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terça-feira, 25 de outubro de 2011

O famoso Clube 7

Todo iratiense que se preze já comeu, pelo menos uma vez, a deliciosa feijoada do Clube 7. Mais ainda, faz questão de levar um visitante seu para saborear aquela iguaria.
Mistura de restaurante, bar e clube esportivo tornou-se referência a todos nós, há muitos anos.
Contudo, são os pitorescos causos ocorridos lá que dão melhor tempero ao local.
Há anos atrás no clube houve uma disputa de bocha entre polacos e ucraínos, estes últimos em maioria na agremiação. Durante a peleia, talvez embalados pela disputa, somada a rivalidade das raças e ainda, com possíveis goles a mais, quebraram o pau por lá. Até que um polaco levou uma cacetada feia na cabeça, quase desfalecendo. Resultado: todo mundo para delegacia de polícia. Ainda com ânimos acirrados o delegado perguntava quem bateu na vítima? Ninguém falava nada. A autoridade, já passada de brava, falou que enquadraria a todos e iria todo mundo preso se não falassem quem cometeu o delito. Até que um ucraíno disse que foi ele que havia batido no polaco, mas que foi com o paletó que desferiu o golpe. Quando o delegado chamou o atingido e mostrou o tremendo do galo na cabeça do polaco perguntou: como um paletó faria tamanho estrago? O agressor disse que não tinha culpa se haviam colocado uma bola de bocha no bolso do paletó.
No final tudo se resolveu, mas a disputa entre as partes nunca mais aconteceu. Assim, me foi contado por um ilustre iratiense que frequentava o clube.
Outra atividade do 7 é o carteado. Truco, buraco, canastra, pife. Como em todo lugar desse tipo, tem os que jogam, os que gastam, os que se divertem e tem os “perus”, que só xereteiam.
Certa feita, duas duplas disputavam uma partida de buraco, quando chega o famoso peru e se coloca atrás de um dos jogadores. Cumprimentam-se e convidam-no para jogar na próxima rodada. Como o bom corneta, não queria jogar, só filar uns aperitivos e “apreciar”. Porém, ficou atrás de um dos jogadores, e quando esse pegava uma carta para descartar só ouvia trás de si: tsi, tsi, tsi, ou seja, não, não, não, como quem diz: essa não. Chegava mais uma rodada e lá vinha o ruído de negação: tsi, tsi, tsi. Pode? Lá no 7 podia, até que secaram o palpiteiro e o convidaram a não peruar mais os jogos que ali ocorriam. O causo ficou famoso na cidade.
Numa terceira, e mais recente, estória, sábado perto do almoço, corria solta uma partida de canastra. Início da primavera, solzinho gostoso, eis que entra uma figura conhecida, de bermudão surrado, com as pernas brancas como um par de palmitos descascados e, se acosta atrás de outro patrício ruteno, que estava jogando. O xereta começa com a palpitagem. Irritado, o jogador sentado se vira para o “peru” e pergunta jocosamente: “Quando vai tirar esse gesso das pernas”? E recebe a resposta: “Que que você tem com isso narriz de morranguinho”? Foi uma gargalhada só. Porém, tudo terminou bem.
Esses são alguns causos, de muitos ocorridos no pitoresco Clube 7.
Vida longa para aquele lugar que passa de geração para geração, mas não perde a qualidade da deliciosa feijoada nem a pândega de seus frequentadores.

Dagoberto Waydzik

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

BLITZ

Nos últimos dias a Polícia Militar de Irati realizou várias operações/blitz no trânsito da cidade. Ações pertinentes e muito importantes. Foi muito reconfortante ver os policiais na rua, cuidando da comunidade.
Cremos que o objetivo principal é a conscientização dos usuários (motoristas e pedestres) e a diminuição de ocorrências. Como é sabido e obvio, o trânsito é composto por vidas e, se houver respeito à legislação menos acidentes ocorrerão. Infelizmente, muitos motoristas só modificam seu modo de comportamento através de punição, de multa e de notificação.
O número de veículos de nosso município aumentou consideravelmente e, com isso, também os problemas no trânsito, principalmente nas ruas centrais da cidade. Mesmo com a considerável melhoria da educação de muitos condutores há ainda o descaso de outros tantos. Alguns estacionam em locais proibidos, outros dirigem em alta velocidade, alguns caminhões trafegam contra mão em trecho da Rua da Liberdade e, ainda, há os que não respeitam as rotatórias.
Esforços são realizados pelo poder público, com a melhoria das ruas, da sinalização horizontal e vertical, com colocação de tachões. Ainda, o feitio de lombadas adequadas, embora, estranhamente, com material diferente do pavimento da rua.
Contudo, essas ações que a polícia e a prefeitura vêm realizando certamente trarão resultados positivos à melhoria do tráfego de nossas ruas, educando, mesmo que de uma forma preventiva e até punitiva os maus motoristas.
Existem pontos de conflito que carecem de estudo para melhorias. Entre outros citamos: o cruzamento das ruas Zeferino Bittencourt com Nossa Senhora de Fátima, próximo ao Hospital. A confluência entre as vias XV de Julho, Sete de Setembro e Rua dos Operários, próximo ao salão do Jenilton e a Borracharia do Célis. Trechos com grande extensão de guias rebaixadas em prejuízo aos pedestres. Os pontos de ônibus do Hospital e da Praça da Bandeira estão inadequadamente locados. A falta de uma gota de retorno na confluência das Ruas Trajano Grácia e Antonio Cavalin. Algumas pavimentações devem ser corrigidas, outras merecem manutenção adequada.
Porém, cremos que o Conselho Municipal de Trânsito, junto com o poder municipal, envidará esforços para possível solução desses e outros pontos conflituosos.
Com a implantação do estacionamento regulamentado as vagas terão a rotatividade necessária, beneficiando a todos os usuários.
Ainda tem o projeto do calçadão da Rua XV de Novembro que torcemos para não cair no esquecimento. Também, o requerimento protocolado na Câmara Municipal, da Lei de Fiscalização da Acessibilidade em locais públicos, de acordo com a norma nacional. Com certeza, se implantada, essa medida humanizará ainda mais a mobilidade de nossa cidade.
Enfim, torçamos para que as ações da Polícia Militar tornem-se rotineiras. Também, que obras sejam efetivas e contínuas, visando sempre a melhoria do trânsito da cidade. O trânsito é feito para pessoas, mas cada um deve fazer a sua parte, motoristas, pedestres, ciclistas e motociclistas. Mudando nossas atitudes contribuiremos para um melhor trânsito.
O povo merece que os altos impostos cobrados sejam devidamente aplicados retornando em benefícios para toda comunidade.
Dagoberto Waydzik