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segunda-feira, 5 de julho de 2010

A água e o ser humano

O ser humano “come” água. Segundo o relatório do PNUD, são necessários 3,5 mil litros de água, para produzir alimentos que forneçam um mínimo de três mil calorias. A produção de um simples hambúrguer, por exemplo, consome 11 mil litros de água. Para produzir um quilo de milho são necessários cerca de mil litros; 1 quilo de frango, dois mil litros. Assim, uma pessoa que consome 200 gramas de frango e 800 gramas de milho ingere cerca de 1.200 litros de água. Essa quantidade de água é quinhentas vezes maior do que a que bebe.
Segundo a mesma fonte, o setor de irrigação é o maior consumidor de água do Brasil e do mundo. No país, ele responde por maior parcela de vazão de retirada, ou seja, a irrigação fica com 47% da água captada e a maior vazão de consumo (69%). O abastecimento urbano responde por 26% do total; indústria, 17%; consumo animal, 8%; e apenas 2% para abastecimento rural.
Uma segunda medida é o desenvolvimento de projetos de obras para suprimento de água para cidades com mais de cinco mil habitantes. São mais de mil municípios. A idéia é que esses projetos, quando executados, façam a água migrar dos açudes, ainda utilizados parcialmente, para onde as pessoas vivem e trabalham.
Água tratada chega à casa de 89% dos brasileiros que moram nas cidades. O abastecimento é sem duvida a melhor parte do saneamento no país, aquela que aproxima o país da socialização do serviço e dos padrões internacionais. O problema, principalmente para as empresas do setor, é que o desperdício ainda é muito alto. Ou seja, o país capta água, investe em canos e em produtos químicos, trata a água, distribui e, perde pelo menos uma parte substancial do que fornece.
Destarte, segundo dados médios das concessionárias, na media nacional, em cada 100 litros de água distribuídos, 40 litros “somem” porque vazaram e se perderam 24 litros, ou porque foram consumidos e não pagos (16 litros). Uma perda significativa.
O índice de perda total é uma composição entre a perda física, água que vaza na rede e se perde e, a perda comercial, água efetivamente consumida, mas que não foi paga pelo consumidor final. Segundo avaliam os especialistas, a perda física responde por 60% da perda total do Brasil.
Esses números são alarmantes e está indo contra a correnteza da importante sustentabilidade do Brasil. O conceito de uso sustentável da natureza está na base das principais ações que se desenvolvem pelo mundo, que visam à preservação da natureza. O grande objetivo é tornar compatível o desenvolvimento econômico e o bem-estar do homem com a preservação da natureza.
Todos devem refletir sobre esses dados e rever a maneira do uso da água, sob pena de cada vez a mesma tornar-se insustentável.

Dagoberto Waydzik
Engº Civil

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