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segunda-feira, 5 de julho de 2010

ESTÓRIA DO REINO “DO SEM NADO.”

Era uma vez um reino localizado num cerrado tropical. Tinha um clima bem seco, mas com um grande lago chamado Para lá de oá. Naquele local havia muita, mas muita fartura mesmo. Havia bastantes mordomias, vários faz de contas, existiam assessores para tudo e para todos. Tudo, tudo pago pela grande carga de impostos de um sofrido povo de um reino maior que se chamava a República Federativa do Barril.
Tinham naquele reinado do Barril várias turbas, ditas como organizações visando disputa para poder político.
Havia os Pés Mais Descarados do Barril, os Demonetes, os Pés Tortos, os Pés Tinhosos Barrileiros, os Pés Descalços Tratantes, os Pés Verdosos; Pés Lisos e outros nanicos.
Já teve nesse reino várias estórias cabeludas, a de um tal de Roubam Carteiras o qual já foi comandante do reino e, se afastou por que estava mal cheiroso. A do Misbel Tender, dissimulado e aproveitador de momentos da política do cerrado e, que já mostrou galanteios para uma tal de Dil Ma Dita Dura. A do Jeca Sarnissauro, dono de vários reininhos, e que era o grande coronel do Reino do Sem Nado, com grande influência e que só enxergava e ajudava a quem lhe interessava para se manter no poder. Pula de galho em galho. Aliás, hoje é do partido chamado de Pés Mais Descarados do Barril, que era a antiga Arre Iena, ávido como uma hiena.
O reino era uma verdadeira farra. Havia gratificações de pagamento de horas extras em época de férias, contrato de prestação de serviço a preços exorbitantes, prestação de serviços de servidores empregados do reino para fazer tarefas particulares, aliás, coisas de privadas.
Uma contaminação geral e letal para o reino do Barril.
Ora, mas quando um morador corajoso do reino, o tal de Jabá Vai Com Celos, denunciou tudo isso, foi um Deus nos acuda. Falou que seus colegas queriam cargos para praticar mais e mais falcatruas e atos corruptos. Foi parar nas geleiras do reino, principalmente pelos seus colegas dos Pés Mais Descarados do Barril.
Vejam que só no período de solstício de verão, foram pagos mais de seis bilhões de dinais em horas extras fantasmas para mais de 3.500 assistentes do Sem Nado. Tudo autorizado por um cacique chamado E Daí Vou Mais, ou seria Oba Aí Molha Mais, amigão do Roubam Carteiras.
Era uma quadrilha instalada no Cerrado Barrileiro. O reino cada vez fedia mais. Lá os apaniguados tinham tudo e os contrários não tinham nada. Lógico, que havia gente boa por lá: tal de Jé Fer São Peris; ou o Pieter Simon, e ainda o descendente da Távola Redonda, o Arthur.
E o povo do Barril ia pagando toda essa farra dos podres.
Pior é que o Monastério Pudico não fazia nada. Só restava rezar, mas não rezar junto com alguns bispos que eram vizinhos do cerrado, tinha que ligar direto para Deus, que diziam por aí que também era barrileiro.
No comando da orquestra do Barril estava um molusco da classe cefalópede, que deveria viver nos mares, mas vivia mais nos ares e, sempre afirmava que não tinha medo de marolas.
Tinha ainda nesse reino estórias também mais do sul, de impérios e feudos menores, que vamos contar em outras ocasiões.
Somente com muita educação, moral e cívica aquele reino iria melhorar.
Essa estória tem tudo para o povo do Barril gritar um começar de novo. Apagar as trocas de favores e bajulações que existiam entre os membros daquele reino. Pois, as sociedades conformistas são cultoras da paz de cemitérios.
Nessa estória qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência.


Dagoberto Waydzik
dagobertowaydzik@blogspot.com

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