No último domingo ao percorrer a Rua Coronel Pires, próximo a uma ferraria, na minha frente seguia uma caminhonete preta, bonita, cabine dupla, com uma família no seu interior. Eis que, de dentro desse veículo é lançada pela janela uma garrafa pet para o passeio da dita rua. Segui o meu percurso, coincidentemente na mesma direção do veículo poluidor. Para minha maior tristeza a placa do carro era de Irati, contendo pessoas, supostamente esclarecidas e estabilizadas economicamente.
Atitude semelhante às pessoas que comem chocolate e jogam o papel na rua, ou tomam um iogurte e descartam o copinho em qualquer lugar da natureza.
Nas rotatórias, muitos camioneiros não respeitam a preferência de quem está nela trafegando.
Há elementos que destroem o patrimônio público, tais como telefones, bancos, árvores, jardins, obras em andamento, como meio fio em concreto.
Também, por várias vezes, vimos alguns veículos oficiais e de empresas de segurança de Irati que cometem abusos em nosso trânsito, com velocidade muito abaixo do normal ou, pelo contrário em excesso. Isso justificaria se fosse um caso de ocorrência emergencial.
Constata-se tubulação de esgoto lançado diretamente no Arroio dos Pereiras, no final da Rua XV de Julho e início da Rua Sete de Setembro.
Certa vez eu coloquei uma plaqueta metálica em frente a minha casa solicitando que não se jogassem lixo na rua e zelassem pela natureza. A mensagem não ficou uma semana pendurada no local.
Mesmo havendo falta de lixeiras nas ruas da cidade isto não se justifica, pois se pode levar esse lixinho até a sua casa e depositá-lo no devido local. Quem gostaria que jogasse o lixo em frente a sua residência?
Ainda bem que temos a abnegada equipe de limpeza da Prefeitura, capitaneada pelo senhor Paulo Surek, que faz há vários anos um brilhante serviço, dentro de suas possibilidades.
E que dizer dos cidadãos que buzinam em frente às casas para chamar a outras pessoas, como se buzina não fosse só para o uso em necessidade no trânsito. Tremenda falta de tato para com os vizinhos, e até para quem é chamado que pode estar impossibilitado de atender na hora.
Muitas vezes há servidores de alguns órgãos públicos que não cumprimentam as pessoas, e até, sequer olham para o rosto do munícipe.
Fico somente nesses casos, por enquanto.
Tudo isso é uma tremenda falta de civilidade. É uma iniqüidade.
“Civilidade palavra oriunda do latim, de “civile”, que é caráter de cortesia, polidez. É o respeito pelas normas de convívio entre os membros de uma sociedade”.
Esse lapso não é tolerado nem em pessoas mais simples, quanto mais em quem teria certa formação acadêmica ou condição econômica privilegiada. A verdadeira educação cívica começa em casa.
Liberdade não significa fazer o que você quiser aonde quiser.

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