O que a população espera de uma pessoa que detenha um cargo público? Retidão, responsabilidade e afinco ao trabalho para ficar somente em alguns predicados, que, são prerrogativas de lei para ingressar em tal função.
Aliás, no Brasil estamos assistindo a um desfile de escândalos de políticos e uma pilhagem do Estado por muitos agentes públicos. Os mais recentes, e gravíssimos, são as atitudes do presidente do Congresso, o cidadão Sir Não Sei, o José Ribamar Sarney. Se não bastassem as centenas de atos secretos exarados e acobertados, a propalada existência de contas no exterior em seu nome, o preconizado pagamento do mordomo de sua filha e governadora do Maranhão, com o dinheiro do Senado, ou seja, com o nosso boró, agora a descoberta de uma viagem à Veneza, na Itália, custeada por um banqueiro. Pode? Segundo ele e o presidente de nosso país, pode.
Aliás, sob a visão de Lula, o que está havendo no Senado é normal. Para ele não há anormalidade lá, e sim é a imprensa que está alardeando. Já tinha dito que não existe crise no Brasil, que a pandemia da gripe suína é coisa corriqueira e que as brigas decorrentes dos protestos no Irã podem ser comparadas com os embates de torcidas de uma Fla-Flu, e, ainda agora debocha dos senadores. O que podemos esperar?
A pergunta que fica é se essa culpa é somente dos políticos? Não, pois a nosso ver, a maior culpa é da má formação educacional, da falta de cultura que reina há séculos na nossa pátria. Isso permeia por que as elites sempre assim quiseram. A cultura, que aqui falamos não é da formação intelectual, mas a falta de comprometimento com as responsabilidades.
Desde o mais pobre até o mais rico há uma “cultura” da lei de Gerson, a que fala que sempre tem que se dar bem. O menos abastado quando ascende a outra categoria, é o mais perigoso, ao invés de ajudar os pobres, se une aos antigos oligarcas e passa a praticar o mesmo modelo destes para obter maior proveito pessoal. Esquece todas as regras de honestidade e responsabilidade que pregava anteriormente. Tudo para manter o posto de poder e de riqueza. Até promovem festas, pagam viagens, dão mimos para os que estão no domínio de cargos para ficarem sempre perto destes. Infelizmente as exceções são as minorias.
Fala-se mal dos políticos, contudo, quando se aproxima uma eleição quem financia alguns maus políticos? Eles são financiados, principalmente, por empresários com segundas intenções. Financiam mas, não aparecem e, quando seus afilhados são eleitos vão cobrar seu investimento. Quer através de benefícios para si, quer através de facilidades aos seus chegados, quer solicitando homenagens com títulos de benemerências. Contudo, se esse político coloca o pé na lama, de maneira que o povo saiba, principalmente por meio da imprensa, o detentor do cargo fica pagão, ou seja, sem o seu padrinho.
É necessário que o povo, as instituições sérias desse país, a imprensa cobre da sociedade uma postura de cidadania de todos e conclame para os que maus agentes públicos sejam realmente penalizados por seus atos ilegais ou imorais.
Vai para casa senador.
Dagoberto Waydzik

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