Powered By Blogger

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A ausência de opinião é mãe da leviandade



“Pois não faço o bem que quero, mas justamente o mal que não quero fazer é que eu faço”. (Rm 7:19). Os casuístas criam artifícios para justificar um ato não importando se os interesses são do coletivo ou acatam as virtudes.
Na política, abstenção é o ato de se negar ou se eximir de fazer opções políticas. Abster-se do processo político é visto como uma forma de participação passiva, não como exclusão social. A abstenção é mais manifestada, principalmente, em períodos eleitorais ou qualquer decisão por voto, quando não se vota, propositadamente em nenhum candidato, preferindo-se o voto em branco ou o voto nulo. Ou, ainda, em países em que o voto é facultativo e, o cidadão se nega a participar do processo eleitoral.
Normalmente, na votação de um colegiado, a abstenção somente se dá quando o votante é impedido de optar pelo sim ou pelo não devido a ser parte da questão. Por exemplo, quando se tratar de matéria de interesse particular seu, ou de seu conjugue, ou de pessoa de quem seja parente consangüíneo ou ainda até 3º grau, contudo pode participar da discussão da matéria em pauta.
Muitos regimentos internos das Câmaras de Vereadores do país trazem, dessa maneira, esse tema no bojo do regimento. Também, é competência do vereador, entre outras, votar as proposições submetidas à deliberação da sessão, exceto quando ocorrerem os motivos acima, para abster-se. Do contrário, deve votar a favor ou contra a matéria. Se o regimento assim foi lavrado não há a opção da abstenção. Se ele optar pela abstenção é o mesmo que não votar. E, se assim o fizer é o mesmo que não houvesse participado da sessão. Isso ocorrendo, a presença do edil é como se fosse inexistente. Se não participa da reunião deve ser descontado de seu salário essa falta, por não ter sufragado seu voto.
Infelizmente, não é o que acontece na maioria do legislativo brasileiro. Se o regimento daquela instituição permitir a abstenção, com o argumento de que o votante não tem condição, por falta de elementos ou conhecimento da matéria, pode ser legal, contudo é lamentável. Para isso existem as comissões, as assessorias internas e até, se o edil quiser, os auxílios externos, de quem conhece do assunto.
Creio que é sempre possível votar contra ou a favor e, elencar os motivos dessa decisão, para isso o eleitor escolheu esse vereador, ou deputado, para refletir sua aspiração.
Na realidade, o que atualmente vem ocorrendo na política brasileira é que a mesma resume-se a transações partidárias. Os “caciques,” que são os donos de legendas nas cidades, fazem os acertos para que seus afiliados votem assim ou assado. Para que apóiem o candidato que lhes tragam vantagens pessoais, independente se é ou não de sua sigla partidária. É a banalização da ideologia, quando não a ausência dela. Também, existem muitos partidos que são meramente de aluguéis, mas isso não pode ser generalizado.
Se for falar em culpados, o primeiro vilão é o governo que insiste em educar mal a população brasileira, Estou falando de população e não de povo, pois hoje não temos povo e sim população. Povo tem uma história, tem luta, tem fibra exerce sua cidadania, discute, participa o que não acontece com a maioria dos brasileiros.
Isso é facilmente notado pela ausência das pessoas nas sessões legislativas, logo ali, onde se decide o futuro de muita coisa referente ao dia a dia da população.
Além disso, não existem debates sobre os problemas das cidades, da região e do país. Não existe pressão aos mandatários das várias esferas constituídas.
Paira um assistencialismo dos políticos sobre o verdadeiro sentido da política. Isso é, indiretamente, a caracterização da compra de votos. Com favores, dentaduras, cadeiras de rodas, caronas, cestas básicas, etc. Certamente estes expedientes não são a essência da política.
Felizmente, não há uma generalização em todo esse assunto, pois sempre existirão pessoas sérias e com vocação para procurar uma política, no verdadeiro sentido da palavra. Buscando desenvolvimento com justiça social. Mesmo que seja uma minoria.

