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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O custo para sociedade

Irati é constituída por duas grandes bacias hidrográficas: a do Tibagi e a do Iguaçu. Essas bacias podem impactar positiva ou negativamente o meio ambiente de nossa cidade.
Precisamos estar atentos para que as aprovações de loteamentos sigam as legislações vigentes. Que não se liberem loteamento em encostas, em terrenos próximos a morros e rios. E que, quando aprovados loteamentos, se cedam, para áreas institucionais do município, terrenos com condições adequadas para aproveitamento, e não banhados e encostas, pois aí, “sai mais caro o molho do que a carne”.
Precisamos obedecer estritamente a Lei de Crime Ambiental 9.605/98. Art. 2º - Quem, de qualquer forma, concorre para a prática dos crimes previstos nesta Lei, incide nas penas a estes cominadas, na medida da sua culpabilidade, bem como o diretor, o administrador, o membro de conselho e de órgão técnico, o auditor, o gerente, o preposto ou mandatário de pessoa jurídica, que, sabendo da conduta criminosa de outrem, deixar de impedir a sua prática quando podia.” Isso é responsabilidade ambiental.
Nossa cidade merece que atentemos para o meio ambiente, pois temos regiões da cidade propensas a enchentes e, com o adensamento de edificações, a impermeabilização do solo e a implantação inadequada de loteamentos o perigo é iminente. O solo deve ser tratado para que funcione como uma esponja. Quando não se tomam certos cuidados, a parte da cidade que fica abaixo da linha férrea, passa por momentos de tensão cada vez que as chuvas são maiores. Aliás, essa é a parte antiga e histórica da cidade e, merecia uma atenção maior, como defende um dos moradores mais tradicionais, Sr. Ravilson Chemim.
Da Vila São João para o Centro, e Nhapindazal, estamos na Bacia do Tibagi – suscetível a enchentes, como já ocorreu várias vezes. Por isso, o ideal seria o fomento do crescimento da cidade para o lado de Engenheiro Gutierrez-Riozinho. Contudo, para isso se precisa dotar aquela região de acessos adequados, com mais uma rodovia, reativação da rede ferroviária, com a implantação de um terminal de cargas na antiga estação da RFFSA, entre outras necessidades urbanísticas. Infelizmente, não é o que vem ocorrendo.
Também, devemos atentar para a preservação das florestas nativas do morro da Santa, da encosta do Bairro Gomes, do Alto do clube União Olímpico, do morro das comunicações, do lado esquerdo do prolongamento da Av. Jornalista José da Silva, do lado esquerdo do prolongamento da Av. Vicente Machado, serra da Cachoeira, enfim de todas essas superfícies de riscos de nossa cidade. Essas são áreas de regime especial de uso. Devem ser tomadas medidas especiais na implantação de qualquer projeto nesses locais. O resultado da prevenção que se faz hoje será visto no futuro.
A população deve cuidar para que se cumpra a lei municipal, elaborada pela Câmara Municipal (1993-1996), relativa às construções de açudes. Estaremos preservando o meio ambiente. Estaremos mitigando os efeitos das chuvas torrenciais.
Ainda, é notória a falta de passeios para pedestres e, calçadas inadequadas que cumpram com a lei federal de acessibilidade. Atualmente, infelizmente, existem em vários locais grandes extensões de guias rebaixadas, para acesso de veículos, que muito prejudicam os pedestres. Só beneficiam os proprietários em detrimento de toda uma população. O pedestre deveria ser mais valorizado.
Carecemos de um desenvolvimento sustentável, com plantio de muitas mudas nativas nos córregos e morros, o que vem ocorrendo, mas precisa-se uma intervenção ainda mais efetiva. (Uma árvore grande equivale a 10 ares condicionados de tamanho médio).
É conveniente dar maior importância ao transporte de massa, aos pedestres e ciclistas, e portadores de necessidades especiais, ao invés, de dotar nossas vias com vistas somente voltadas aos veículos automotores individuais. Essas medidas podem ser aperfeiçoadas.
Seguir um plano diretor adequado que busque principalmente sustentabilidade e qualidade de vida do iratiense, é primordial. Não deve ficar somente no papel.
Muito se está fazendo, mas tem por fazer muito mais, para zelar e vigiar o crescimento ordenado de nossa cidade. Para haver justiça social.

Dagoberto Waydzik

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