A transparência na Física é a propriedade de um corpo permitir a passagem de luz visível, isto é, permitir a visualização de imagens claras.
As mulheres quando querem provocar, mostram sutilmente parte de seu corpo, suas belezas que lhe são peculiares. Usam um vestuário transparente ou quase assim, o que traz mais curiosidade ainda e, é um fetiche (feitiço) a outras pessoas. Essas partes evidenciadas atraem os olhares das pessoas, aguça, excita. Acende lascivos desejos. Muitas vezes, até mesmo os pés à mostra, com uma bela sandália, já é um fetiche.
Nos órgãos públicos há um modismo em alguns setores pelo uso da transparência, que seria a claridade dos gastos efetuados. E essa prática é muito saudável. Deveria ser adotada por todos.
Atualmente, estamos vivenciando a manifestação dessa modalidade na Assembléia Legislativa do Paraná e na Câmara Municipal de Ponta Grossa. Tomara que seja a transparência da Física, que descrevemos acima e, não somente o fetichismo sexual, que mostra somente parte do corpo e, ainda com visão parcial de um tecido como uma seda ou outro semitransparente.
Essa atitude no setor público é mais do que necessária. Mas, o principal, a nosso ver, é que ela deveria ser feita em uma linguagem que o povo entenda. Com balancetes mensais simples e diretos. De nada adianta aqueles documentos rebuscados que apenas alguns economistas e contadores compreendem.
Faz-se, com esses documentos, uma verdadeira cortina de fumaça. Uma névoa na transparência pública. Porque não mostrar quanto se gasta com os cargos comissionados e os concursados? Quais são os gastos com despesas diretas e indiretas? Com transporte, telefones celulares e outros gastos. Colocar isso de uma forma realmente compreensível à população.
Resumindo: se arrecada tanto, se gasta tanto e, sobra-se ou deve-se tanto. Será muito difícil utilizar essa prática? Por que não disponibilizar na internet, em blogues, em rádios, nos jornais, em murais e até em boletins distribuídos à população, simples ou erudita. Isso sim é transparência e não fetiche.
Por que as câmaras municipais, as prefeituras, as assembléias estaduais e outros órgãos públicos do país não mostram suas contas dessa maneira? Por que não têm coragem de expor como é tratado o dinheiro do povo?
A publicidade das contas é obrigatória por lei, no entanto do jeito que se faz é um desperdício de papel, de tinta, pois repito desafio a uma parte mínima do povo, mesmo com certo grau de instrução, a entender essa linguagem rebuscada de contabilistas e economistas. Não sei mesmo se muitos prefeitos e vereadores a entendem. É uma falta de respeito com os mais humildes cidadãos desse país.
Entende-se que a regra é para que assim seja demonstrado, mas que se faça, também, uma demonstração simples, entendível e realmente transparente para que a maioria dos cidadãos compreenda. Em se agindo assim os eleitores verão se os eleitos correspondem à confiança que lhes foi depositada. Se eles não cometem crime contra a ordem pública. Se eles não estão somente gestionando para encher suas algibeiras.
Não podemos deixar que cubram os olhos do povo com o capuz da ilusão e do resultado fictício.
Devemos lutar por uma sociedade sem exploradores e nem explorados.
Dagoberto Waydzik
dagobertowaydzik@blogspot.com

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