Drenagem Urbana É Fundamental




Os maiores problemas ambientais, sociais e econômicos, que o Brasil hoje enfrenta estão localizados nas grandes cidades. Contudo todas as cidades sofrem, onde faltam recursos técnicos e financeiros para enfrentar o estado de degradação a que chegaram as cidades.
O padrão de vida vem decaindo, os órgãos públicos, são praticamente incapazes de agir com eficiência no planejamento, controle e execução de medidas eficazes para alterar esse estado de eminente calamidade.
O saneamento básico das cidades brasileiras se encontra numa situação ruim, principalmente no que se diz à coleta e tratamento de esgotos domésticos e a drenagem urbana.
São necessárias propostas importantes de estudos e projetos para se formar medidas preventivas para compatibilizar com a urbanização e evitar o caos existente ou que possa vir a existir.
Os problemas de drenagem devem ser tratados de forma integrada com outros problemas urbanos ligados à água, como por exemplo, a varrição de ruas e coleta de lixo.
Os grandes fracassos do saneamento das cidades brasileiras estão relacionados a projetos setoriais.
A drenagem urbana exerce papel fundamental em relação às áreas sociais, econômicas e ambientais.
Muitos equívocos foram ocorridos ao longo da história com relação ao tratamento do meio ambiente. Não adianta discorrer sobre o passado, mas devem-se tomar atitudes para minorar possíveis problemas para o futuro. Temos mais uma vez uma amostra da enchente ocorrida nos dias 07 e 08 de setembro, próximos passado.
Existem medidas imediatas que os poderes constituídos e a população devem elencar e executar assim que possível.
O estudo é profundo, contundo vamos apontar algumas medidas:
- Limpeza permanente da total extensão dos córregos e rios das cidades e, até do interior. Do leito e também as margens dos mesmos.
- Rever Lei do Parcelamento do solo para que se aumente o tamanho mínimo de lotes;
- Fiscalizar e legislar para que não se permita a impermeabilização dos terrenos de maneira exagerada entorno das edificações.
- Não aprovar loteamentos e desmembramentos em encostas com declividade com mais de 30%, como determina a lei federal, mas muitas vezes é burlada.
- Elaborar lei municipal para a obrigatoriedade do reuso de água, principalmente em obras públicas.
- Fazer limpeza semestral de todas as bocas de lobo da cidade.
- Executar campanha educacional permanente para que se tratem os córregos e o lixo de maneira adequada.
Essas são medidas que me ocorreram de imediato. Muito pode ser acrescentado. É difícil? É, mas não impossível. Porém é extremamente necessária uma mobilização de todos para evitarmos tragédias futuras.
As Prefeituras têm setores competentes com equipe, mas precisa de uma mobilização geral de todos, de verbas estaduais e federais, pois o assunto é sério, urgente e recorrente.

