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segunda-feira, 27 de julho de 2009

A história que não foi escrita




A história pode ter várias concepções.
Na narrativa, o narrador conta os acontecimentos sem preocupação com as causas, os resultados ou a própria veracidade.
Na história pragmática o historiador procura mudar os costumes políticos, corrigir os contemporâneos e, o caminho que utiliza é o de mostrar os erros do passado.
A palavra história vem do grego e, significa testemunho, no sentido daquele que vê, ou através de cruzamento de dados de fontes diversas. (Wilkipédia)
Uma história pode ter mais de uma versão. Pode ser de um povo, de uma região, de uma época e quando é contada somente por um só, pode ter nuance pessoal e às vezes distorcida do que realmente aconteceu.
Não se passa pela vida sem deixar marcas. A edificação de uma casa, o plantio de uma árvore, a educação de um filho, a lembrança de uma cantiga, um fato marcante qualquer, uma amizade, um benefício a alguém, ou um malefício a um povo, como o fez Hitler. Porém, muitas vezes um “historiador” mascara ou pesa demais na caneta, ao escrever parte dos acontecimentos de um fato, visando moldar a narrativa com suas tendências e caprichos.
Vivi parte de minha vida atrás de um balcão de armazém de venda de secos e molhados. Muitos jovens, hoje, não sabem o significado disso, mas trata-se de um ponto de venda onde o freguês escolhia o que queria e o atendente pesava, media, empacotava ou embrulhava a mercadoria, tudo vinha a granel. Havia uma interação entre o cliente e o caixeiro. Foi onde eu ouvia muitas histórias. De pessoas simples e abastadas. De eruditos e analfabetos, mas eram histórias que martelavam em minha cabeça. Graças à visão de meu pai, mesmo sem ter oportunidades de ter estudado, ele sempre fazia a assinatura de um ou mais jornais e, eu os lia todos. Na equação do que eu escutava e interpretava, resultava sempre uma conclusão de minha parte.
Fornecíamos aos operários de olarias, de madeireiras, funcionários públicos, políticos e o povo em geral, isto na década de 60 e 70.
Com certeza, o desvio da grande empresa alimentícia Sambra para a vizinha cidade de Ponta Grossa, foi por equívocos dos detentores do poder e dos empresários da época e, também, por mérito dos políticos daquela cidade. Talvez, não por maldade, mas porque na época havia um pensamento, equivocado, que uma empresa não nascida em nossa cidade, pudesse atrapalhar os interesses dos empresários locais em vários sentidos: com certeza, haveria mais oferta de trabalho; mais disputa pelos os bons trabalhadores; os empresário-diretores locais teriam que remunerar melhor seus empregados.
Comentava-se, na época, que aqui fizeram proposta para a empresa Sambra de que era preciso aceitar sócios majoritários locais e pagar um preço diferenciado pela energia a ser fornecida. Pelo lado da Princesa dos Campos havia oferta de terreno, infra-estrutura e até isenção de impostos, por um determinado período. Ora, não precisava ser um economista para tomar uma decisão: para onde iria à instalação da tal empresa.
Aqui, o morador simples do município não tinha muitas opções de emprego. No campo se trabalhava na agricultura. Na área urbana as vagas eram, principalmente, em olarias e madeireiras da sociedade rica da época.
Em muitas dessas indústrias, a prática era de manter armazéns próprios de mantimentos, onde os funcionários tinham que se abastecer. A energia, quando havia, era fornecida pelo patrão. As moradias ficavam dentro do pátio do fábrica. Tudo isso somado pelo empregador, no final do mês, não sobrava dinheiro, às vezes, para registrar um filho que acabava de nascer. Por isso, em muitas ocasiões, aquelas crianças tinham duas datas de nascimento, uma correta e outra cartorial.
Foram ciclos pelo qual nossa cidade e a região passaram, mas muitas vezes a parte que fica registrada não é a mais verdadeira.
O que os antigos deixaram de fazer em favor do povo: paciência. O que fizeram de bom ao progresso da região e ao desenvolvimento de suas empresas: parabéns! Cada época tem o seu contexto, vicissitudes e decisões.
Vivemos, também, uma época, na década de 80, em que sequer há registro dos fatos e acontecimentos, sejam políticos ou sociais, mas essa parte pode ser contada em outro momento. Nossas reverências a quem escreveu e registrou parte de nossa história, contudo, muito ainda ter que ser escrito. Escrever histórias não é prescrever caprichos.
Agora, o que interessa no momento, não se sabe se para todos, é que devemos lutar para que a duplicação da BR-277 não seja desviada para a outra BR, aquela que passa por Ponta Grossa. Devemos nos unir. Cobrar de políticos daqui, e dos que obtiveram votos por aqui, que abracem essa causa, sejam eles de onde for.

domingo, 19 de julho de 2009

Vamos cruzar os braços?



