
A população das cidades vem aumentando, mas as vias de circulação, praticamente permanecem as mesmas. Existem veículos circulando em grande número, muitas vezes, com somente uma pessoa dentro dos mesmos. O trânsito está cada vez mais caótico. Motoristas nervosos, motociclistas agitados, todos penalizados com a situação, há a ocorrência de muitos acidentes e pedestres prejudicados.
No ano passado foi apresentado à Câmara Municipal de Irati sugestão de Lei específica para fiscalização da melhoria de acessibilidade aos portadores de necessidades especiais de Irati. Frise-se que é um tema deveras importante e norteado por lei federal, porém muitas vezes não cumprida.
As mudanças no trânsito ocorreram de forma mais acelerada do que as no âmbito da infraestrutura rodoviária e da cultura dos motoristas, vedando qualquer possibilidade de condescendência com quem dirige depois de ingerir álcool.
O que fazer? Procurar alternativas para transporte de massa, com preços adequados, incentivar o uso de bicicletas em ciclovias bem projetadas, construir e adequar calçadas apropriadas gerando segurança e conforto aos pedestres. Humanizar o trânsito.
Curitiba fez uma tentativa válida, executou a faixa de ciclovia nas ruas, porém equivocou-se na posição das mesmas o que causou revolta do importante e grande número de usuários das “magrelas”.
Em Irati, estão sendo feitas obras para tentar minimizar alguns desses problemas. Construções importantes de travessias elevadas, acessibilidade das calçadas, passeios com materiais que permitem permeabilidade das águas, implantação de sinalização vertical e horizontal. Binários bem implantados. Faltam sim muitas melhorias, contudo, não há como retroceder. O progresso deve ser acompanhado de obras para minimizar seu impacto, principalmente aos pedestres.
Falta, ainda, conscientização de alguns motoristas com relação à alta velocidade e respeito as leis de trânsito. Um efetivo policial que tivesse condição de fiscalizar e punir os infratores. Todas as medidas disciplinadoras do trânsito são bem-vindas, mas não podem se transformar apenas em marketing político.
Também, a elaboração de uma imprescindível lei que determinasse carga e descarga no comércio e em indústrias centrais somente em pátios próprios ou em horários entre as 19 horas a 22 horas e 6 horas a 8 horas. Também, ordenar as entradas de estabelecimentos que estão com toda a frente com guias rebaixadas, prejudicando demasiadamente os pedestres.
Poderia, ainda, suscitar uma campanha para o aumento do uso de bicicletas, para o trabalho, lazer e esporte. Todavia, necessitaria da criação de ciclovias adequadas, seguras que ligassem os bairros ao centro. Se fizermos uma estatística do número de pessoas que as usam se notaria o quão grande é esse número. Essas medidas resultariam em uma alternativa para desafogar nosso conturbado trânsito, melhoria da condição de saúde dos usuários; diminuição da poluição do ambiente.
Oxalá que não se cometa o equívoco do projeto das faixas de Curitiba e nem que o governo estadual invente um emplacamento de bicicletas, já que aumentou extraordinariamente as taxas do DETRAN, em detrimento do bolso do povo, já tão achacado com tributos de todos os tipos.
Dagoberto Waydzik
Engenheiro Civil

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