Foi matéria nos jornais da cidade de Ponta Grossa a intenção de levar a duplicação da estrada BR-373, entre Guarapuava a Ponta Grossa.
O ministro do planejamento Paulo Bernardo, visitou nossa região e cidades circunvizinhas e, naquela cidade cogitou-se em fazer a obra citada. Com certeza, como no caso da estrada de ferro não é o local mais adequado para fazer essa obra, é um grande desperdício econômico, é um equívoco.
O local mais apropriado, para tal obra, é o trecho de Guarapuava à nossa cidade, via BR-277. Seria cem quilômetros o trecho pleiteado, a mesma distância entre Irati e Guarapuava. Porém, o percurso de Guarapuava a Curitiba, via Ponta Grossa, perfaz 286 km e, de Guarapuava a Curitiba, via Irati, são 250 km. Então, com uma extensão encurtada em 36 km, ao custo aproximado de um milhão de reais por quilômetro, se economizaria, dos cofres públicos, em torno de 36 milhões de reais.
Sobram razões do motivo do trecho ser duplicado pela BR-277. Além da menor distância, temos: menor custo de implantação da obra, menor custo de manutenção futura, menor custo para se fazer o trajeto para quem vem do sudoeste do Paraná, o trecho de nossa região tem uma topografia mais favorável, em comparação com a pleiteada, teríamos menos obras de arte corrente, nossa região tem um potencial agropecuário maior que naquele trecho e por fim, menos utilização suada dinheiro do povo para um custo benefício maior.
A menor distância entre o oeste e sudoeste do Paraná aos portos de Paranaguá e Antonina, além de Curitiba, é sem dúvida nenhuma pela BR-277. Se uma obra que tem todos esses diferenciais para ser executada pela alternativa mais justificável temos que fazer valer a racionalidade.
Vamos conclamar todos os segmentos para que vingue a lógica, através de uma campanha de união e divulgação na mídia, nas estradas e nas ruas. Devem engajar nessa luta os prefeitos e vereadores da região. Também, as diversas lideranças políticas, as entidades de classe, as inúmeras associações, os deputados que obtiveram votos por aqui, a imprensa local, os clubes de serviços, etc.
Vamos reunir lideranças locais e nossos representantes políticos para discutir sobre essa empreitada, que será uma importante conquista para Irati e toda a região. Seja você um divulgador desta necessidade e grite contra esse equívoco em levar uma obra que por argumentos irrefutáveis e definitivos deve ser nossa.
Lute agora porque amanhã pode ser tarde demais.
Dagoberto Waydzik
Engº Civil

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