Querem desviar, novamente, a chance de um maior desenvolvimento da nossa região. Estão tentando levar a duplicação da BR-277 para um local menos adequado.
Na década de 70, por falta de interesse de lideranças da época, perdemos uma importante empresa para a cidade de Ponta Grossa. Trata-se da Sambra, que foi o estopim do desenvolvimento do, então estagnado, progresso da vizinha cidade. Irati e a “princesa dos campos” estavam praticamente empatadas, naquela época, em termos de crescimento e potenciais econômicos. Contudo, com o advento da referida empresa, perdida por motivos que não vem aqui ao caso pormenorizarmos, foi para aquela cidade. Atrás dela, outras foram: Quimbrasil, Kurashiki, entre outras e, até a duplicação da estrada até Curitiba.
Recentemente, o ministro do planejamento Paulo Bernardo, peregrinou por nossa região e cidades circunvizinhas. Em Ponta Grossa tratou da duplicação da estrada federal BR-373, ligando o trecho entre Guarapuava a aquela cidade. O custo estimado foi de mais de 100 milhões de reais. Fizeram claque, reuniram lideranças, e esboçaram um protocolo de intenções. Ou seja, fizeram a parte que cabia aos princesinos.
Seriam 100 km o trecho pleiteado, a mesma distância entre Irati e Guarapuava. Porém, o percurso de Guarapuava a Curitiba, via Ponta Grossa, perfaz 286 km e, de Guarapuava a Curitiba, via Irati, são 250 km. Então, com uma extensão encurtada em 36 km, ao custo aproximado de um milhão de reais por quilômetro, se economizaria em torno de 36 milhões de reais.
Pergunta-se o porquê se fazer a obra lá por aquelas bandas? Sobram razões do motivo do trecho ser duplicado pela BR-277, além da menor distância, temos: menor custo de implantação da obra, menor custo de manutenção futura, menor custo para se fazer o trajeto para quem vem do sudoeste do Paraná, o trecho de nossa região tem uma topografia mais favorável, em comparação com a pleiteada, teríamos menos obras de arte corrente, nossa região tem um potencial agropecuário maior que naquele trecho e por fim, menos utilização suada dinheiro do povo para um custo benefício maior.
A menor distância entre o oeste e sudoeste do Paraná aos portos de Paranaguá e Antonina, além de Curitiba, é sem dúvida nenhuma pela BR-277. Se uma obra que tem todos esses diferenciais para ser executada pela alternativa mais justificável temos que fazer valer a racionalidade.
Não podemos deixar que a nossa região veja submergir, mais uma vez, a chance de um real desenvolvimento. Quando perdemos a empresa Sambra para a vizinha cidade foi como quando o ouro do Brasil colonial foi levado para Portugal.
Vamos conclamar todos os segmentos para que vingue a lógica, através de uma campanha de união e divulgação na mídia, nas estradas e nas ruas. Devem engajar nessa luta os prefeitos e vereadores da região. Também, as diversas lideranças políticas, as entidades de classe, as inúmeras associações, os deputados que obtiveram votos por aqui, a imprensa local, os clubes de serviços e até os grupos de jantares.
Reúna familiares, amigos, vizinhos e chame um dos nossos representantes para discutir sobre essa luta por uma importante conquista de nossa Irati e toda a região. Seja você um divulgador desta necessidade e grite contra essa discrepância em levar uma obra que por argumentos irrefutáveis e definitivos deve ser nossa.
Lute agora porque amanhã pode ser tarde demais.
Acorda Paraná, levanta região centro-sul, desperta sociedade iratiense.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Vai para casa senador



