Vergonha Estadual!
A pavimentação dessa via foi conquistada como uma agrovia. Com árdua luta dos prefeitos do mandato de 6 anos, dos idos de 1982. Destacando-se Toti Colaço, Nelson Fenker, Romeu Neves, outros e principalmente o falecido Ansenor Valentin Girardi, prefeito de Rio Azul, que beijou a mão do então excelente governador José Richa, quando da assinatura da ordem de serviços dessa obra.
O governador Richa, na época, iniciou a obra e o governador Álvaro Dias concluiu.
E o que vemos hoje?
Descaso, abandono, irresponsabilidade.
Uma ligação importante entre os municípios. Caminho de chegada de estudantes, principalmente os universitários da Unicentro.
A estrada se encontra estraçalhada, deteriorada, sem sinalização e sem manutenção.
Será que o atual governador não poderia delegar os serviços ao DER? Com toda sua estrutura e a quantidade de funcionários, relativamente bem remunerados, não poderiam melhorar aquela via ou pelo menos mantê-la em condições de uso seguro?
Não culpamos os funcionários, mas sim seus mandatários, e no topo final o governo estadual. Pudera “quem fura pedágios”, mas fecham os olhos para o óbvio necessário, como a exeqüível melhoria e manutenção desta estrada. Não se pode esperar muita coisa.
Será que isso é tão difícil? Ou ficarão fazendo politicagem com os pedágios, usando o MST para isso.
Falta competência, falta cobrança política, falta vontade.
A estrada é uma verdadeira armadilha, com o asfalto deteriorado, mal sinalizado e perigoso.
Talvez muito se economizasse se fosse realizada a obra por administração direta pelo próprio DER. Como foi feito na época o trecho entre Irati a Imbituva.
Com a palavra os políticos com mandato!
Uma pavimentação necessita de cuidados, planejamento, manutenção, melhorias e investimentos.
O tráfego de veículos aumentou sobremaneira. As cidades cresceram.
Urge o bom senso e a responsabilidade do governo Estadual e Federal.
Muitos trechos, nessa rodovia, necessitam de 3ª pista ou pelo menos um acostamento, mas não ter nem um pavimento regular são um desdém inadmissível.
A BR 153 corta o Brasil: do Norte do Brasil ao Rio Grande do Sul. Porém o que mais nos interessa é que nossos representantes políticos lutem, unam-se, mobilizem forças, pelo que os de outrora lutaram, especificamente trecho de Imbituva a BR 476, em Paulo Frontim, perfazendo aproximadamente 150 Km.
Parece-nos que existe uma crise nos setores tecnológicos do serviço público, porque os quadros de pessoal não são renovados, não são devidamente treinados e valorizados. O sistema está desmantelado, segundo o SENGE (Sindicato de Engenheiros do PR) e o CREA-PR. Os profissionais são, em muitos casos, submetidos a salários baixos e trabalham desestimulados.
Não se investe em infra-estrutura nesse país como deveria ser investido. É muita publicidade para pouco resultado.
O DER do Paraná possui 133 engenheiros civis, 8 engenheiros florestais, 5 engenheiros mecânicos, 1 engenheiro de segurança, 1 arquiteto e 8 geólogos (segundo a Revista do CREA PR nº 50 de mar-abr/08).
Se não dão condições a todos esses engenheiros do DER cuidar dessa estrada que se estabeleçam convênios ou licitem essa obra, o que não pode é permanecer como está, aumentando a estatística de acidentes, muitas vezes fatais.
Não sei se as diretrizes do órgão permitem esse tipo de ações, mas o que não pode é partidário do governo furar pedágio, criticar e ainda não fazer nada pelo que é de sua responsabilidade.
Dagoberto Waydzik
Engº Civil dagoberto@irati.com.br

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