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sábado, 3 de janeiro de 2009

O poder e o dom!

“Ao homem foram concedidas duas qualidades: o poder e o dom. O poder dirige o homem ao encontro com seu destino e o dom o obriga a dividir com os outros o que há de melhor em si mesmo.” (Daniel Piza – 1970 -)
Foi dado o poder aos novos eleitos das últimas eleições. Também os seus imediatos terão esta capacidade imposta de produzir efeitos. A população espera que tenha havido uma evolução na nova leva que adentra as prefeituras e câmaras municipais. Contudo, os absurdos políticos não cessam em nosso país. Quando deveria ser discutida, exaustivamente com a população, a fidelidade partidária para detentores mandatos e cargos, a definição de coligações partidárias em todos os níveis de órgãos partidários, a coincidência de mandatos, financiamento público para campanhas eleitorais, e outros importantes assuntos de uma ampla reforma partidária, eis a última insanidade é a tentativa do Senado em aumentar as cadeiras dos vereadores no Brasil. Seriam aproximadamente mais oito mil postos. Através de uma medida de proposta de emenda constitucional (PEC). Esse número já foi diminuído há poucos anos, visando à diminuição de gastos. E, para que essa medida serviria? Sendo que a maioria dessas casas é inócua, são meros sistemas cartoriais dos prefeitos ou, pior ainda, currais eleitorais de deputados. Porém, também há gente séria e com bons princípios nesse poder e, esses sim, precisam de incentivo, de apoio e de idéias da população.
E os prefeitos? Algumas vezes esse poder pode subir a cabeça, como já aconteceu e talvez aconteça novamente. E se isso ocorrer que perde é certamente o povo. A arrogância desfia as certezas e a petulância as desafia. Haja vista, a manifestação recente do nosso presidente: “...ou você diria: me, sifu?”.
Infelizmente, somente haverá melhoras em todos os níveis através da educação intensa e em longo prazo. Porém, não é correto culpar o governo por tudo de ruim que acontece, pois além de ter sido nós que o elegemos é nossa responsabilidade de educar nossos filhos. Como também nós que muitas vezes corrompemos as autoridades e ainda várias pessoas acham que honestidade é sinal de burrice. Essa caminhada para o desenvolvimento é sim de nossa responsabilidade. Devemos opinar participar, cobrar, agir, participar de reuniões públicas, nas câmaras e nas assembléias legislativas e onde necessárias for. O medo de emitir opinião é o patrão do achismo e é parente da leviandade.

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