Semana Nacional do Trânsito





Entre os dias 18 e 25 de Setembro é comemorado anualmente a semana nacional do trânsito no Brasil.
Será que temos muito que comemorar? Com tantos acidentes, tantas mortes e precária vias de trânsito.
Trânsito é a utilização das vias por veículos motorizados, veículos não motorizados, pedestres e animais, para fins de circulação, parada ou estacionamento.
A legislação brasileira prega o direito de ir e vir dos cidadãos. Portanto, devemos lutar para que o fluxo dos usuários não seja interrompido com placas em calçadas, caminhões estacionados irregularmente, para carga e descarga, fechamento de vias indevidamente, etc. Aliás, sempre que possível é importante a abertura de novas vias de tráfego e nunca o fechamento.
Carlos Alberto Ferreira dos Santos, membro do Conselho Nacional do Trânsito escreveu sobre a necessidade de sermos educado na convivência do trânsito.
“Conviver é preciso, morrer não é preciso! Digo isso, parafraseando o general romano Pompeu, 106-48 a.C., aos amedrontados pedestres e motoristas de veículos automotores que se recusam a enfrentar o desafio de conviver em coletividade. Preferem reagir agressivamente a qualquer contrariedade de sua vontade, a qualquer pisada no pé, não permitindo que as qualidades sobressaiam aos defeitos, ambos inerentes aos temperamentos. Facilmente se rendem ao instinto natural do ser humano de revidar à menor provocação.
Como “galos de briga”, os homens desprezam a tolerância e partem raivosos para cima um do outro, colhendo muitas vezes como fruto de seus desatinos a própria morte, ou a de terceiros que apenas seguiam o mesmo caminho na via sem saber que seriam vítimas da intolerância.
Realçar as qualidades sem ignorar os defeitos, e fazer com que a paciência e a tolerância sejam condutores do comportamento, é o desafio da educação no trânsito para que as agressões decorrentes das variações do humor de pedestres e motoristas de carros, ônibus, caminhões e motocicletas cessem de abreviar a vida de pessoas que, bem ou mal, percorrem o mesmo trajeto no trânsito.
Morrer não é necessário! Necessário é viver para que o propósito do tempo se complete em cada fase da existência: a criança cresça, o adolescente resplandeça e o adulto amadureça sendo exemplo para os mais novos.
O sentimento machista da personalidade do homem tem cegado sua visão. Não o tem deixado enxergar a importância de obedecer às regras para se ter uma convivência pacífica na vida, notadamente no trânsito, e alcançar a desejada longevidade. O orgulho em achar que precisa provar algo a alguém ou mostrar que não leva desaforo para casa, tem feito pais não retornarem aos lares e jovens verem seus sonhos virarem pó.
Os atos de violência no trânsito geralmente decorrem de discussões por motivos fúteis como manobras erradas, ultrapassagens indevidas, “fechadas”, buzinadas, pequenas colisões, xingamentos. Não se respeita nem a presença de mulheres e crianças no veículo, que são agredidas e humilhadas pela fúria de homens enlouquecidos, chutadores de portas e quebradores de retrovisores, armados para dar vazão à arrogância de seus temperamentos.”
Vamos direcionar nossos esforços para que haja paz no trânsito, mas como dissemos acima, o trânsito como um todo.
Vamos lutar pelo direito de ir e vir em todos os caminhos existentes em nossa cidade, nosso estado e nosso Brasil.

domingo, 6 de setembro de 2009

Melhor laico do que ateu

O laicismo defende a separação do Estado das igrejas e comunidades religiosas. Não é a mesma coisa que ateísmo. Os principais valores do laicismo são a liberdade de consciência, a igualdade entre os cidadãos, em matéria religiosa, e de origem estabelecida nas leis do Estado.
O artigo 19, inciso I, da Constituição Federal do Brasil diz:
É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público;
II - recusar fé aos documentos públicos;
III - criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si.
Ocorre que, a laicidade tem mão dupla, porque também proíbe que quaisquer das unidades federativas criem mecanismos para embaraçar o funcionamento de qualquer igreja ou culto de fé. Assim, diferentemente do que pensam os inimigos dos símbolos religiosos, se a laicidade trás vantagens para o Estado, muito mais vantagens ela trás para a religião. É que o poder público não pode ter ingerência nas questões religiosas.
De fato, ao assegurar a liberdade de crença ou religião, o estado laico mostra feição democrática, diferentemente do estado ateu, que nega a existência de Deus e é próprio dos regimes totalitários, como o Irã, o Vaticano, entre outros.
Assinale-se, ainda, que até o ensino religioso, de matrícula facultativa, é garantido nos horários normais das escolas públicas do ensino fundamental (C.F, art.210, § 1º).
Cabe, pois ao estado laico, repelir qualquer sinal de perigo de conflitos por motivação de intransigência religiosa, de ordem pública ou privada, em obediência ao preceito contido no artigo 5º, inciso VI, da Constituição Federal, que diz:
“É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e as suas liturgias.”
Entretanto, pior, acontece atualmente. Agora querem substituir a laicidade pelo laicismo. A laicidade, como já dito, está na Constituição e assegura a liberdade de crença ou religião, ao passo que o laicismo é uma ideologia de cunho totalitário que não admite qualquer manifestação de fé da população, por isso que ofensivo ao citado art. 5º, VI, da Constituição Federal.
Proibir símbolos em repartições públicas? Acho que não deveríamos chegar a tanto no Brasil, onde a maioria da população é cristã. Se formos a esse patamar de radicalismo, talvez, vão proibir as senhoras de usar medalhas de Nossa Senhora e crucifixos em cerimônias públicas. Ou os espíritas de usar suas guias. Como ninguém reclamou, vão mudar a denominação dos estados e cidades que tenham nome de santo, para que os ateus e os de outras crenças ”não se sintam constrangidos” ao pronunciar ou escrever esses nomes nos seus endereços.
Em seguida, como ninguém questionou, vão retirar as expressões “sob a proteção de Deus” do prefácio da Constituição e, também, “Deus seja louvado” das cédulas do nosso dinheiro.
Por fim, vão revogar o art. 5º, inc. VI, e o art. 210, § 1º, da C.F, para que ninguém tenha garantida a liberdade de consciência e de crença e o ensino religioso seja banido das escolas.

