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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Quando a farra vai diminuir?

Festa e mais festa no reino do Lago Paranoá. E nem chegou o dia de São João, ainda.
Agora a farra das passagens aéreas. Os deputados, senadores, familiares, amigos, quase familiares estão na oba oba. Eles dizem que isso vem de muito tempo. E daí? Por causa do costume de ser ladrão não se pode corrigir nunca? Ora, se algo errado é descoberto, voluntária ou involuntariamente deve-se sanar a “falha”. Ou porque se passou despercebido pela imprensa ou pelos tribunais a vigarice torna-se jurisprudência?
De acordo com os números oficiais a Câmara Federal gastou R$ 9,8 milhões de reais em passagens aéreas nos três primeiros meses desse ano. Vejam bem, quase 10 milhões de reais em três meses para 567 deputados federais, ou seja, uma média de R$ 17.284,00 por deputado. Só de passagens aéreas. E tem gente que mora por lá mesmo. Tem gente boa que não abusa, mas tem os que levam sogra, namoradas e amantes. Sem contar aqueles que vendem, clandestinamente, suas passagens para algumas agências de viagem, fato esse só agora apurado por uma comissão de sindicância da Câmara.
Numa época em que precisei de tratamento para uma enfermidade, em que o nosso estado não tinha tratamento, essas mesmas passagens aéreas me foram negadas pelo sistema de saúde estadual. Ainda bem que eu tinha como financiar esse gasto para procurar melhorar minha condição física. E a pessoa que não pode? Devia pedir a um deputado.
Se nossa capital federal fosse localizada na região sudeste, talvez houvesse uma pressão maior e o baile seria mais organizado e a orgia mais discreta.
Muitos plenários municipais e estaduais também permanecem em vôo, ou seja, não estão nem aí, nem sequer prestam atenção com o que acontece em suas próprias sessões parlamentares. Não ouvem o colega, lêem jornal em plenário, saem da sessão por longo período, e por aí afora.
E nós, da classe média principalmente, vamos pagando: imposto de rendas, IPVA, ICMS, IPTU, ISSQN, ITBI, contribuição aos conselhos de classes, contribuição (sic) aos sindicatos, assinatura anual de telefonia, licenciamento de veículos, pedágios rodoviários, taxa de inspeção veicular, talão de estacionamento em vias públicas, taxa de uso de sanitários públicos, criança esperança, MST, e outros tantos e tantos impostos. Além dos 567 deputados federais, 81 senadores, deputados estaduais, vereadores, prefeitos e donas “marisas leticias” afora. É a “dita dura” democracia, mas a fraca, porque a forte é bem diferente.
Quando da malversação do dinheiro público as pessoas envolvidas deveriam ser afastadas do cargo até o final da investigação. Que esperança!
No nosso sofrido Brasil, os interesses particulares de detentores de cargos públicos, continuam sobrepondo ao do interesse da população.

Dagoberto Waydzik
Dagoberto@irati.com.br

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