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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Urnas Eletrônicas

Decidir as eleições brasileiras em um ou dois dias é válido?
São muito poucos os debates entre os candidatos. Há um enorme desconhecimento do passado desses candidatos. Existem currículos duvidosos. Tudo isso pode embaralhar a decisão do eleitor. Dessa maneira, aproveitam os candidatos populistas para auferir vantagens. Aqueles que fazem discursos bonitos, dão tapinhas nas costas, beijam criancinhas e fazem cortesia com o chapéu alheio. Assim, alguns eleitores votam mesmo por indicação de outras pessoas. Outros até desestimulam-se.
Porque não divulgar o que os que detêm cargos eletivos realmente fizeram durante os seus mandatos? Porque não divulgar a ficha de todos os candidatos, passados pelo crivo da justiça? Porque em outros países o período de campanhas às eleições é tão demorado? Será que não é para fazer uma escolha realmente criteriosa e segura?
E a urna eletrônica?
Existe grande polêmica acerca do nascimento da mesma. Surgiu para tornar mais fácil o processo de votação e apuração das eleições, e realmente tornou-a. Se por um lado o voto eletrônico dificulta algumas antigas e comuns fraudes externas da votação com papel, como o voto carneirinho e voto formiguinha, entretanto experts em informática, os hackers, ainda insistem que é um veículo fácil de fraudes e difícil descoberta. Nos países baixos da Europa, decidiu-se pelo fim do uso das mesmas. Nos Estados Unidos elas não são utilizadas.
Soube que um venezuelano votou eletronicamente pelo NÃO ao plebiscito pela participação do caudilho Hugo Chávez em uma nova eleição, alterando assim a constituição daquele país. O voto era eletrônico e secreto. Porém esse senhor estava pleiteando a ocupação num cargo oficial que lhe era de direito por conquista em concurso. Tentou uma, duas, três vezes o seu intento. Quando foi procurar o porquê do motivo de não conseguir o dito cargo disseram-lhe que era porque ele havia votado pelo não na urna eletrônica. Urna inviolável? Urna segura? Na Venezuela não! Até para eleição do papa se usa voto com papéis. Mas, nós brasileiros queremos ser mais avançados. Nossos políticos querem parecer que são mais sérios que os cardeais do Vaticano.
Os políticos “fichas sujas” irão concorrer, até que recebam julgamento, porque assim a atual lei manda. Depois, se eleitos forem, poderão, talvez, ter imunidade parlamentar ou algumas benesses da lei que eles mesmos elaboram.
O sistema político, tal como ainda se configura e funciona, está desconectado das formas emergentes da participação dos cidadãos.
Quando o objetivo maior é a sobrevivência política de um grupo, qualquer coisa pode acontecer. Não há limites. Nenhuma consideração ética é levada a sério.
Vamos refletir e torcer que isso seja devaneio de minha parte.

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