Powered By Blogger

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

EDUCAÇÃO NA CONTRAMÃO


Em manifestação, através de site de relacionamento, a professora Ana Luiza Gaspar, do Conselho Escolar e APMF (Instâncias Colegiadas) do Colégio Estadual São Vicente de Paulo conclamou os professores, diretores, funcionários, alunos e pais de alunos para um protesto, que foi realizado dia 30 de Agosto, terça-feira, às 9 horas.
Disse ela: “Trata-se da determinação que será implantada em alguns colégios que abrangem o Núcleo de Irati, que diz respeito sobre o fechamento de turmas programada para este 1º de setembro do corrente ano letivo.
Sabemos também sobre os inúmeros transtornos que essa determinação provoca e afeta a toda educação, desde sua qualidade (na forma de superlotação das salas de aula) até a estrutura humana e prática envolvidas no trabalho do educador.

Sabemos ainda que a Resolução embasada para aumentar o números de alunos em sala de aula já tem 10 anos e significa que não condiz com a realidade atual.

Assim sendo, em reunião com o Conselho Escolar e Comunidade Escolar no dia de ontem, 25 de Agosto, decidimos que não poderíamos deixar de protestar quanto a desvalorização da qualidade da educação.” Este é parte texto da professora Ana Luiza.

O protesto ocorreu e foi um movimento ordeiro, justo e pertinente. Há muito tempo, o tema educação somente serve de mote político para candidatos fazerem proselitismo, a fim de angariar votos em eleições. Passadas essas eleições, muito pouco fazem, para não dizer quase nada.
São inúmeros os exemplos bem-sucedidos, em outros lugares.
Podemos fazer uma reflexão após ler um trecho de um artigo de um site chamado “Coolméia”, que diz: “Nas escolas finlandesas o ensino é uma profissão mantida em alto valor. Este fato não deve ser subestimado, já que é claro que nos Estados Unidos, no Brasil e em outros países nos quais o trabalho de professor geralmente é qualificado como um trabalho desagradável, com baixos salários, baixa valorização e com uma sobrecarga de desafios além dos que o trabalho pressupõe. Na Finlândia, a educação, alfabetização, presença na escola e o multilinguismo perfazem alguns dos valores culturais mais importantes. Não é surpresa que as crianças querem estar na escola - elas nasceram em um sistema que faz a escola não apenas acessível e equitativo mas também convidativo e divertido. “
“As escolas na Finlândia não pinçam os alunos que se desempenham muito bem e os separam dos estudantes que estão penando e lutando por bom desempenho. Dos sete aos dezesseis, todas as crianças recebem a mesma educação. As questões comportamentais que normalmente acompanham crianças com problemas e dificuldades de aprendizagem não parecem uma praga na Finlândia: os pais ou os professores tem uma “conversinha especial” com estes “alunos problema” e as questões geralmente são solucionadas.” Como fazer isso por aqui com esse sistema a ser implantado?
Naquele país cada criança tem atenção especial de seu professor, no sentido de que todas tenham a possibilidade de realmente aprender, pois existem diferenças de aprendizado de uma para outra. Isso seria possível aqui em nosso Estado? Ou País?
Outro detalhe a ser observado no que diz respeito à medida a ser tomada pelo governo do Estado do Paraná, de reduzir o número de turmas, que resultaria no aumento de número de alunos por sala de aula. Ora, os espaços dessas salas de aula são normatizados pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), para abrigar um número limitado de alunos, para haver conforto, salubridade e eficiência nas aulas. Como ficaria esse fator? E o controle dos professores? O desgaste desse mestre? Quem mensuraria isso?
Certamente o governo está indo na contramão na qualidade da educação com tal medida. Por isso, não devemos nos quedar calados com tais desatinos. Num país que um presidente acha normal a grafia incorreta, que quer matar todas as normas e, não só a Norma de certa novela. Agora o governo do Estado quer fazer o mesmo.
Tenha santa paciência. Salvemos a Educação!
Dagoberto Waydzik

Nenhum comentário:

Postar um comentário