Pelo visto já iniciaram as mobilizações para as eleições de 2010. Vamos falar inicialmente dos cargos às cadeiras da Assembléia Legislativa. A região centro-sul já teve alguns representantes crioulos como deputados estaduais. Nos anos passados tivemos o iratiense João Mansur. Depois Canoco. Mais tarde, Tico Lopes, Toti Colaço, Gilberto Agibert Filho, Nelsinho Dal Santos e, atualmente Felipe Lucas, que muito bem representaram nossos rincões. Só que caberia até dois representantes daqui da região, o que melhoraria sobremaneira a nossa influência no cenário estadual. O universo de votos é substancial.
É dito pelas esquinas que o acerto de políticos daqui por candidatos de fora já corre solto. Já tem gente daqui pegando a parcela inicial e deixando candidato nato que apoiou na eleição passada de lado. O que não faz o vil metal, não?
Fidelidade partidária é um aspecto indispensável ao fortalecimento das instituições políticas, porém nessa pré-época eleitoral aparecem muitos Joões, Pedros, Luizes, Valdires, Zécas, Nelsons, e um sem fim de estrangeiros.
Aqui, lideranças natas sempre existiram. O que ocorre é que a lacuna existente de representatividade dos mesmos, nos tempos em que vivemos, ocorreu por não se ter deixado espaço algum para projeção dessas lideranças. Isso em nível de região e de estado.
Que bom se houvesse um apoio maior aos nossos candidatos. A região poderia, com certeza, eleger mais de um, basta haver consciência política, união e o certo bairrismo saudável.
Os pára-quedistas políticos que caem em nossa região são muitos. Mas, o mais lamentável é que eles são trazidos por pessoas daqui de nossa terra. Uma vez ou outra acompanhar um candidato de fora tudo bem, mas sempre, vira uma profissão. São os verdadeiros gigolôs das eleições. Usam a democracia com o intuito de proveito próprio, de acerto de cargos para as benesses de seus apaniguados.
Quais os reais interesses e o porquê não deixaram crescer lideranças? Pelo mesmo motivo que não se educa o povo. Porque é mais fácil de manuseá-lo, com a política rasteira.
Os forasteiros vêem à nossa terra com uma desfaçatez ímpar. Possuem uma retórica diabolicamente convincente. Tem uma máscara permanente no rosto. Têm assessores ardilosos que vão ludibriando o povo, com promessas e jantares. Aliás, assessores bem remunerados. Praticam uma verdadeira prostituição política, utiliza-se de artifícios para ludibriar as mentes alienadas.
Pois é, e isso tem cura? Tem se quisermos. Se os mais esclarecidos saírem para as ruas, para os bairros para a luta do discernimento dos que tem menos informações. Participar de discussões políticas. Esquecer diferenças pessoais e brigar pelo que está mais perto de nós. Utopia? Pode ser. Só saberemos se tentarmos.
Devemos recrutar a coragem. Marchar combatendo os aproveitadores gordos e lustrosos que aparecem por aqui. Lutar com mais consistência nas épocas eleitorais. Conscientizar o povo da importância do seu voto. Esclarecer sobre a vida pregressa dos candidatos. Vigiar e cobrar hoje, amanhã e sempre.
Vamos fazer a revolução pré e pós-eleitoral. Vamos honrar a nossa terra elegendo políticos decentes e comprometidos com a região. Sob o risco de permanecer sempre os mesmos, aos moldes de certos senadores.
Dagoberto Waydzik
Dagoberto@irati.com.br

Nenhum comentário:
Postar um comentário