Powered By Blogger

domingo, 6 de setembro de 2009

De uma iratiense que mora no Panamá


DE UMA IRATIENSE QUE MORA NO PANAMÁ

Com a permissão de uma amiga minha, iratiense que mora na cidade do Panamá, em Panamá, América Central, estou reproduzindo um belo texto dela. Há algumas adaptações, pois venho em “portunhol”, mas não tirou a essência da mensagem.
Trata-se de Lourdes Bernadete Berton Montenegro, formada em engenharia civil e educação física, mulher que batalhou como uma guerreira e, só nos enche de orgulho por ser nossa amiga.

NÃO AO FEMINISMO

“Sou mulher, sou livre, sou bastante preparada academicamente. Sou mãe, esposa e profissional, era feminista.
O feminismo do meu tempo pregava mulheres livres do jugo masculino, mulheres estudadas, mulheres absolutas e mulheres com poder. Eu concordava, aplaudia e praticava.
Hoje, já arranhando a aposentadoria, posso visualizar os resultados, porque vivi os dois mundos: o da mulher livre e profissional e o da mulher dona de casa.
O lema de então era “fora os aventais e as vassouras”. Mulheres em profissão masculina (uma das minhas... Engenheira Civil). Mulheres “pais de família”, mulheres nas presidências.
Eu já passei por aí, já vi este filme, e já vi os estragos! Estragos na saúde psicológica da mulher (consultórios dos psicanalistas repletos). Estragos na vida marital (divórcios pipocando por todos os lados). Estragos na fé (ninguém tem tempo para a fé nem muito mesmo para transmiti-la). Estragos no seio familiar (filhos soltos, mãe empregada e pai na internet),
Vocês lembram a balança, aquelas que tinham dois pratos e um ponteiro no centro? Quem comprou no armazém do Seu Estacho Waydzik lembra. Vamos colocar as vantagens e desvantagens do feminismo na balança. No prato do lado direito as vantagens: somos livres para tomar decisões, temos iguais direitos, fazemos valer a igualdade de capacidades intelectuais, fazemos o que queremos com nosso corpo, exigimos respeito tanto legais como morais, mostramos nossa força e poder, compramos tudo que for preciso para realçar nossa beleza e até mandamos nos maridos. Ótimo!
Agora comecemos a empilhar as desvantagens no prato esquerdo: A família come fora de casa (muitas vezes comidas indevidas e sujas); os filhos não recebem educação (recebem informações muitas vezes indevidas, distorcidas e pornográficas); o marido se sente em segundo plano (busca compensação, claro). Deus não existe (ninguém fala Dele, ninguém viu, ninguém vê). O jantar em família... Alguém ainda janta em casa?(os lares parecem hotéis, cada um no seu quarto ou frente um monitor, ninguém se conhece) e, por falar em família: rezar o Rosário? (Rosário... você chegou a conhecer aqueles tempos dos Terços?).
Agora vejamos o ponteiro da balança: O ponteiro vai prá esquerda, vai com tanto peso (o peso dos erros) que bate na base e faz rebotar o prato da direita, derramando e esparramando tudo, sabe por quê?
Por que as mulheres não são homens. As mulheres são mulheres com toda a maravilhosa programação que a natureza lhes deu, beleza, sensibilidade, instinto maternal, fragilidade, fé incluída a capacidade de entender e transmiti-la. Intuição profunda, mãos abençoadas para as artes manuais e para o carinho. Olhar terno, todo compreensão e amor; braços cálidos no abraço, todo ternura e reconforto; e claro, claro que sim... Inteligência, muita inteligência para poder ser o que são os homens, mas nunca “como homens”, pois somos diferentes.
Os homens têm tantas vantagens na sua programação genética: força, inteligência, fortaleza, praticidade, propensão aos riscos, ousadia, empreendedorismo, ímpetos de desbravadores em todas as ramas da ciência, charme, poder de decisão, destemor aos desafios e instinto natural de proteção à mulher e aos filhos.
