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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Correio correto?

“O ano era 490 a.C, os gregos haviam vencido os persas na batalha de Maratona e coube a Pheidippides a tarefa de levar a boa notícia até a cidade de Atenas. Ele correu, aproximadamente, 35 km, da planície da Maratona até Atenas e ao chegar só teve fôlego de anunciar a mensagem: "vencemos" e caiu morto!” (lenda da Batalha de Maratona).
O envio de uma correspondência remota a 2400 a C, no antigo Egito, os faraós já difundiam seus decretos em todo o território de seu Estado.
A palavra correio vem da antiga língua provençal – “corir” (correr).
A cavalo, a pé, com pombos, com diligências, esse antigo e importante serviço de entrega de mensagem foi fundamental para o desenvolvimento do mundo. Sempre foi sinônimo de eficiência, denodo, responsabilidade, pontualidade e confiabilidade. Custasse o que custasse, o mensageiro fazia de tudo para que o destinatário recebesse a sua mensagem.
No Brasil, a primeira correspondência oficial foi escrita por Pero Vaz de Caminha para o Rei de Portugal, quando da chegada da frota de Pedro Álvares Cabral em nossas terras.
Os Correios foram monopolizados pelo governo e sempre foram considerados eficientes. Talvez até ainda o sejam, mas em minha cidade não é isso que se nota. Pois já há alguns anos, temos dissabores, que poderiam ser evitados, com correspondências por nós remitidas.
Se você remete uma carta a um endereço com todas as exigências determinadas, mas o carteiro tem dificuldades para identificar de imediato o número da edificação, por qualquer motivo, essa correspondência volta você.
Se você coloca o nome do destinatário e como endereço: Rua A, esquina com a Rua B, mesmo que nos quatro pontos dessa esquina exista somente uma casa, essa correspondência volta de pronto da agência para você.
Se você coloca a Rua, o nome de uma empresa bastante conhecida, como por exemplo, Casas Pernambucanas, essa correspondência sai da agência e volta para você, pois não tem o número do prédio. Mesmo que seja só aquele estabelecimento na cidade, numa das principais ruas do lugar e, até todos os carteiros já tenham comprado naquele estabelecimento.
Nesta época de Natal, há muitos anos, costumo enviar cartões a conhecidos e amigos. Porém, sempre uma quantia substancial volta com um carimbo ilegível no verso do envelope.
Esse ano, quando dos primeiros prejuízos com a volta de meus cartões, devidamente pagos e endereçados abordei e reclamei ao carteiro, que fez pouco caso. Resolvi ir à agência, das duas que existem em minha cidade, relatar o acontecimento e sugerir que muito do descrevi acima poderia ser sanado, com um pouco de esforço e boa vontade, pois numa cidade pequena todo mundo se conhece e, muitas vezes é mais fácil conhecer um estabelecimento tradicional do que, por exemplo, a Vigilância Sanitária Municipal ou, o Procon. A gerente do estabelecimento disse que isso são regras. Ora, regras quando são ineficientes para o alcance de um objetivo, devem ser alteradas, pois de outra maneira tornam-se um óbice para o cumprimento da tarefa paga e não concluída a contento, principalmente na área pública. Essa prática é nefasta ao usuário do serviço, aliás, torna-se um desserviço à população. Quanto aborrecimento receber uma correspondência por você enviada de volta à suas mãos. Quanto dinheiro jogado fora, pois o carteiro prefere voltar com a correspondência ao remetente do que pelo menos fazer uma única tentativa, de observar a numeração do entorno, ou perguntar a um vizinho sobre aquele destinatário. Será que isso é impossível? Não é mesmo!
Também, algumas vezes, determinados carteiros vem com uma carta em que precisa de uma assinatura de recebimento e, apertam a campainha da edificação incessante e freneticamente. Se a pessoa estiver sozinha em casa e, no banheiro, é obrigada a sair com as calças na mão. No mínimo essa prática é um desrespeito para com uma das partes que está pagando o serviço.
O Correio é instituição de respeito. Não vamos falar do recente e vergonhoso episódio das denúncias de corrupção do ano de 2006, que foi casado com o “mensalão”. O que interessa é resgatar a eficiência de outrora, desse importante serviço à população. Encaminhar e receber mensagens é uma necessidade do ser humano.
O carteiro deve ser auto-exigente, pois aí é que a ética vinga.
Dagoberto Waydzik
Engenheiro Civil

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