Ao contrário da imagem de Nossa Senhora das Graças, situada no alto do morro, que se encontra de braços abertos, simbolizando bênçãos, acolhimento e trabalho, os iratienses, para algumas causas importantes, e que afetam seu dia a dia, estão de braços cruzados.
Voltemos, de início, a três importantes assuntos que carecem de ação de autoridades, ministério público, clubes de serviços, organizações, associações e o do povo em geral.
Primeiramente, analisemos o estado precário da pavimentação asfáltica da recém entregue obra da Alameda Virgílio Moreira. É lastimável que uma obra tão importante para nós, que é o cartão de entrada da cidade, fique como está e ninguém cobre, de quem de direito, melhor resultado da mesma. Se, em dias sem chuva os veículos sacolejam, quem transita em dias chuvosos percebe o grande risco dessa via. Qual foi o custo desses “serviços”? De onde saiu o dinheiro? Quem fiscalizou a obra? O projeto se encontra dentro das normas técnicas? O ministério público, fiscal das leis, foi acionado? São perguntas ainda sem respostas e que o contribuinte merece ser informado. Se houverem falhas, como é patente, que o responsável pela cobrança o faça. Chega de abaixar a cabeça e engolir tudo passivamente. Naquela alameda já ocorreram acidentes e haverá muito mais se essa obra não for corrigida.
Outro assunto pertinente é a mais que necessária duplicação da BR-277, trecho entre o Relógio e o Spréa. Muito se falou em união de esforços, foram publicadas matérias jornalísticas, políticos manifestaram-se a favor e, parece que tudo morreu na casca. Será que novamente seremos engolidos pelos líderes de Ponta Grossa? Quem silencia, consente. Já é hora de gritarmos por nossos direitos. Repito: “querem desviar, novamente, a chance de um maior desenvolvimento da nossa região. Estão tentando levar a duplicação da BR-277 para um local menos adequado”.Em outro texto já contei essa história, ocorrida na década de 70, quando da passividade de lideranças da época. Ficamos chupando o dedo e várias indústrias instalaram-se por lá.
E, por derradeiro, falemos do preço do combustível automotivo em nossa cidade. É importante que se verifique o porquê dos preços serem os mais altos da região e, a coincidência dessa semelhança ser praticada em todos os postos de revenda. Não é possível que ao longo de poucos quilômetros daqui esses valores sejam inferiores. Com certeza nossos vizinhos também estão auferindo lucros, porém cremos que não abusivos e injustificáveis. O produto é industrializado, vem tabelado das distribuidoras e, acreditamos que os custos operacionais são praticamente iguais. Será que as autoridades competentes não poderiam checar o que vem ocorrendo para, pelo menos, esclarecer essa situação para nossa população, ou dar um basta se assim for possível? Essa prática vem lesando há muito tempo a nossa população, principalmente por não ter alternativas. Contudo, ninguém faz nada.
Irati está cochilando há muito tempo, nessas e noutras questões. A população não age, como há pouco agiu em Brasília, vamos gritar por nossos direitos.
Acorda sociedade iratiense.
Dagoberto Waydzik
Engº Civil

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