Deixemos os homens sejam homens e nós, sejamos mulheres. O que? Agarrar a escova e o avental de novo? Claro, óbvio, certamente que não! Mas, vamos parar de presidir, de mandar, de subjugar o homem, de roubar o que lhe é dado por natureza. Vamos deixar que os homens trabalhem muito e tragam tudo para dentro de casa, tudo. É o dever deles, pagar todas as contas, construir a casa, comprar o carro, pagar a escola, tudo. Ele é o supridor oficial. Que o homem assuma os riscos, o stress, o papel de chefe... Eles estão programados para isto, gostam disto, se realizam nisto.
Não nos enlouqueçamos fazendo tarefas que não nos pertencem. Façamos a nossa parte. Sejamos Mães de verdade para educar “de corpo presente” nossos filhos (não por controle remoto, via celular).
Sejamos construtores (não só de edifícios, sim de famílias lindas e unidas). Sejamos presidentes desta grande empresa que é o nosso lar, onde a esposa é chefe de recursos humanos, chefe da enfermaria, chefe da cozinha, chefe do departamento de educação, etc. Sejamos sacerdotes, semeando a fé, caridade e amor no coração dos nossos filhos (tão essencial para a realização do ser humano como tal).
Sejamos chefe plenipotenciário do coração de nossos maridos, porque a final de contas, é do nosso alento o que eles mais precisam É desde a nossa guia que eles atuam, é do nosso ponto de vista que eles colaboram na formação dos filhos, é por nossas orações que eles não viram ateus, é pelo apelo do estômago que chegamos direto ao coração da maioria deles. Enfim, nós guiamos, nós dirigimos, nós inventamos novas formas de co-colaborar com Deus na recriação deste mundo a cada dia.
Temos que renunciar a tudo o que colocamos no prato direito da balança? Não e, mil vezes não. Estudemos, trabalhemos, sejamos livres de opinar, façamos tudo o que fazemos hoje em dia... Somente tratemos de fazer menos, de não abarcar as responsabilidades deles, porque estamos formando homens despersonalizados como homens e que estão deixando toda a carga para nós e isto nos está despersonalizando como mulheres. E isso está trazendo conseqüências negativas.
Estudemos enquanto estamos solteiras. Quando casadas, trabalhemos enquanto não nascem os filhos; quando mães, trabalhemos só meio período (enquanto as crianças estão na escola). Quando nossos pais estejam velhos, tiremos licença para cuidar deles um pouco, assim nossos filhos aprenderão cuidar de nós quando chegue a hora.
Que os homens sejam homens e nós, mulheres. Com toda a carga genética e evolutiva que carregamos. Não vamos torcer os instintos que Deus imprimiu em cada gênero, não sejamos transgênicos, pois torcer à força a natureza traz consigo um destino retorcido.
Cada um de nós carrega belezas e capacidades insondáveis dentro do DNA. Cada gênero está destinado a dar o melhor do que traz embebido em sua alma. Homens e mulheres se complementam na mais pura fusão espiritual do amor e perpetuação da nossa existência.
Façamos bem, cada um o seu pedacinho. Famílias saudáveis precisam de pai, mãe e filhos, em presença constante, com todo o potencial. Até Deus Pai tem a paternidade absoluta sobre a criação, tem o Filho para aprender sobre este mundo e ao mesmo tempo ensinar como deve ser, e tem a Mãe, na essência da feminilidade com poder sobre a humanidade.
Não destruamos a harmonia desta trindade familiar querendo medir forças, provar o que não é necessário, pois ambos os sexos estão dotados de habilidades diferentes para que se complementem e dêem frutos. Nenhum fruto pode germinar sem o aporte masculino e feminino de uma planta. Igualmente nem uma família será bem estruturada se o rol se confunde se sobrepõe ou se intercambiam.
Não ao feminismo, sim à vida, como ela é e não como eu quero.
A família é o maior tesouro do ser humano. Não deixe que teorias fantasiosas matem o belo e grato que é ser mulher como a natureza manda. Sejamos ambientalistas e regressemos ao estado natural das coisas.
Tenho comprovado que o resultado é ótimo: Filhos saudáveis e fortes moralmente, famílias unidas e amorosas, casais fortalecidos e bem resolvidos... “E, com isto, uma sociedade realmente civilizada.” - Dete
Pois é pessoal aí está a opinião de uma mulher sensível e batalhadora. É para analisarmos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário