Powered By Blogger

quinta-feira, 28 de abril de 2011

AMIGOS DO REI

“Todos os homens nascem iguais”, e com alguns direitos inalienáveis, incluindo a vida, a liberdade e a busca da felicidade. (Constituição pelo mundo afora. Porém, esses direitos sempre eram concedidos por alguém, pelo Rei, pelo Imperador, pelo Papa ou por um presidente ou governador recém eleito. Esses direitos podem ser tomados ou comprados.
Com o processo de redemocratização, a partir de 1985, no Brasil, abriu-se o caminho para novas tendências e ideologias políticas sem que, com isso, a força das elites deixasse de estar sempre a um passo do poder.
Poder é a capacidade de conseguir que os outros façam o que você quer, às vezes em troca de alguns favores. È o que vêm ocorrendo ultimamente em nosso país.
Quando alguém é eleito, sua primeira providencia, antes mesmo de assumir o mandato, é escolher seus colaboradores de confiança, direta ou indiretamente. Tudo isso é aceitável se não fosse pela maneira que se faz atualmente. O eleito o faz como se estivesse delimitando um campo de participação em que não podem transitar os que não são de sua “turma”, mesmo que os elementos escolhidos não tenham capacitação técnica para o cargo. Há uma privatização desse espaço. Não importa se um gênio do assunto, daquele cargo, está disponível para colaborar. Se ele não estiver no “jogo” do vencedor então que se deixe para o lixo eventuais contribuições.
Destarte, a maioria de obras públicas é ofertada aos apadrinhados. Também, são tomadas decisões equivocadas em diversos setores. Existem facilidades de acordos com os diversos legislativos. Assim, há uma patente carência de oposição no país. Pessoas, ou organizações, supostamente adversárias, ou que levem perigo a uma projeção futura, encontra dificuldade de transito nos caminhos do príncipe. É uma maneira de usurpar o poder da sociedade.
Isso cabe, em governos federais, estaduais e prefeituras. Também em entidades e conselhos de classe e, agora até em partidos políticos. Vide exemplos como a criação de um novo partido de centro pelo prefeito Kassab. Sim pode ser legitima a ação, contudo oportunista, pois tem o fulcro de se aproximar da “rainha”, visando, talvez, somente a busca de benefícios próprios. E se o dizer da saída de políticos de um partido, com “ideologia” (sic) para outra ideologia somente para aproximar-se de quem detém o poder? Perguntas-se como ficam os eleitores desse partido? E, lamentavelmente muita gente boa vai atrás desse “líder”. Mas, lideres também foram Jesus Cristo, Hitler, Gandhi e outros. A questão foi o objetivo de cada um deles.
No Paraná, temos a situação do jovem, promissor e ex-deputado Gustavo Fruet, que foi e está sendo frito em banha fria, por ser um personagem perigoso para figuras diversas da política paranaense, pois é serio e competente.
Parece impossível mudar essa pratica. Ética, princípios, regras, tudo isso é jogado fora. Somente serve para discurso vazio e, usado como mero expediente par limpar o caminho em direção ao poder.
O ideal seria acabar com todos os partidos existentes e começar do zero com os valores supracitados, todavia isso é utopia. Pois, hoje, parece que essas agremiações servem como simples muletas para andar ao lado de quem manda no jogo. Como se fosse necessária a hegemonia para implementação de um projeto político que realmente fosse de encontro aos anseios do povo.
Democracia é uma questão de modo e não de lado. A existência de oposição é imprescindível, contudo o modo de resolver os debates de idéias é que gera o crescimento democrático.

Dagoberto Waydzik
Engenheiro Civil

Nenhum comentário:

Postar um comentário