
Entre 1991 e 1993 estive presente, algumas vezes, na execução da obra de pavimentação da PRT-153, no trecho entre Irati e Imbituva. Os serviços foram feitos por administração direta do departamento de estradas de rodagem do Paraná (DER). Na época executou-se com a solução que os recursos permitiam.
A estrada foi feita sem acostamento, para ser uma denominada agro via e, atendeu de certa maneira, satisfatoriamente os usuários até a algum tempo atrás.
Os tempos eram outros, a mentalidade era outra, não havia tanta fanfarrice e, o DER ainda era bem estruturado. Atualmente, soube que esse órgão possui somente equipamentos obsoletos.
Por certo, Imbituva é intitulada a “cidade das malhas”, mas as autoridades estaduais não precisavam exagerar e deixar que a estrada se transformasse numa “colcha de retalhos”. Essa propaganda não é bem vinda.
Estive trafegando dia 18 de agosto, próximo passado, pela rodovia que liga essas duas cidades. Na ida, o tempo estava nublado, mas dava para perceber os defeitos da rodovia. Notei as deficiências de sinalização horizontais e verticais. A falta de pintura de faixas e, a falta de placas indicando pontes. A ausência de acostamento, que não foi executado em 16 anos. Também observei buracos novos aflorando e, antigos com grandes dimensões. Remendos diversos e mal executados. Além, de um suposto serviço chamado na engenharia de “lama asfáltica”.
Quando voltei chovia muito. Com isso não se via nada. Nem buracos e, tampouco, a pintura das faixas. Uma verdadeira armadilha armada para os usuários. Também existiam diversas trilhas de água no meio da pista. Ideal para a perigosa “aquaplanagem”. Que é o fenômeno que o veículo ao passar sobre uma lâmina de água perde o contato com a superfície.
Eu terei que ir, semanalmente, para Imbituva. A questão é os que têm que perfazer esse perigoso circuito diariamente, como estudantes ou trabalhadores que moram numa cidade e trabalham na outra. É grande o risco de acidentes nas condições em que se encontra a pista dessa rodovia.
Ocorre que o serviço da “lama asfáltica”, que, aparentemente, está sendo executado, é inadequado para a correção dos defeitos existentes dessa estrada. A dita técnica de pavimentação serve, tão somente, para corrigir micro-fissuras e para um rejuvenescimento de pavimento ainda não excessivamente deteriorado.
E, pergunta-se o porquê da decisão desse tipo de serviço? Quem autorizou essa modalidade de serviço? Quem está executando? Quem está fiscalizando essa obra?
Trata-se do dinheiro do povo sendo jogado fora. É a malversação do dinheiro público.
Tal qual na duplicação da Alameda Virgílio Moreira, em Irati, onde foi realizada obra de qualidade duvidosa e, estão tentando consertar até hoje, embora a mesma tenha sido recém construída.
As autoridades podem dizer que não há recursos para uma obra de melhor qualidade. Então, vamos tapar uma grave “ferida” com um simples remédio caseiro onde se necessitaria uma cirurgia com melhores recursos técnicos?
Pagamos IPVA. Existem verbas repassadas para esse fim. Dinheiro de multas da polícia rodoviária. Há o repasse de royalties do xisto. Cobra-se um imposto sobre os combustíveis de todos os proprietários de veículos automotores.
Recursos existem, no entanto não são direcionados e otimizados de maneira adequada.
Até quando vamos aceitar essa negligência?

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