E aí o Estado brasileiro já não será mais laico, mas ateu e autoritário, que se dobrou a exigência de uma minoria submissa.
“Nem tanto ao céu, nem tanto a terra”.

De uma iratiense que mora no Panamá


DE UMA IRATIENSE QUE MORA NO PANAMÁ

Com a permissão de uma amiga minha, iratiense que mora na cidade do Panamá, em Panamá, América Central, estou reproduzindo um belo texto dela. Há algumas adaptações, pois venho em “portunhol”, mas não tirou a essência da mensagem.
Trata-se de Lourdes Bernadete Berton Montenegro, formada em engenharia civil e educação física, mulher que batalhou como uma guerreira e, só nos enche de orgulho por ser nossa amiga.

NÃO AO FEMINISMO

“Sou mulher, sou livre, sou bastante preparada academicamente. Sou mãe, esposa e profissional, era feminista.
O feminismo do meu tempo pregava mulheres livres do jugo masculino, mulheres estudadas, mulheres absolutas e mulheres com poder. Eu concordava, aplaudia e praticava.
Hoje, já arranhando a aposentadoria, posso visualizar os resultados, porque vivi os dois mundos: o da mulher livre e profissional e o da mulher dona de casa.
O lema de então era “fora os aventais e as vassouras”. Mulheres em profissão masculina (uma das minhas... Engenheira Civil). Mulheres “pais de família”, mulheres nas presidências.
Eu já passei por aí, já vi este filme, e já vi os estragos! Estragos na saúde psicológica da mulher (consultórios dos psicanalistas repletos). Estragos na vida marital (divórcios pipocando por todos os lados). Estragos na fé (ninguém tem tempo para a fé nem muito mesmo para transmiti-la). Estragos no seio familiar (filhos soltos, mãe empregada e pai na internet),
Vocês lembram a balança, aquelas que tinham dois pratos e um ponteiro no centro? Quem comprou no armazém do Seu Estacho Waydzik lembra. Vamos colocar as vantagens e desvantagens do feminismo na balança. No prato do lado direito as vantagens: somos livres para tomar decisões, temos iguais direitos, fazemos valer a igualdade de capacidades intelectuais, fazemos o que queremos com nosso corpo, exigimos respeito tanto legais como morais, mostramos nossa força e poder, compramos tudo que for preciso para realçar nossa beleza e até mandamos nos maridos. Ótimo!
Agora comecemos a empilhar as desvantagens no prato esquerdo: A família come fora de casa (muitas vezes comidas indevidas e sujas); os filhos não recebem educação (recebem informações muitas vezes indevidas, distorcidas e pornográficas); o marido se sente em segundo plano (busca compensação, claro). Deus não existe (ninguém fala Dele, ninguém viu, ninguém vê). O jantar em família... Alguém ainda janta em casa?(os lares parecem hotéis, cada um no seu quarto ou frente um monitor, ninguém se conhece) e, por falar em família: rezar o Rosário? (Rosário... você chegou a conhecer aqueles tempos dos Terços?).
Agora vejamos o ponteiro da balança: O ponteiro vai prá esquerda, vai com tanto peso (o peso dos erros) que bate na base e faz rebotar o prato da direita, derramando e esparramando tudo, sabe por quê?
Por que as mulheres não são homens. As mulheres são mulheres com toda a maravilhosa programação que a natureza lhes deu, beleza, sensibilidade, instinto maternal, fragilidade, fé incluída a capacidade de entender e transmiti-la. Intuição profunda, mãos abençoadas para as artes manuais e para o carinho. Olhar terno, todo compreensão e amor; braços cálidos no abraço, todo ternura e reconforto; e claro, claro que sim... Inteligência, muita inteligência para poder ser o que são os homens, mas nunca “como homens”, pois somos diferentes.
Os homens têm tantas vantagens na sua programação genética: força, inteligência, fortaleza, praticidade, propensão aos riscos, ousadia, empreendedorismo, ímpetos de desbravadores em todas as ramas da ciência, charme, poder de decisão, destemor aos desafios e instinto natural de proteção à mulher e aos filhos.
