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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Unicentro: uma indústria de fato!


Irati está em fase de crescimento, como muitos lugares do Brasil. Porém, a administração pública e a população devem tomar certos cuidados para que esse crescimento seja ordenado, planejado e, principalmente, com qualidade de vida.
A pergunta seria: a população quer um crescimento acelerado, sem atendimento adequado de saúde, com educação deficiente, com grandes aglomerados de casas, violência e enchentes? Evidentemente, esse não é o desejo da maioria dos cidadãos conscientes. Exceto, pela ganância de alguns empreendedores, com loteamentos mal planejados, locados em encostas íngremes, com ruas estreitas e lotes muito pequenos, resultando pouca permeabilidade do solo.
Somos incentivados por uma política nacional equivocada de crédito imobiliário que muitos, daqui uns tempos, não poderão arcar com as prestações devidas, haja vista, que o primeiro Programa de Aceleração de Crescimento, o PAC, de casas populares executadas em Feira de Santana, na Bahia, a inadimplência está mais elevada do que o esperado. Isso, segundo o jornal Tribuna Feirense, mesmo com prestações simbólicas de 50 reais por mês. Olha aí a “bolha imobiliária” possivelmente chegando. Lembrem do que aconteceu recentemente nos Estados Unidos da América.
Outra reflexão pertinente ao cidadão iratiense é que a Unicentro, Universidade Estadual do Centro Oeste, foi uma das grandes responsáveis pelo desenvolvimento de nossa região. São cerca de 200 professores, dezenas de servidores públicos, muitos trabalhadores terceirizados e uma passagem diária de 3000 pessoas pelo campus de Irati. Isso não é uma grande indústria? Sim, uma das maiores de nossa região. Com pouco risco, pois numa multinacional ou numa sociedade anônima, se um ministro da fazenda qualquer, der um espirro diferente, noutro dia o diretor dessa empresa pode demitir dezenas de funcionários, ou levantar acampamento do país. Fato que dificilmente ocorreria numa universidade.
Com certeza, as cidades que crescem em função de uma Universidade têm mais chance de crescimento contínuo e ordenado. Temos vários exemplos pelo Brasil afora.
Porém, nossa Unicentro, principalmente em Irati, carece de um retorno mais condizente das autoridades governamentais. É muito pouco o que vem para cá. E quando vem, o alarde é muito grande para os parcos recursos. Como se não fosse o próprio dinheiro a nós devido, pela alta carga tributária paga.
Além de o campus necessitar de melhor infra- estrutura física, o entorno deve ser urgentemente melhorado. Por exemplo, com pavimentação da estrada Lagoa/Gutierrez, diminuindo o grande fluxo da PR-153. Além de uma terceira pista nessa rodovia, ou no mínimo sinalização e manutenção adequada. Ou, ainda, uma parceria com a ALL propiciando bondes para levar os alunos em horários de pico quando em períodos que os comboios da América Latina Logística não usem esses trilhos. Essa estrada é do povo. Entre outras, das muitas necessidades que não são supridas pelos políticos que levam os votos da região.
Daqui a poucos dias teremos eleições na Unicentro, para reitor e diretores dos diversos campi. Temos certeza, que os eleitores aptos participarão maciçamente e escolherão os nomes mais competentes e experientes para continuar com o crescimento da instituição e, melhor, resgatar o crédito que a Unicentro tem com o Estado, principalmente para com o campus de Irati. Afinal, a região merece, pois esse campus já deu demonstração de competência, planejamento e eficiência. Vejam, por exemplo, a excelente classificação do curso de Engenharia Florestal em nível de país.
Vamos lá comunidade universitária, exerça seu direito. Capriche na suas escolhas. Depois, cobre dos eleitos e, principalmente, das autoridades o que é de direito dessa importante instituição.
Dagoberto Waydzik

