Dentro das questões sobre a sustentabilidade, deve-se promover o incentivo ao debate urbano sobre a implementação do que seria uma cidade sustentável.
Embora a intervenção humana sobre a natureza e a consequente deterioração do meio ambiente sejam tão antigos como a própria civilização, novos e maiores são os graus em que a intensidade dos processos de degradação vem acompanhando a recente urbanização da sociedade.
A relação entre homem e natureza e, mais especificamente, entre cidades e meio ambiente passou, cada vez mais, a tomar um lugar de relevância no planejamento e na administração de cidades.
Embora as cidades não ocupem uma área muito grande da superfície terrestre, apenas de 1 a 5% do planeta, elas alteram radicalmente a natureza dos rios, das florestas e dos campos naturais e cultivados, assim como da atmosfera e dos oceanos, devido aos ambientes extensos de entrada e saída que demandam, os quais geralmente sofrem com a poluição e degradação resultantes dessa alteração.
Observa-se porém, que a urbanização não é um mal em si: a questão é que nos países em desenvolvimento, ela se conjuga com altos índices de pobreza. A ocupação de ambientes mais frágeis, como mangues, várzeas, fundos de vales e áreas de mananciais, aliada ao aumento descontrolado de atividades produtivas e de consumo, acaba intensificando seus efeitos negativos.
Isto se torna um ponto mais preocupante, quanto às previsões de distribuição da população mundial, as quais indicam que as maiores concentrações se verificarão nos países do hemisfério sul, inclusive o Brasil. As cidades mais populosas do mundo portanto, estarão situadas nos países com maiores riscos sócios econômicos e, conseqüentemente, ambientais.
Como sistema de suporte humano, edificado e tecnológico, a cidade tornou-se o alvo de inúmeros debates multi e indisciplinares, que procuram situar a problemática urbana intimamente associada à questão do desenvolvimento sustentável.
Os Preceitos de uma Cidade Sustentável
De modo geral, uma cidade verdadeiramente sustentável seria aquela em que:
• Emprega uma arquitetura ecológica (Green architecture), a qual objetiva a eficiência energética dos edifícios, a correta especificação dos materiais, a proteção da paisagem natural e o reaproveitamento do patrimônio histórico, alem da integração com as condições climáticas locais e regionais.
• Promove saúde e saneamento, cujo objetivo básico seria garantir a qualidade da água para a prevenção de doenças, o tratamento adequado do lixo evitando a contaminação do solo e das águas; e o estabelecimento de sistemas eficientes de coleta e de tratamento de esgotos sanitários, com o reaproveitamento do lodo em sistemas de valorização agrícola.
• Promove o uso de transportes públicos e não poluentes, o que implicaria na substituição dos transportes públicos e não poluentes, o que implicaria na substituição dos transportes individuais à base de combustível fóssil e a priorização do transporte coletivo.
• Conservar os mananciais hídricos, tendo como objetivos preservar fundos de vale, proteger a mata ciliar e garantir o uso múltiplo dos aproveitamentos.
• Combate o desmatamento e repovoa os rios com espécies nativas, defendendo a biodiversidade e a preservação da flora e fauna originais.
• Incentiva sobremaneira a pesquisa de novas fontes renováveis e de alternativas energéticas, incluindo-se a pesquisa por biotecnologias.
• Em uma cidade sustentável, considera-se todo o ciclo de vida dos produtos, desde as fontes de matérias-primas, produção, distribuição, utilização e rejeitos, bem como os impactos ambientais que os acompanha, incluindo-se aí o consumo energético, o descarte e a contaminação dos solos, das águas e do ar.
• Finalmente também promove a educação ambiental, pois somente com um intenso esforço em direção da conscientização ambiental, de forma abrangente e integrada às diversas disciplinas, será realmente possível transformar posturas e alcançar objetivos.

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