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domingo, 19 de julho de 2009

Vamos cruzar os braços?



Querem desviar, novamente, a chance de um maior desenvolvimento da nossa região. Estão tentando levar a duplicação da BR-277 para um local menos adequado.
Na década de 70, por falta de interesse de lideranças da época, perdemos uma importante empresa para a cidade de Ponta Grossa. Trata-se da Sambra, que foi o estopim do desenvolvimento do, então estagnado, progresso da vizinha cidade. Irati e a “princesa dos campos” estavam praticamente empatadas, naquela época, em termos de crescimento e potenciais econômicos. Contudo, com o advento da referida empresa, perdida por motivos que não vem aqui ao caso pormenorizarmos, foi para aquela cidade. Atrás dela, outras foram: Quimbrasil, Kurashiki, entre outras e, até a duplicação da estrada até Curitiba.
Recentemente, o ministro do planejamento Paulo Bernardo, peregrinou por nossa região e cidades circunvizinhas. Em Ponta Grossa tratou da duplicação da estrada federal BR-373, ligando o trecho entre Guarapuava a aquela cidade. O custo estimado foi de mais de 100 milhões de reais. Fizeram claque, reuniram lideranças, e esboçaram um protocolo de intenções. Ou seja, fizeram a parte que cabia aos princesinos.
Seriam 100 km o trecho pleiteado, a mesma distância entre Irati e Guarapuava. Porém, o percurso de Guarapuava a Curitiba, via Ponta Grossa, perfaz 286 km e, de Guarapuava a Curitiba, via Irati, são 250 km. Então, com uma extensão encurtada em 36 km, ao custo aproximado de um milhão de reais por quilômetro, se economizaria em torno de 36 milhões de reais.
Pergunta-se o porquê se fazer a obra lá por aquelas bandas? Sobram razões do motivo do trecho ser duplicado pela BR-277, além da menor distância, temos: menor custo de implantação da obra, menor custo de manutenção futura, menor custo para se fazer o trajeto para quem vem do sudoeste do Paraná, o trecho de nossa região tem uma topografia mais favorável, em comparação com a pleiteada, teríamos menos obras de arte corrente, nossa região tem um potencial agropecuário maior que naquele trecho e por fim, menos utilização suada dinheiro do povo para um custo benefício maior.
A menor distância entre o oeste e sudoeste do Paraná aos portos de Paranaguá e Antonina, além de Curitiba, é sem dúvida nenhuma pela BR-277. Se uma obra que tem todos esses diferenciais para ser executada pela alternativa mais justificável temos que fazer valer a racionalidade.
Não podemos deixar que a nossa região veja submergir, mais uma vez, a chance de um real desenvolvimento. Quando perdemos a empresa Sambra para a vizinha cidade foi como quando o ouro do Brasil colonial foi levado para Portugal.
Vamos conclamar todos os segmentos para que vingue a lógica, através de uma campanha de união e divulgação na mídia, nas estradas e nas ruas. Devem engajar nessa luta os prefeitos e vereadores da região. Também, as diversas lideranças políticas, as entidades de classe, as inúmeras associações, os deputados que obtiveram votos por aqui, a imprensa local, os clubes de serviços e até os grupos de jantares.
Reúna familiares, amigos, vizinhos e chame um dos nossos representantes para discutir sobre essa luta por uma importante conquista de nossa Irati e toda a região. Seja você um divulgador desta necessidade e grite contra essa discrepância em levar uma obra que por argumentos irrefutáveis e definitivos deve ser nossa.
Lute agora porque amanhã pode ser tarde demais.
Acorda Paraná, levanta região centro-sul, desperta sociedade iratiense.

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