terça-feira, 16 de agosto de 2011

PARTICIPAÇÃO


Você tem consciência de sua importância na comunidade?
Participação popular é um dos cinco princípios da democracia. Sem ela, não é possível transformar em realidade parte da história humana. Os demais princípios são: igualdade, liberdade, diversidade e solidariedade.
“Refiro-me aqui à participação em todos os níveis, sem exclusão prévia de nenhum grupo social, sem limitações que restrinjam o direito e o dever de cada pessoa tomar parte e se responsabilizar pelo que acontece no planeta. Em resumo, cada um de nós é responsável pelo que acontece nas questões locais, nacionais e internacionais. Somos, literalmente, cidadãos do mundo e, portanto, corresponsáveis por tudo o que ocorre. A única forma de transformar este direito em realidade é através da participação”. (Herbert de Souza)
Muitas vezes reclamamos de tudo o que acontece em nossa cidade. Do trânsito, da sujeira das ruas, das enchentes, da violência e de muitos outros problemas. Mas, o quê realmente estamos fazendo para diminuir os problemas da comunidade?
Num artigo de Fábio Barbosa, da Folha de São Paulo, discutiu-se qual seria o segundo tema mais importante para a sociedade brasileira, já que há concordância que o primeiro é a educação. Chegou-se ao consenso que a cidadania seria a matéria que mais necessita ser trabalhado entre os brasileiros.
O comportamento dos brasileiros, de uma maneira geral, não é o que se espera de um cidadão. Os pequenos delitos (também os grandes), os casos de tolerância, o desrespeito às leis de trânsito, a corrupção, a negligência com o meio ambiente, o vandalismo de alguns jovens, impactam negativamente na comunidade.
Em minhas costumeiras caminhadas pela cidade, semanalmente, observo certas atitudes absurdas. Na Rua Antônio Cavalin e na nova perimetral, próxima ao Clube União Olímpico, é gritante a condução de veículos em alta velocidade. Ainda, ontem mesmo, na perimetral, observei uma enorme quantidade de lixo jogado nas calçadas, carros e motocicletas em alta velocidade, postes e luminárias depredadas.
Se olharmos para o meio ambiente nota-se a aceleração de loteamentos e conjuntos habitacionais inadequados. Lotes pequenos demais, com impermeabilização excessiva, em encostas muito íngremes, que não permitem o solo absorver adequadamente as águas de chuvas, como as últimas, que provocaram enchentes em nossas cidades.
Só para ficar nesses dois temas aonde queremos chegar? É evidente que não é só o dever do poder público zelar por tudo isso. A cidade é nossa, e nenhum de nós está liberado do dever de auxiliar no processo de recuperação da mesma.
Devemos denunciar os que transgridem as normas de trânsito. Devemos solicitar melhorias na sinalização e colocação de lombadas adequadas e regulamentadas nas duas ruas citadas. Devemos solicitar que haja policiamento nesses locais, e não só de passagem dentro dos veículos, mas sim parados nas horas de pico. Afinal, somos cidadãos e temos esses direitos. A rua pertence a todos, mas o pedestre é o que devia ser mais protegido.
A consciência ambiental deve ser cobrada nas escolas, em nossas casas para que não se jogue lixo à toa nas ruas, nas praças e quintais. Cobrar a colocação de lixeiras pelo poder público, de sanitários públicos, contudo, cobrar disciplina de educação ambiental, não só em escolas, mas em entidades, igrejas e quaisquer tipos de reuniões. De nada adianta o bom trabalho de nossa secretaria municipal do meio ambiente se o povo não faz sua parte. Que bom se o fumante não jogasse a “xepa” do cigarro no chão, guardasse e levasse ao lixo de sua casa, já que não há lixeiras suficientes. Que bom se todos recolhessem as fezes de seus cães em passeios pelas ruas.
Precisamos de ações práticas, coerentes no dia a dia, e precisamos também trazer a sociedade para mais perto do Estado. O Executivo deve ser cobrado através dos conselhos, pelo Legislativo e pelo Ministério Público, coisa que muito pouco vem ocorrendo atualmente. Precisamos cobrar dos eleitos os votos recebidos, pois pagamos impostos e merecemos o retorno dessa enorme carga tributária.
No dia 27 de maio de 2011, na praça Catalunha, em Barcelona (Espanha), cartazes repudiavam a violência policial, pediam “democracia real já!” e um mundo mais justo para todos. No dia 3 de junho de 2011, na praça da Sé, em São Paulo, os cartazes exibiam mensagem bem diferente: “compra-se ouro”. Enquanto uns discutiam fins de privilégios políticos e dos banqueiros, por aqui oferta-se o crédito fácil e outras bobagens para aliciar o povo.
Devemos ser menos passivos e mais atentos e participativos. O problema não é dos outros, como gostamos de pensar. Necessitamos ter maior influência no Estado. O importante é participar. O que você não faz também afetará a todos.
Não vamos nos resignar!
Dagoberto Waydzik