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sábado, 4 de julho de 2009

Transforme sua comunidade num oásis


Transforme sua comunidade num oásis
O assunto já é bastante batido, divulgado, mas não aplicado profundamente e, com isso os resultados ainda não são satisfatórios.
Trata-se da reciclagem do lixo domiciliar urbano. No ano de 2008 eu e alguns amigos fizemos uma excursão de barco pelo Rio Iguaçu, entre as cidades de Porto Amazonas e São Mateus do Sul e, o que vimos foi muito lixo nas barrancas desse importante rio do Paraná. Deparamo-nos com garrafas pet, sacos plásticos, galões metálicos, móveis velhos, pneus e muitos materiais que poderiam ser reciclados.
A produção de lixo estimada por habitante de uma cidade é de aproximadamente um quilograma por dia. As sacolas plásticas estão invadindo nossas vidas. Ninguém mais sai de um mercado, de uma loja sem trazer para seu domicílio uma ou mais sacolas plásticas. Essa prática poderia ser diminuída se adotássemos o uso de sacolas permanentes, feitas em tecido de material reciclado, que deveria ser utilizada inúmeras vezes. Aliás, esse sistema era utilizado antigamente por nossos avôs e, atualmente, em alguns estabelecimentos comerciais no Brasil há um bônus a quem traz sua sacola de casa. Difícil? Claro que não, é só querer.
Muitas prefeituras vêm tentando minimizar o nefasto impacto do lixo no meio ambiente, construindo aterros sanitários, que eliminam o mau cheiro, os insetos, diminuem doenças advindas de um lixão e, direciona adequadamente o chorume, o grande vilão dos lixões. O chorume é o resíduo líquido escuro, resultado da decomposição do lixo. Tem que ser tratado e, se mal conduzido contamina todo o solo onde se encontra. No entanto, o volume do material reciclável ou reutilizável que se mistura ao lixo orgânico e segue para os aterros é muito grande, diminuindo sobremaneira a vida útil desses locais. Saliente-se que leva vinte anos para tratar uma célula que armazena o lixo num aterro sanitário.
Ainda, para piorar somente 20% das cidades brasileiras possuem aterros sanitários regulamentados. Também, cabe dizer que essa solução já é ultrapassada em termos de países desenvolvidos. É um passivo ambiental paliativo. Já existem, na Alemanha e na Suíça, processos mais eficientes, tais como: térmicos e anaeróbicos. Contudo, a compostagem e aterro sanitário ainda são uma boa saída para as pequenas cidades.
A população precisa tomar consciência desse problema e assim, separar o lixo orgânico dos outros resíduos em sua casa. A grande verdade é que cada um é responsável pelo lixo que produz e, sempre que possível devemos diminuir essa produção.
Se não é mais possível corrigir as falhas dos adultos porque não iniciarmos um programa permanente nas escolas de primeiro grau. Aliás, existe o Decreto de Lei Federal número 5940 que institui a separação dos resíduos recicláveis produzidos pelos órgãos públicos. Vamos estender isso aos domicílios dos pequenos alunos. Pode-se reciclar até 50% dos resíduos sólidos domiciliares. Temos que trabalhar na disciplina dos pequenos consumidores. Criaremos, dessa maneira, uma cultura nova. Não podemos deixar mais um substrato negativo para as gerações futuras. Devemos pensar na hora de consumir, antes de adquirir um produto que resulte em descarte residual.
Vamos agir enquanto há tempo. Nós somos artífices do nosso destino. Podemos, sim, transformar nossa comunidade num oásis.

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