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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Vamos ajudar o mundo em que vivemos

Você já notou que a maneira que vivemos deixa sinais no meio ambiente? Nossa caminhar pelo planeta deixa “sinais”, “cicatrizes”, que podem ser grandes ou pequenas, de acordo como andamos.
Na maior parte das vezes expedimos a culpa da crise ambiental aos outros sem olhar para nossas atitudes dentro de nossas casas, trabalhos e de nossa cidade. É um paradoxo atribuirmos à coletividade, uma responsabilidade que não seguimos em nosso caminhar.
Vamos meditar que quantia da natureza nós utilizamos para sustentar nossas formas de moradia, alimentação, locomoção e lazer, ou seja, a nossa maneira de viver.
Quanto mais se célere a nossa exploração do meio ambiente, maior se torna o borrão que deixamos na Terra.
O uso excessivo de recursos naturais, o consumismo exagerado, a degradação ambiental e a grande quantidade de resíduos gerados são rastros deixados por uma comunidade que ainda se vê fora e distante da natureza.
Precisamos medir a área que utilizamos para nos sustentar.
Por exemplo: será que estamos reservando um espaço para penetração da água no terreno em torno da nossa casa? Ou, por comodismo, ou ignorância, estamos fazendo calçadas impermeáveis em toda a área de nosso terreno? E, com isso não garantindo a biodiversidade do subsolo, prejudicando assim, uma cadeia ecológica. Também, não permitindo que as águas de chuvas alcancem o lençol freático.
Considerar até que ponto o nosso impacto já ultrapassou o limite é essencial, pois é assim que poderemos saber se vivemos de forma sustentável.
Temos que avaliar se a demanda da população de um local por recursos naturais não é maior que a capacidade daquele local tem para renová-los.
Como outro exemplo, vamos refletir, novamente, sobre a água – todos os dias você escova os dentes, toma banho, lava as mãos, faz comida, lava louça e roupa, utiliza a descarga. Você já pensou o quanto tudo isso consome de água por dia? Verifique sua conta, divida por 30 dias e pelo número de pessoas de sua casa. O consumo médio mundial diário é de 40 litros de água por pessoa. Se você esta gastando muito mais do que isso você esta desperdiçando. Certamente é possível melhorarmos isso.
Como segundo exemplo, vamos falar sobre a energia elétrica. Diariamente, você faz funcionar luzes e eletrodomésticos, com chuveiros, computadores, televisões, rádios, escadas rolantes, elevadores, condicionadores de ar, etc. você já pensou em quanto a natureza é preciso “em pegar” para fazer tudo isso funcionar?
A maior parte da energia consumida é produzida por hidrelétricas, que exigem para o seu funcionamento a construção de grandes barragens. Assim, com o aumento de consumo e a decorrente necessidade de produzir cada vez mais energia elétrica, torna-se necessário represar mais rios e inundar mais áreas, produzindo as florestas, impactando a vida de milhares de outros seres vivos, retirando os climas locais e regionais com o aumento das superfícies de evaporação.
Toda vez que você deixa uma luz acesa sem necessidade, amplia a tua pegada no planeta!
Nossa alimentação não é exagerada? Não desperdiçamos alimentos, enquanto muitos sequer têm o que comer. Se o mundo consumisse como os americanos consomem, necessitaria de seis planetas Terra para suprir esse consumo.
Na modal transporte o Brasil está muito atrasado, pois deveríamos aplicar esforços nas ferrovias e até nas hidrovias. Mesmo com toda a barra forçada das multinacionais de veículos rodoviários sobre nossos dirigentes públicos.
No consumo de bens e serviços será que não há um exagero por parte de todos nós? O consumo tem crescido, assim urge que medidas de proteção ao ambiente sejam desenvolvidas. Precisamos de uma matéria escolar de educação de consumo sustentável. Necessitamos o incentivo de empresas que produzam produtos ecologicamente corretos. O consumo em cidades que não existe a coleta seletiva ou, onde ela é realizada de maneira ineficiente, a pegada, ou seja, a marca que cada habitante deixa no planeta é maior.
Quanto à polêmica do desmatamento das florestas deve-se conscientizar-se para o manejo sustentável, que é a grande ferramenta a ser utilizada para que se possa garantir o uso das florestas sem a ameaça de perdas ecológicas, econômicas e sociais graves no futuro.
Todos nós somos responsáveis pelo futuro que as próximas gerações encontrarão em nosso planeta.
Dagoberto Waydzik
Engenheiro Civil

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