Powered By Blogger

terça-feira, 16 de novembro de 2010

RESPONSABILIDADE AMBIENTAL


Torna-se muito fácil atribuirmos a deterioração ambiental e climática ao fatalismo de uma nova era que está submetendo o nosso Planeta ao superaquecimento.
Os desastres provocados pelo clima deixaram, há muito tempo, de ser evento distante, afastado de nossas preocupações mais imediatas, como o degelo das calotas polares.
Desastres traumáticos reproduzem-se com constância, atualmente próximos de todos nós enquanto o mundo debate causas e efeitos da degradação ambiental.
É inquietante perceber que enquanto nos exasperamos com a omissão de quem está no poder, somos todos, também, reticentes quando confrontados com nossas responsabilidades como cidadãos, como sociedade, ou como povo, diante dos estragos, muitas vezes irreversíveis, que a ação do homem provoca ao meio ambiente.
Acontecimentos recentes, com sequelas trágicas, como deslizamento de morros, ruína de pontes, através de transbordamento de rios, deixa de ser episódios raros. Reproduzem-se como estivessem anexados em nosso dia a dia e nos provocam a meditar sobre manifestações visíveis de que o ambiente vem sendo violentado implacavelmente. Acidentes muitas vezes atribuídos, fantasiosa e convenientemente, à ira natural e inexplicável da natureza são resposta à convivência agressiva do homem com o solo, as águas, as plantas, os animais, a praia, a atmosfera.
Atacamos o entorno mais próximo e, em meio às controvérsias entre os próprios especialistas transferimos culpas a fenômenos ainda não bem compreendidos, como o famoso “El Nino”.
O princípio do fatalismo nos conforta, nos livra de culpas e nos mantém imobilizados.
Atualmente todos somos vítimas de alguns desses fenômenos, cujos efeitos foram potencializados nos últimos anos pelo descuido de governos e pela prevalência de interesses imediatistas em relação aos reiterados alertas e às ações preservacionistas que sempre foram apontadas.
Chegou o momento de a comunidade assumir sua responsabilidade ambiental. Largar mão de atribuir o pecado somente aos outros, como o meio ambiente tratasse só de matas e florestas.
Enfim, o ser humano está a serviço da natureza ou a natureza a serviço do homem? Nós somos poluidores ou preservadores? Você já reciclou seu lixo hoje? Você tem ao menos tem uma lixeira em frente a sua casa? Como agricultor você planta até a beira das estradas ou mananciais? Não varre o lixo aos bueiros mais próximos? Procura diminuir o uso de sacolas plásticas? Recolhe seu lixo na praia? Constrói em lugar indevido? Impermeabiliza seu terreno inteiro com calçadas?
O simples ato de adquirir um produto significa decidir a favor ou contra o meio ambiente com as nossas economias? Isso é a chamada análise do ciclo da vida (ACV) que é a ferramenta utilizada para comparar o impacto ambiental de diferentes produtos com função similar e nos permite desmembrar qualquer bem manufaturado em suas partes componentes e seus impactos na natureza.
Precisamos refletir, com responsabilidade e consciência, as conseqüências de nossas escolhas, consumos e atos com a natureza no dia a dia.

Dagoberto Waydzik
Engº Civil – Irati (PR)

Nenhum comentário:

Postar um comentário