Irati está em fase de crescimento, como muitos lugares do Brasil. Porém, a administração pública e a população devem tomar certos cuidados para que esse crescimento seja ordenado, planejado e, principalmente, com qualidade de vida.
A pergunta seria: a população quer um crescimento acelerado, sem atendimento adequado de saúde, com educação deficiente, com grandes aglomerados de casas, violência e enchentes? Evidentemente, esse não é o desejo da maioria dos cidadãos conscientes. Exceto, pela ganância de alguns empreendedores, com loteamentos mal planejados, locados em encostas íngremes, com ruas estreitas e lotes muito pequenos, resultando pouca permeabilidade do solo.
Somos incentivados por uma política nacional equivocada de crédito imobiliário que muitos, daqui uns tempos, não poderão arcar com as prestações devidas, haja vista, que o primeiro Programa de Aceleração de Crescimento, o PAC, de casas populares executadas em Feira de Santana, na Bahia, a inadimplência está mais elevada do que o esperado. Isso, segundo o jornal Tribuna Feirense, mesmo com prestações simbólicas de 50 reais por mês. Olha aí a “bolha imobiliária” possivelmente chegando. Lembrem do que aconteceu recentemente nos Estados Unidos da América.
Outra reflexão pertinente ao cidadão iratiense é que a Unicentro, Universidade Estadual do Centro Oeste, foi uma das grandes responsáveis pelo desenvolvimento de nossa região. São cerca de 200 professores, dezenas de servidores públicos, muitos trabalhadores terceirizados e uma passagem diária de 3000 pessoas pelo campus de Irati. Isso não é uma grande indústria? Sim, uma das maiores de nossa região. Com pouco risco, pois numa multinacional ou numa sociedade anônima, se um ministro da fazenda qualquer, der um espirro diferente, noutro dia o diretor dessa empresa pode demitir dezenas de funcionários, ou levantar acampamento do país. Fato que dificilmente ocorreria numa universidade.
Com certeza, as cidades que crescem em função de uma Universidade têm mais chance de crescimento contínuo e ordenado. Temos vários exemplos pelo Brasil afora.
Porém, nossa Unicentro, principalmente em Irati, carece de um retorno mais condizente das autoridades governamentais. É muito pouco o que vem para cá. E quando vem, o alarde é muito grande para os parcos recursos. Como se não fosse o próprio dinheiro a nós devido, pela alta carga tributária paga.
Além de o campus necessitar de melhor infra- estrutura física, o entorno deve ser urgentemente melhorado. Por exemplo, com pavimentação da estrada Lagoa/Gutierrez, diminuindo o grande fluxo da PR-153. Além de uma terceira pista nessa rodovia, ou no mínimo sinalização e manutenção adequada. Ou, ainda, uma parceria com a ALL propiciando bondes para levar os alunos em horários de pico quando em períodos que os comboios da América Latina Logística não usem esses trilhos. Essa estrada é do povo. Entre outras, das muitas necessidades que não são supridas pelos políticos que levam os votos da região.
Daqui a poucos dias teremos eleições na Unicentro, para reitor e diretores dos diversos campi. Temos certeza, que os eleitores aptos participarão maciçamente e escolherão os nomes mais competentes e experientes para continuar com o crescimento da instituição e, melhor, resgatar o crédito que a Unicentro tem com o Estado, principalmente para com o campus de Irati. Afinal, a região merece, pois esse campus já deu demonstração de competência, planejamento e eficiência. Vejam, por exemplo, a excelente classificação do curso de Engenharia Florestal em nível de país.
Vamos lá comunidade universitária, exerça seu direito. Capriche na suas escolhas. Depois, cobre dos eleitos e, principalmente, das autoridades o que é de direito dessa importante instituição.
Dagoberto Waydzik

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