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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Irati vai continuar de braços cruzados?

Ao contrário da imagem de Nossa Senhora das Graças, situada no alto do morro, que se encontra de braços abertos, simbolizando bênçãos, acolhimento e trabalho, os iratienses, para algumas causas importantes, e que afetam seu dia a dia, estão de braços cruzados.
Voltemos, de início, a três importantes assuntos que carecem de ação de autoridades, ministério público, clubes de serviços, organizações, associações e o do povo em geral.
Primeiramente, analisemos o estado precário da pavimentação asfáltica da recém entregue obra da Alameda Virgílio Moreira. É lastimável que uma obra tão importante para nós, que é o cartão de entrada da cidade, fique como está e ninguém cobre, de quem de direito, melhor resultado da mesma. Se, em dias sem chuva os veículos sacolejam, quem transita em dias chuvosos percebe o grande risco dessa via. Qual foi o custo desses “serviços”? De onde saiu o dinheiro? Quem fiscalizou a obra? O projeto se encontra dentro das normas técnicas? O ministério público, fiscal das leis, foi acionado? São perguntas ainda sem respostas e que o contribuinte merece ser informado. Se houverem falhas, como é patente, que o responsável pela cobrança o faça. Chega de abaixar a cabeça e engolir tudo passivamente. Naquela alameda já ocorreram acidentes e haverá muito mais se essa obra não for corrigida.
Outro assunto pertinente é a mais que necessária duplicação da BR-277, trecho entre o Relógio e o Spréa. Muito se falou em união de esforços, foram publicadas matérias jornalísticas, políticos manifestaram-se a favor e, parece que tudo morreu na casca. Será que novamente seremos engolidos pelos líderes de Ponta Grossa? Quem silencia, consente. Já é hora de gritarmos por nossos direitos. Repito: “querem desviar, novamente, a chance de um maior desenvolvimento da nossa região. Estão tentando levar a duplicação da BR-277 para um local menos adequado”.Em outro texto já contei essa história, ocorrida na década de 70, quando da passividade de lideranças da época. Ficamos chupando o dedo e várias indústrias instalaram-se por lá.
E, por derradeiro, falemos do preço do combustível automotivo em nossa cidade. É importante que se verifique o porquê dos preços serem os mais altos da região e, a coincidência dessa semelhança ser praticada em todos os postos de revenda. Não é possível que ao longo de poucos quilômetros daqui esses valores sejam inferiores. Com certeza nossos vizinhos também estão auferindo lucros, porém cremos que não abusivos e injustificáveis. O produto é industrializado, vem tabelado das distribuidoras e, acreditamos que os custos operacionais são praticamente iguais. Será que as autoridades competentes não poderiam checar o que vem ocorrendo para, pelo menos, esclarecer essa situação para nossa população, ou dar um basta se assim for possível? Essa prática vem lesando há muito tempo a nossa população, principalmente por não ter alternativas. Contudo, ninguém faz nada.
Irati está cochilando há muito tempo, nessas e noutras questões. A população não age, como há pouco agiu em Brasília, vamos gritar por nossos direitos.
Acorda sociedade iratiense.

Dagoberto Waydzik
Engº Civil

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