Uma das principais mazelas do mundo atual é a geração de lixo.
Com o decorrer dos anos, a o número de habitantes no mundo, que era de quase um bilhão de habitantes no ano de 1900, início do século XX, acresceu no último século em cinco bilhões de pessoas. Assim sendo, é admissível a previsão para os próximos 40 anos de um aumento de 3 bilhões de habitantes, chegando a um total ameaçador de 9 bilhões de habitantes no nosso planeta.
Este estouro demográfico provoca, no aumento do uso das reservas naturais do planeta, no acréscimo da fabricação dos bens de consumo e, fatalmente, no aumento da geração de lixo.
A reboque disto vem o aumento da poluição do solo, das águas subterrâneas e superficiais e, do ar, com uma série de decorrências na qualidade de vida dos habitantes da Terra e nos seus bens naturais.
Estamos consumindo de maneira impensada nossos recursos naturais e, ainda privilegiando uma pequena parcela da população mundial, em prejuízo da maioria.
Esta paisagem está produzindo uma profunda ferida entre os povos menos e mais favorecidos, o que evidentemente faz aumentar sobremaneira a pressão social, e conseqüentemente, a crise ambiental.
O consumo hoje é tão extraordinário a ponto de que o se considerava anteriormente viável, começa agora realmente a se ter a idéia do contrario: a base material do crescimento, que era ilimitada, tanto do ponto de vista dos recursos, quanto da poluição, não pode ser mais assim considerada.
Começamos a enxergar que a capacidade de reposição da natureza é incompatível coma a devoradora capacidade de exploração do homem.
A dupla: produção e consumo, que movimenta as atuais sociedades capitalistas, é algo que parece estar fora de controle. Conforme relatórios da ONU, a humanidade consome mais de 20% além da capacidade de reprodução da biosfera. Déficit que vem aumentando em 2,5% ao ano. Alguns dados dos relatórios da ONU são apavorantes.
• O consumismo está minorando os recursos naturais do planeta e os países mais desenvolvidos representam 15% da população mundial e consomem 61% do alumínio, 59% de cobre e 49% do aço.
• Existem atualmente 60 mil km² anuais de áreas em processo de desertificação.
• A perda de florestas tropicais, o maior inventário da biodiversidade, prossegue em razão de 150 mil km² por ano.
É dentro desta conjuntura geral, que não podemos deixar de percorrer os árduos, penosos, porem, obrigatórios rumos que levarão a um futuro seguro.
As premissas de um progresso sustentável, terão que levar sempre em conta, a busca incessante da otimização do uso de recursos e energia e a minimização da geração de emissões, efluentes, e resíduos perigosos. Não podemos jamais nos desviar deste foco principal.
Não podemos continuar omissos a tantas evidencias, a sociedade precisa sair da zona de conforto e buscar alternativas mais sustentáveis para satisfazer suas necessidades.
Dagoberto Waydzik
Engenheiro Civil

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