
Sustentabilidade significa prover o melhor para as pessoas e para o ambiente no presente e no futuro, ou seja, suprir as necessidades do momento atual sem afetar as gerações futuras de suprir as suas.
É um termo que possui uma amplitude de uso em todos os setores das atividades humanas.
Num projeto de um edifício sustentável deve-se prever a redução do consumo da água, o reuso de águas pluviais, o uso de chuveiros com temporizadores e, também se visa à utilização de materiais ecológicos, os quais para serem produzidos causem o menor impacto ambiental. Como por exemplo: tijolos de solo cimento, tintas sem componentes tóxicos, madeiras certificadas ou com ciclo de renovação mais rápido.
Os resíduos da construção civil geram um impacto negativo em uma cidade se não os tratamos de forma adequada. É fundamental que haja uma reciclagem dos mesmos.
É na fase inicial de um projeto que nós, os profissionais do mercado de engenharia, partimos de um espaço para trazermos à existência algo real, onde estão às maiores possibilidades para tornar um empreendimento sustentável.
Essas etapas representam um percentual mínimo do custo total do ciclo de vida de uma edificação. Durante os primeiros 50 anos de uso e manutenção, gastam-se aproximadamente 80% desse custo. As construções consomem a maior parte de todos os recursos naturais produzidos no mundo.
Essas são verificações simples, que mostram as grandes responsabilidades socioambientais de todos os profissionais envolvidos nesse mercado, mas que ainda são insuficientemente conhecidas.
Há pouco tempo atrás, fazíamos nossa tarefa sem mensurarmos como ela poderia afetar o meio ambiente e a realidade social circundante, e poucos consideravam a plausibilidade de aplicar ações socioambientais aos negócios. Quando muito, como cidadão, sabia-se que deveríamos economizar água, não jogar o lixo na rua, reciclar e reutilizar. Muito pouco, se comparado aos impactos que podemos causar na sociedade, no patrimônio histórico-cultural e no planeta, com o desenvolvimento da construção civil.
A maioria de nós ainda não foi conscientizada nem nos apercebemos dessas implicações, mas não há razão para que os construtores sejam retratados como os culpados, inescrupulosos e destruidores da natureza.
Um dos impactos de tudo isso é que o mundo está caminhando para um acelerado aquecimento climático.
É notório que também precisamos considerar aquelas necessidades dos arredores, relacionadas à cidade e as comunidades do entorno onde desenvolvemos nossos projetos, principalmente perante as populações mais carentes. Certamente que o poder público tem grande responsabilidade nesse assunto, e devemos expor e demandar aos agentes governamentais respostas além de combatermos arduamente a corrupção. Contudo, não podemos apenas transferir a responsabilidade e nos isentar de agir dentro das inúmeras possibilidades que temos. Exemplificando, em vez de construirmos muros altos com cercas eletrificadas, deveríamos aplicar esses mesmos recursos no desenvolvimento das comunidades carentes próximas e provavelmente teríamos retornos muito melhores desses investimentos, principalmente na minoração da violência urbana.
Somos conhecedores que qualquer ação empresarial deve ser alicerçada na viabilidade econômica.
É salutar pensarmos na permuta do lucro máximo, orientado apenas pelos resultados financeiros demandados pelos investidores, pelo conceito de lucro bom, isso sim, é colaborar na manutenção daquilo que é recurso indispensável a todos: a vida.



