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sexta-feira, 27 de março de 2009

RIO DAS ANTAS



Há trinta e cinco anos atrás pescávamos e tomávamos banho nos rios de nossa cidade. No Rio do Meio, no Arroio da Lagoa, no Arroio dos Pereiras, no Arroio Nhapindazal, no Arroio Couro Pelado que é a nascente do Rio das Antas. Infelizmente, hoje, todos eles estão totalmente poluídos.
Os rios de nossa cidade já nos responderam com várias enchentes nas últimas décadas por termos tratado-os inadequadamente.
Dos anos 80 até agora somente três dragagens foram executadas no Rio das Antas, contando com a que hoje felizmente é feita.
Problemas como assoreamento, desmate da mata ciliar, depósito de lixo que é feito no leito, a falta de replantio nas margens do rio, a ocupação com edificações de encostas com declividade excessiva (loteamentos), a varrição de ruas em direção aos bueiros, a falta de limpeza de redes de galerias de águas pluviais, o despejo de esgoto doméstico em tubulações inadequadas, a impermeabilização exagerada do solo. Não há rio que suporte tudo isso. Esses nefastos problemas decorrem da falta de ação dos poderes constituídos, através principalmente de fiscalização, porém o mais grave é a falta de consciência dos moradores, que estão decretando a morte de nossos rios e arroios.
Precisamos mobilizar toda a população para a empreitada de resgatarmos a salubridade de nossos rios, O importante é que se intensifiquem as ações nas escolas, através de campanhas e porque não dizer de até da criação de uma disciplina específica ao assunto.
Devemos também usar a água de forma racional, pois para tratarmos a mesma está sendo cada vez mais oneroso. Não que a água diminua seu volume na Terra, pois ela possui um ciclo, contudo enquanto recurso hídrico associado à qualidade poderá vir a faltar, como já é notório em certas regiões. Com certeza as próximas guerras não serão por petróleo, mas sim por água.
Há de se ressaltar que a classe da construção civil deve fazer sua parte incentivando os seus clientes a reusar as águas pluviais, a usar válvulas de descargas mais eficientes, a buscar tecnologias que levem à economia desse precioso bem.
Nosso planeta é constituído por 70% de água, no entanto somente 3% são de água doce. E a minoria advém dos rios e lagos, que atualmente são muito maltratados por nós e as que mais utilizamos. Necessitaríamos de outros trinta e cinco anos para termos esses rios limpos novamente e, mais de cem anos para se tomar banho e praticar a pesca, principalmente nos rios de nossa Irati.
Hoje existe tecnologia para despoluir e trazer os rios às condições salubres, mas depende de nossas atitudes, de nossas consciências, da participação política, de instituições privadas e públicas e do mais importante da população.
A Organização das Nações Unidas (ONU), em 1922, elaborou uma declaração dos direitos da água, objetivando atingir todas as nações do mundo. Dentre as principais destacamos a segunda que diz: “A água é a seiva de nosso planeta. Ela é condição essencial da vida de todo vegetal, animal ou ser humano. Sem ela não poderíamos conceber a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura.”
Vamos iratienses fazer a nossa lição de casa. Continuemos a tarefa que a prefeitura fez com a dragagem do Rio das Antas e que tal replantarmos a mata ciliar nas margens do mesmo e preservando nossa principal artéria de vida.

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