O transporte ferroviário é o principal meio em regiões industrializadas, como na Europa, leste da Ásia e ainda em locais populosos como na Índia. É o maior meio viário terrestre com capacidade de carga e de passageiros.
Nasceu na Inglaterra em 1825.
No passado, a Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima (RFFSA) executou projetos arrojados e bem sucedidos. Esses projetos podem ser considerados marcos da engenharia ferroviária mundial. Aliás, no trecho entre Curitiba e Paranaguá, quando em projeto, foi abandonado por especialistas estrangeiros alegando-se que a obra era inexeqüível, porém os operários, técnicos e engenheiros brasileiros a executaram com muita determinação e risco.
O corpo técnico da RFFSA sempre zelou pelo patrimônio executado, havia poucos acidentes e boa trafegabilidade. Por motivos que agora já não vem mais ao caso, em 1997, a empresa Sul Atlântico assumiu essa malha ferroviária no Paraná e Santa Catarina. E para nós iratienses as coisas se agravaram. Há um descaso dessa empresa pelas cidades onde o comboio passa. Há pouco, ou quase nada, de retorno à nossa população, mas muito lucro à América Latina Logística sobre um patrimônio que é nosso.
Uma ferrovia, evidentemente, é importante para o desenvolvimento de uma região. E não foi diferente em Irati. Mas, e atualmente, o que essa empresa tem feito pela nossa cidade?
Tem, sim, havido um excesso de vagões nos comboios. Uma falta de manutenção nos trilhos e estações. Sinais sonoros com volumes inadequados aos nossos ouvidos. Acidentes de trens com graves conseqüências ao meio ambiente. Manobras demoradas no centro da cidade, ocasionando interrupção do trânsito de veículos e pedestres. Podendo causar sérios problemas como uma emergência do transporte de um doente ao Hospital ou um incêndio que poderia ser extinto com menos prejuízos. E, até ocorrência de danos em edificações próximas às manobras como rachaduras, as quais antes nunca ocorreram.
Isso tudo, poder-se-ia pelo menos ser minimizado.
Será que ALL não poderia mudar as manobras longe do centro da cidade, por exemplo, no bairro Nhapindazal?
Será que não há um regulamento para que se diminua o excesso de vagões do comboio? Isto está acabando com as curvas dos trilhos e causando tombamentos constantes dos vagões.
Será que a América Latina Logística não poderia sinalizar eletronicamente com luminosidade as passagens de níveis das ruas e assim diminuindo o inoportuno volume das buzinas dos trens?
Será que o poder público municipal não poderia cobrar imposto pelo uso de nosso solo?
Opino que os trilhos permaneçam em nossa cidade, mas que haja uma melhoria de seu uso e um retorno efetivo à nossa população.
Poder-se-ia usar comboios para transporte de passageiros com pontos nas localidades de Riozinho, Unicentro, Lagoa, Fobrás, Rio Bonito, Centro, Canisianas e Nhapindazal. E, até vagões turísticos, esporadicamente, entre as cidades de Inácio Martins e Teixeira Soares. Sem falar de portos secos para escoamento da safra agrícola, de madeiras, de combustíveis e minerais.
Parece óbvio falar da importância da ferrovia, mas é preciso documentar e gestionar politicamente para conseguirmos nosso intento, pois o descaso e os prejuízos são grandes.
Este texto não tem a pretensão de esgotar esse assunto, mas apenas e tão somente emitir nossa opinião há uma constatação que vem ocorrendo em nossa cidade.
Dagoberto Waydzik
Engenheiro civil

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