Deixemos os homens sejam homens e nós, sejamos mulheres. O que? Agarrar a escova e o avental de novo? Claro, óbvio, certamente que não! Mas, vamos parar de presidir, de mandar, de subjugar o homem, de roubar o que lhe é dado por natureza. Vamos deixar que os homens trabalhem muito e tragam tudo para dentro de casa, tudo. É o dever deles, pagar todas as contas, construir a casa, comprar o carro, pagar a escola, tudo. Ele é o supridor oficial. Que o homem assuma os riscos, o stress, o papel de chefe... Eles estão programados para isto, gostam disto, se realizam nisto.
Não nos enlouqueçamos fazendo tarefas que não nos pertencem. Façamos a nossa parte. Sejamos Mães de verdade para educar “de corpo presente” nossos filhos (não por controle remoto, via celular).
Sejamos construtores (não só de edifícios, sim de famílias lindas e unidas). Sejamos presidentes desta grande empresa que é o nosso lar, onde a esposa é chefe de recursos humanos, chefe da enfermaria, chefe da cozinha, chefe do departamento de educação, etc. Sejamos sacerdotes, semeando a fé, caridade e amor no coração dos nossos filhos (tão essencial para a realização do ser humano como tal).
Sejamos chefe plenipotenciário do coração de nossos maridos, porque a final de contas, é do nosso alento o que eles mais precisam É desde a nossa guia que eles atuam, é do nosso ponto de vista que eles colaboram na formação dos filhos, é por nossas orações que eles não viram ateus, é pelo apelo do estômago que chegamos direto ao coração da maioria deles. Enfim, nós guiamos, nós dirigimos, nós inventamos novas formas de co-colaborar com Deus na recriação deste mundo a cada dia.
Temos que renunciar a tudo o que colocamos no prato direito da balança? Não e, mil vezes não. Estudemos, trabalhemos, sejamos livres de opinar, façamos tudo o que fazemos hoje em dia... Somente tratemos de fazer menos, de não abarcar as responsabilidades deles, porque estamos formando homens despersonalizados como homens e que estão deixando toda a carga para nós e isto nos está despersonalizando como mulheres. E isso está trazendo conseqüências negativas.
Estudemos enquanto estamos solteiras. Quando casadas, trabalhemos enquanto não nascem os filhos; quando mães, trabalhemos só meio período (enquanto as crianças estão na escola). Quando nossos pais estejam velhos, tiremos licença para cuidar deles um pouco, assim nossos filhos aprenderão cuidar de nós quando chegue a hora.
Que os homens sejam homens e nós, mulheres. Com toda a carga genética e evolutiva que carregamos. Não vamos torcer os instintos que Deus imprimiu em cada gênero, não sejamos transgênicos, pois torcer à força a natureza traz consigo um destino retorcido.
Cada um de nós carrega belezas e capacidades insondáveis dentro do DNA. Cada gênero está destinado a dar o melhor do que traz embebido em sua alma. Homens e mulheres se complementam na mais pura fusão espiritual do amor e perpetuação da nossa existência.
Façamos bem, cada um o seu pedacinho. Famílias saudáveis precisam de pai, mãe e filhos, em presença constante, com todo o potencial. Até Deus Pai tem a paternidade absoluta sobre a criação, tem o Filho para aprender sobre este mundo e ao mesmo tempo ensinar como deve ser, e tem a Mãe, na essência da feminilidade com poder sobre a humanidade.
Não destruamos a harmonia desta trindade familiar querendo medir forças, provar o que não é necessário, pois ambos os sexos estão dotados de habilidades diferentes para que se complementem e dêem frutos. Nenhum fruto pode germinar sem o aporte masculino e feminino de uma planta. Igualmente nem uma família será bem estruturada se o rol se confunde se sobrepõe ou se intercambiam.
Não ao feminismo, sim à vida, como ela é e não como eu quero.
A família é o maior tesouro do ser humano. Não deixe que teorias fantasiosas matem o belo e grato que é ser mulher como a natureza manda. Sejamos ambientalistas e regressemos ao estado natural das coisas.
Tenho comprovado que o resultado é ótimo: Filhos saudáveis e fortes moralmente, famílias unidas e amorosas, casais fortalecidos e bem resolvidos... “E, com isto, uma sociedade realmente civilizada.” - Dete
Pois é pessoal aí está a opinião de uma mulher sensível e batalhadora. É para analisarmos.

