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segunda-feira, 5 de julho de 2010

O povo nas ruas

No dia 15, próximo passado, várias cidades do Paraná mostraram seu descontentamento diante dos escândalos da Assembléia Legislativa do Paraná, noticiados diuturnamente pela mídia estadual. A cidade de Irati não ficou de fora.
Embora muitos torcessem o nariz para a manifestação, promovida pela OAB, creio que, quem foi, cumpriu seu papel como cidadão e, o evento foi válido para o exercício da democracia. A sociedade civil exerceu o importante papel de solicitar o funcionamento adequado das instituições. As ideias só ganham efetividade quando partilhadas pela comunidade.
Certamente, o movimento está provocando desarranjo intestinal em muita gente envolvida nesses escândalos, sejam aos atores políticos, ou aos fantasmas da ópera.
Não é fácil de colocar o paranaense nas ruas, ainda mais quando não há show no local ou comida de graça. A história é antiga. A timidez e acabrunhamento são patentes nesse rincão. Não se obriga uma pessoa a gostar disso ou daquilo. Sem falar da cômoda omissão das pessoas em casos como esses e, o individualismo que leva cada um a pensar em seu próprio bem-estar e nos seus objetivos particulares.
Porém, mesmo com a pouca participação popular, isso não quer dizer que a população está a favor dos fatos praticados pelos mandatários da Assembléia Legislativa do Paraná. Há uma indignação coletiva diante desses escândalos. O comentário é intenso e, com certeza o resultado das investigações é esperado com ansiedade e otimismo, para que se tornem realidade as transformações estruturais esperadas.
Estranhamente, o atual presidente da Assembléia, quando argüido, por um repórter, sobre a reunião na Boca Maldita, em Curitiba, respondeu: “quero ver quem vai pagar a conta desse movimento”. Pasme, essa resposta é uma atitude cínica diante de tudo aquilo que parece estar envolvido.
Não tenho nada pessoal contra o cidadão e, nem contra seus simpatizantes, contra os seus eleitores do passado, ou, ainda, contra os outros componentes da mesa diretora. Todavia, os problemas denunciados devem ser investigados a fundo. Mas a fundo mesmo, desde a atual mesa diretora até as das administrações anteriores.
Hoje, o pensamento da sociedade paranaense se dirige para a apuração eficaz e célere dos atos desses entes públicos. Se isso não for feito antes das próximas eleições, pelo menos que o eleitor responda com um “não” à reeleição desses possíveis candidatos.
O cidadão é corresponsável pelo destino de sua comunidade, da sua cidade, do Estado do qual faz parte. A escolha é livre, mas cada um deve apropriar-se do dever cívico de forma integral e, essa escolha trará conseqüências futuras para todos.
Não podemos deixar que cubram os olhos do povo com o capuz da ilusão e de um resultado fictício dessas investigações.
Nossa obrigação é lutar por uma sociedade sem exploradores e nem explorados.
Dagoberto Waydzik
Engenheiro Civil

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