações O único consenso entre seus defensores e promotores é a idéia de universalidade. Mas será que é a partir de suas violações, isto é, justamente por sua ausência, é que os direitos humanos podem ser definidos? Somente ao serem negados é que eles são exigidos?
Setores da mídia e agentes políticos encapam e reproduzem o discurso de que os direitos humanos ignoram as vítimas e se abstém de pensar o conjunto bom da sociedade.
A ordem só é possível, para a visão conservadora, a partir da violência ou de práticas antidemocráticas, visto que as leis são consideradas insuficientes, ”coniventes” com os atos criminosos.
A grande religião é praticar o bem ao próximo. É fazer ao outro o quer que lhe façam.

segunda-feira, 9 de março de 2009

A IMPORTÂNCIA DO PLANO DIRETOR MUNICIPAL

Desde a promulgação da Constituição Federal em 05 de outubro de 1988, nos artigos 182 e 183, nasce, oficialmente, o planejamento territorial e, nas escalas dos municípios os planos diretores urbanos. Também com a Lei Federal 10.257 do Estatuto das Cidades, do ano de 2001 e, com leis do Estado do Paraná, torna-se obrigatória a elaboração desse projeto para municípios com população igual ou superior a 20.000 habitantes.
E o que é um plano diretor municipal? Trata-se de um documento elaborado por: funcionários habilitados de uma prefeitura, participantes de diversos órgãos de classe, escolas, vereadores, conselhos de desenvolvimento, representantes de segmentos da sociedade e a população em geral.
O objetivo principal é nortear e ordenar a expansão urbana, garantir o resgate da história, dos recursos naturais, da cultura, da valorização do presente e da confiança do progresso e qualidade de vida do futuro daquela cidade. Através de proposição de novas leis ou alterando as existentes.
O plano diretor deve ser enviado pelo prefeito à Câmara de Vereadores, para que essa discuta, aprecie, aprove e o torne Lei Municipal. O documento torna-se lei, disciplinando várias atividades do executivo. Porém, é um instrumento que pode ser adaptado conforme a necessidade do município, ora com o seu crescimento, ora com as possíveis modificações de vocações econômicas. É um processo contínuo e um legado da comunidade para os gestores públicos e legisladores locais. É a garantia da vontade comunitária e da segurança da continuidade administrativa.
Atualmente o governo do estado do Paraná através da Secretaria de Desenvolvimento Urbano – SEDU, só libera recursos de sua pasta para o município solicitante que possuir ou estiver em elaboração o seu plano diretor, ou seja, todos os municípios são obrigados a tê-los.
Infelizmente, a população, as entidades de classe e as próprias câmaras pouco participam, conhece e enxerga a importância de um plano diretor.
Outra preocupação é que, em muitos locais, estão sendo elaborados planos diretores somente com o fito de se adaptar a legislação. Não se levando em conta a qualidade do projeto e, mesmo não colocando em prática o mesmo. Outras vezes os planos são elaborados com inconsistências devido ao pouco montante de recursos liberados pelo poder público para fazer frente ao montante de um serviço adequado. Ainda, algumas empresas privadas sujeitam-se a trabalhar com remuneração abaixo do necessário deixando a desejar na qualidade do produto final, que por sua vez não tem uma monitoração e cobrança adequada por parte das entidades interessadas.
O CREA-PR está tratando o tema com o cuidado e importância que o mesmo merece. Estão sendo estudadas medidas para apoiar, normatizar, fiscalizar esses trabalhos e, principalmente, contribuir com aqueles que estejam engajados nesta tarefa.
É imprescindível que as entidades governamentais propiciem maior divulgação dessa importante ferramenta de desenvolvimento. Que não se faça do Plano Diretor um simples documento cartorial. Que não se façam documentos e leis para dormirem dentro de gavetas públicas, como há muito vem ocorrendo em nosso país.

terça-feira, 3 de março de 2009

Irati - São Mateus do Sul: a estrada


Foi dado um importante passo na última eleição da Associação dos Municípios do Centro Sul do Paraná, a Amcespar. Houve unanimidade em torno do nome do prefeito da cidade de Irati, Sérgio Stoklos. Não poderia ser diferente, pois é pequeno o número de prefeitos que votam nesse pleito para que houvesse uma cisão e, o nome escolhido era a “bola da vez”. Mas esse cargo é de muita responsabilidade, pois representa o anseio de muitas pessoas da região. Essa representatividade deve estar acompanhada de muita luta, metas e compromisso uníssono de todos os prefeitos para grandes conquistas para a população.
O comprometimento principal deverá ser a realização da tão sonhada pavimentação asfáltica entre as cidades de Irati e São Mateus do Sul. Com certeza, a obra será um grande avanço para o desenvolvimento, não só da região centro-sul, mas também da região sul do estado do Paraná. Então, a próxima estratégia é se irmanar com a Associação dos Municípios do Sul do Paraná, a Amsulpar. Falar em coro, forte e no mesmo tom, sensibilizando os deputados estaduais, federais e autoridades do estado e de Brasília. Será uma enorme integração dessa parte da região do estado.
Como engenheiro afirmo que o custo dos cinqüenta quilômetros dessa via é relativamente baixo, se comparado com outras obras do estado e do Brasil. Por si só, as características do local da ora são altamente favoráveis para viabilidade econômica da mesma, pois praticamente não há necessidade de obras de arte, como pontes, grandes bueiros e viadutos. Além de não haver serras evitando grandes contensões de aterros. E ainda o solo tem qualidade que não exige bases especiais.
Tomara que todos os prefeitos dessas duas micro-regiões não guerreiem pelo poder e pela vaidade pessoal e, sejam coerentes não deixando desviar o foco principal dessa obra. Isso trará um alento novo ao sofrido povo de nossos municípios.
Tomara que todos os deputados que conseguiram votos nesse rincão, seja qual tenha sido a quantia, se dediquem a essa empreitada.
Tomara que todas as entidades, classistas ou não, se irmanem para o sucesso desse intento.
Tomara que o grito da imprensa regional entoe em todos os gabinetes palacianos do legislativo e do executivo.
Tomara que as altas cargas tributárias do país, que bate recordes mundiais, e representa 36,54% do Produto Interno Brasileiro (PIB), volte um pouco para a nossa região. Pois muito é desviado para as grandes obras, de eficiência duvidosa, como a transposição do Rio São Francisco e, para os diversos “Pacs” eleitoreiros.
Que os prefeitos honrem esse compromisso propalado na última eleição da Amcespar. Todos conhecemos a importância dessa estrada pavimentada para a região e porque não dizer que a ausência dessa pavimentação é também uma exclusão social.
Lutemos para que isso aconteça, pois sem dúvida será a grande obra da região. A população deve cobrar e não aceitar mais proselitismos.

Dagoberto Waydzik