O que a população espera de uma pessoa que detenha um cargo público? Retidão, responsabilidade e afinco ao trabalho para ficar somente em alguns predicados, que, são prerrogativas de lei para ingressar em tal função.
Aliás, no Brasil estamos assistindo a um desfile de escândalos de políticos e uma pilhagem do Estado por muitos agentes públicos. Os mais recentes, e gravíssimos, são as atitudes do presidente do Congresso, o cidadão Sir Não Sei, o José Ribamar Sarney. Se não bastassem as centenas de atos secretos exarados e acobertados, a propalada existência de contas no exterior em seu nome, o preconizado pagamento do mordomo de sua filha e governadora do Maranhão, com o dinheiro do Senado, ou seja, com o nosso boró, agora a descoberta de uma viagem à Veneza, na Itália, custeada por um banqueiro. Pode? Segundo ele e o presidente de nosso país, pode.
Aliás, sob a visão de Lula, o que está havendo no Senado é normal. Para ele não há anormalidade lá, e sim é a imprensa que está alardeando. Já tinha dito que não existe crise no Brasil, que a pandemia da gripe suína é coisa corriqueira e que as brigas decorrentes dos protestos no Irã podem ser comparadas com os embates de torcidas de uma Fla-Flu, e, ainda agora debocha dos senadores. O que podemos esperar?
A pergunta que fica é se essa culpa é somente dos políticos? Não, pois a nosso ver, a maior culpa é da má formação educacional, da falta de cultura que reina há séculos na nossa pátria. Isso permeia por que as elites sempre assim quiseram. A cultura, que aqui falamos não é da formação intelectual, mas a falta de comprometimento com as responsabilidades.
Desde o mais pobre até o mais rico há uma “cultura” da lei de Gerson, a que fala que sempre tem que se dar bem. O menos abastado quando ascende a outra categoria, é o mais perigoso, ao invés de ajudar os pobres, se une aos antigos oligarcas e passa a praticar o mesmo modelo destes para obter maior proveito pessoal. Esquece todas as regras de honestidade e responsabilidade que pregava anteriormente. Tudo para manter o posto de poder e de riqueza. Até promovem festas, pagam viagens, dão mimos para os que estão no domínio de cargos para ficarem sempre perto destes. Infelizmente as exceções são as minorias.
Fala-se mal dos políticos, contudo, quando se aproxima uma eleição quem financia alguns maus políticos? Eles são financiados, principalmente, por empresários com segundas intenções. Financiam mas, não aparecem e, quando seus afilhados são eleitos vão cobrar seu investimento. Quer através de benefícios para si, quer através de facilidades aos seus chegados, quer solicitando homenagens com títulos de benemerências. Contudo, se esse político coloca o pé na lama, de maneira que o povo saiba, principalmente por meio da imprensa, o detentor do cargo fica pagão, ou seja, sem o seu padrinho.
É necessário que o povo, as instituições sérias desse país, a imprensa cobre da sociedade uma postura de cidadania de todos e conclame para os que maus agentes públicos sejam realmente penalizados por seus atos ilegais ou imorais.
Vai para casa senador.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Quer presente: faça uma festa



Parte de minha família mantinha relações com outra, que vieram nos anos 60, de Curitiba morar em Irati. Como eram conhecidos de bancos escolares da capital, visitavam-se em alguns finais de semana. Mas, tinha a sogra da amiga da casa visitada, que morava junto e, também participava do encontro. Sempre a sogra... Como morava em área campestre, próxima a cidade, havia cultivo de frutas e hortaliças com abundância. A dita sogra, costumeiramente, tinha uma sacola de verduras preparada para dar de presente aos seus visitantes, com a condição que as visitas não tivessem nem um “engasgo” durante o encontro. Essa sacola, via de regra, ficava aparente, desde a entrada até a saída dos visitantes. Porém se houvesse qualquer opinião contrária à decana da família anfitriã, o regalo ficava onde estava, ou seja, os visitantes não levavam o presente.
A palavra presente quer dizer tudo aquilo que se dá, de forma gratuita, a alguém com o intento de fazer este mais feliz, em sinal de atenção, confiança, amor ou amizade.
A doença não marca hora. O médico sim. Contudo, a emergência de um atendimento a um doente, também não tem horário marcado para ocorrer. Se você souber de um parente, um amigo ou qualquer pessoa que estiver doente e, possuir o remédio para amenizar seu sofrimento você não daria a essa pessoa? Apenas se você fosse um desnaturado.
Pois é, no estado do Paraná parece que isso não está acontecendo. Vemos situações em que equipamentos e veículos ficam estacionados, dias e dias, em frente às prefeituras, após serem adquiridos. Mesmo sendo necessária a imediata utilização desses equipamentos para executar serviços emergenciais, como por exemplo, a recuperação de estradas rurais.
Se não bastasse esse modelo utilizado pelo baixo clero, também, o governo estadual faz o mesmo, para não dizer: pior. Recentemente, adquiriu centenas de ônibus escolares e os depositou, há tempos, nas ameias do Palácio Iguaçu. Os municípios que seriam beneficiados, mesmo estando “adoentados” de transporte escolar, somente receberão o presente quando houver uma festa, ou seja, se existir platéia eleitoral. Dizem que falta licença do departamento de trânsito ou seguro do veículo. Complicadíssimas essas tarefas não? Tem explicação lógica essa ignóbil atitude? Só em repúblicas de empedernidos governantes.
É a situação está mais para madrasta má do que para a sogra que não dá o presente se não é bajulada.
A palavra responsabilidade e educação estão fora de moda em nosso país, mas nem por isso o povo deve se calar. Alguns governantes e políticos criticam a imprensa, no entanto, usam a imprensa oficial para atacar seus adversários, mesmo que com uma audiência pífia.
A liberdade de imprensa é um direito constitucional. Já foi o tempo da mordaça. As palavras devem ser vistas e ouvidas e, os que as escrevem e as falam devem responsabilizar-se pelas mesmas. Vivemos num período “democrático”. O povo deve lutar para a continuidade de uma imprensa livre e responsável, custe o que custar.
O pretenso presente do Estado seria uma obrigação e não se necessitaria que o prefeito agrade a sogra ou a madrasta para recebê-lo.