"É prohibido orinar!"


Estive há poucos dias atrás na capital americana da muamba, Cidade de Leste, no vizinho Paraguai. Fui a Foz de Iguaçu a serviço e, dali a cruzar a ponte, para uma comprinha, é sempre uma tentação e cada vez mais, uma experiência sui generis.
A travessia da fronteira, na Ponte da Amizade, é uma verdadeira aventura. Há uma corrente contínua de motocicletas, pedestres com galináceos vivos nas costas, frotas intermináveis de veículos de todos os valores e modelos, desde os mais modestos até os mais sofisticados. Um verdadeiro “circo” democrático.
Porém, a última “pérola” que vi naquela cidade, foi dentro de um precário elevador, num estacionamento de veículos. Havia um cartaz afixado na parede da cabina que dizia: “É prohibido orinar – multa 20 dólares”. Quem e quando urinam ali não se sabe e, como flagram o infrator é outro mistério.
Como diz minha companheira: “essa cidade dá um tese de sociologia”. É uma verdadeira “torre de babel”. Há um imenso trânsito de pessoas e veículos, na avenida principal, contudo existem, pasmem, nessa via, sanitários públicos.
Muito diferente do que ocorre na maioria das cidades brasileiras.
Em Irati, existe no centro da cidade, um único sanitário público, que quando está aberto, é por um pequeno período do dia. Como se, fora de determinados horários, não houvesse quem precise fazer uso do dito retrete.
Curitiba é uma das grandes cidades do nosso país. Tem uma identidade regional profundamente arraigada às tradições do recato. Contudo, na principal via para pedestres, a Rua das Flores, em toda a sua extensão não há sanitários públicos. E, se você pedir para usar o banheiro de algum estabelecimento comercial, na maioria das vezes tem sua solicitação negada.
A capital paranaense é considerada modelo de urbanismo, mas, no quesito acima está perdendo para o precário modelo paraguaio. Lá é “prohibido orinar” no elevador, porém nas ruas existem locais para isso.
Essa infra-estrutura é uma necessidade. É um caso de saúde pública.
Poder-se-ia seguir os modelos da cidade de Londres, onde com uma moedinha o cidadão alivia sua premência fisiológica, em pequenos banheiros públicos. Ou, pelo menos, alguns sanitários químicos poderiam socorrer os necessitados transeuntes da Rua XV de Novembro, em Curitiba.
Afinal, em qualquer cidade, vêm pessoas de bairros, de comunidades próximas para fazer compras, executar serviços bancários ou qualquer outro afazer. Aí, se essa pessoa necessitar de usar um banheiro, a coisa complica. Ou vem de fralda, ou procura um canto, elevador, também não pode, senão... se suja.
Será que é tão difícil, para as autoridades municipais, resolver essa questão?
Creio que não precisa muito planejamento, basta vontade.