A cidade de Irati sofre com o aumento substancial de veículos nas suas ruas. Esse problema ocorre na maioria das cidades brasileiras, muito devido à farra do crédito fácil, do atual modelo de transporte brasileiro e da vaidade do povo em possuir um carro próprio, muitas vezes sem necessidade.
Algumas medidas já foram tomadas, pela administração municipal, que certamente buscam resultados positivos. No entanto, precisa-se mais. Urge que se municipalize o trânsito e crie-se o estacionamento regulamentado, principalmente no anel central da cidade, o que parece que também já está programado. Também, que se retirem as arcaicas lombadas existentes e substituam-nas por lombadas eletrônicas. Infelizmente, é só quando a maioria dos cidadãos sente a dor no bolso, através de uma multa, é que eles respeitam a lei.
Mas voltemos à dificuldade de se estacionar nas ruas centrais.
Vamos analisar nosso quadrilátero central e adjacências, ou seja, ruas Munhoz da Rocha, XV de Novembro, Cel. Emilio Gomes e XV de Julho. Situam-se ai as agências bancarias: Banco do Brasil, CEF, HSBC, Sicredi (edificação recentemente construída), o Sicoob (prédio recém construído), Itaú e Bradesco. Empresas com alto poder de lucratividade, que no Brasil nunca ganharam tanto quanto nesse governo populista. Os banqueiros riem a toa nessa época. O governo federal lustra os sapatos desse pessoal.
E, o que essas instituições trazem de retorno em investimento real para nossa cidade? Muitas vezes, nem o prédio onde está instalada a dita agência lhes pertence. Mesmo para pagar benefícios, essas instituições recebem da Previdência Social por benefício pago, seja na boca do caixa ou no caixa eletrônico. Considere que por vezes já existe um empréstimo consignado para o aposentado. Só para ter uma idéia do quanto rende cada beneficiário. Nos bancos particulares dificilmente se consegue um crédito agrícola ou imobiliário, que são carteiras que geralmente não são muito rentáveis, mas tem uma função social.
Onde quero chegar? Podem me chamar de visionário, porém, talvez, deveria ser estudada uma lei municipal para que essas agências locassem terrenos ou, fizessem convênios com estacionamentos privados, para que pelo menos seus valorosos funcionários tivessem onde estacionar seus veículos. Desafogando sobremaneira o centro da cidade. Assim, facilitando a vida do cliente, que é o que mantém esses estabelecimentos, mas não recebe quase nada em troca, tampouco a cidade não recebe o que mereceria.
As autoridades devem avaliar a legitimidade de tal medida e, com estudos, diálogo, procurar como adotar tal propositura.
Vejam bem, uma pessoa que irá construir e, que realmente investe na cidade, precisará dotar sua edificação com vaga para estacionamento. Essa é uma medida de lei e, é salutar. Então, porque não solicitar dos bancos prática semelhante, mesmo que já com edificação existente. Há, em algumas dessas instituições, terrenos vagos próximos. Qual a dificuldade dessa locação? Somente a falta de bom-senso e, a ganância por lucros cada vez maiores desses bancos esse benefício não é fornecido aos seus clientes e seus abnegados e, muitas vezes explorados, funcionários.
Sob o ângulo social abrangente, ou seja, que leve em conta os interesses legítimos de uma sociedade, a medida deve ser tomada, pois não se deve focar somente o lado econômico, mas sim, o lado social, buscando qualidade de vida e beneficiando a comunidade toda.
Outro assunto é a construção de um possível calçadão na Rua Munhoz da Rocha. A nosso ver, ainda não é hora dessa obra, pois temos nessa via, calçadas com largura suficiente para vazão do volume de pedestres que a utilizam. Essa medida, se implantada agora, só iria gerar mais transtornos ao trânsito da cidade.
Dagoberto Waydzik
Eng. Civil – CREA 13085/D

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