sábado, 4 de julho de 2009

Transforme sua comunidade num oásis


Transforme sua comunidade num oásis
O assunto já é bastante batido, divulgado, mas não aplicado profundamente e, com isso os resultados ainda não são satisfatórios.
Trata-se da reciclagem do lixo domiciliar urbano. No ano de 2008 eu e alguns amigos fizemos uma excursão de barco pelo Rio Iguaçu, entre as cidades de Porto Amazonas e São Mateus do Sul e, o que vimos foi muito lixo nas barrancas desse importante rio do Paraná. Deparamo-nos com garrafas pet, sacos plásticos, galões metálicos, móveis velhos, pneus e muitos materiais que poderiam ser reciclados.
A produção de lixo estimada por habitante de uma cidade é de aproximadamente um quilograma por dia. As sacolas plásticas estão invadindo nossas vidas. Ninguém mais sai de um mercado, de uma loja sem trazer para seu domicílio uma ou mais sacolas plásticas. Essa prática poderia ser diminuída se adotássemos o uso de sacolas permanentes, feitas em tecido de material reciclado, que deveria ser utilizada inúmeras vezes. Aliás, esse sistema era utilizado antigamente por nossos avôs e, atualmente, em alguns estabelecimentos comerciais no Brasil há um bônus a quem traz sua sacola de casa. Difícil? Claro que não, é só querer.
Muitas prefeituras vêm tentando minimizar o nefasto impacto do lixo no meio ambiente, construindo aterros sanitários, que eliminam o mau cheiro, os insetos, diminuem doenças advindas de um lixão e, direciona adequadamente o chorume, o grande vilão dos lixões. O chorume é o resíduo líquido escuro, resultado da decomposição do lixo. Tem que ser tratado e, se mal conduzido contamina todo o solo onde se encontra. No entanto, o volume do material reciclável ou reutilizável que se mistura ao lixo orgânico e segue para os aterros é muito grande, diminuindo sobremaneira a vida útil desses locais. Saliente-se que leva vinte anos para tratar uma célula que armazena o lixo num aterro sanitário.
Ainda, para piorar somente 20% das cidades brasileiras possuem aterros sanitários regulamentados. Também, cabe dizer que essa solução já é ultrapassada em termos de países desenvolvidos. É um passivo ambiental paliativo. Já existem, na Alemanha e na Suíça, processos mais eficientes, tais como: térmicos e anaeróbicos. Contudo, a compostagem e aterro sanitário ainda são uma boa saída para as pequenas cidades.
A população precisa tomar consciência desse problema e assim, separar o lixo orgânico dos outros resíduos em sua casa. A grande verdade é que cada um é responsável pelo lixo que produz e, sempre que possível devemos diminuir essa produção.
Se não é mais possível corrigir as falhas dos adultos porque não iniciarmos um programa permanente nas escolas de primeiro grau. Aliás, existe o Decreto de Lei Federal número 5940 que institui a separação dos resíduos recicláveis produzidos pelos órgãos públicos. Vamos estender isso aos domicílios dos pequenos alunos. Pode-se reciclar até 50% dos resíduos sólidos domiciliares. Temos que trabalhar na disciplina dos pequenos consumidores. Criaremos, dessa maneira, uma cultura nova. Não podemos deixar mais um substrato negativo para as gerações futuras. Devemos pensar na hora de consumir, antes de adquirir um produto que resulte em descarte residual.
Vamos agir enquanto há tempo. Nós somos artífices do nosso destino. Podemos, sim, transformar nossa comunidade num oásis.