
A Rua 19 de Dezembro, de Irati, é uma das principais artérias do corpo de trânsito da cidade. Com o crescimento do número de veículos no município, ela, freqüentemente, encontra-se congestionada. Somente com a medida de torná-la mão única é que o problema diminuirá sobremaneira.
Na década de 90, a administração municipal projetou medida semelhante na Rua 15 de Novembro. A polêmica foi instalada. Ocorreram discussões, reunião na Câmara de vereadores e manifestos. Lembro que na reunião, junto com os vereadores, que um dos proprietários de imóvel daquela rua exaltou-se e, como técnico da Prefeitura, na época, fui atacado verbalmente pelo mesmo.
A questão passou, a obra vingou e a comunidade prosperou. O tal cidadão da reunião pediu-me desculpas, apesar de que reservadamente e não em público, como me tinha criticado.
Outro exemplo, que pode ser citado é de trecho do livro Curitiba: piores qualidades e melhores defeitos, do escritor Dante Mendonça. Em Curitiba, em março de 1971, quando Jaime Lerner assumiu a Prefeitura, o primeiro ato foi visitar a Boca Maldita com uma moderna camisa de manga curta. Sem gravata, uma heresia. Lerner tomou um cafezinho e falou alto para todos ouvirem: - vamos fazer! No ano seguinte nasceu a Rua das Flores, mesmo com o protesto de todos os proprietários e comerciantes do local. Faz quem sabe. O resto da história o mundo todo sabe.
O desenvolvimento urbano é um processo que busca melhor qualidade de vida para o maior número de pessoas.
Para se promover a mudança das ruas 19 de Dezembro e Antonio Cavalin bastam: algumas placas, orientação inicial e vontade das autoridades constituídas. E, essa última premissa ficou patente em recentes publicações na imprensa local. Então, não falta mais nada, só carece executar. As justificativas técnicas são irrefutáveis. As estatísticas de veículos que por ali circulam falam por si só. A dificuldade de se adentrar na Rua 19 de Dezembro vindo de qualquer rua transversal é patente. O caos está ali instalado. A morbidez da Rua Antonio Cavalin, como se encontra hoje, é notória.
Não se justifica mais a demora para que se promova essa necessária melhoria para o trânsito de Irati.
Urge que o competente corpo técnico dos profissionais dessa área da Prefeitura, envolvidos com a análise, o diagnóstico e o planejamento da gestão pública urbana, disponibilizem o seu saber e poder para implantar esse avanço. Ao médico o que é do médico. Ao urbanista o que é do urbanista. É para isso que eles foram formados.
Que não se ceda à pressão por causa de forças políticas ou de uma visão equivocada de alguns em detrimento de toda uma população. Se o remédio, no início, pode parecer amargo para alguns membros proprietários, certamente auxiliará todo o corpo do município.
Que não se faça tal qual o escorpião que pica a si próprio e morre com o próprio veneno.
Irati não merece essa ingerência!

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