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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Espirrou... Desculpe-se!

Quando eu cursava o ginásio, nos anos 70, tinha uma professora, bem preparada, que quando algum dos alunos espirrava, ela ensinava que a boa educação mandava o mesmo pedir desculpa aos estudantes próximos a ele. Sábias palavras, que não esqueci e procurei praticar a partir daquele momento. Afinal, quem espirra, ou tosse, sem proteger a boca com um lenço está exalando micróbios ao ar. Não deixa de ser um ato deseducado.
Nesses tempos de tanta desinformação da tal gripe suína, com tamanha falta de preparo das autoridades, com informações estatísticas desencontradas, o que se salva, pelo menos, é uma orientação de prática de boas maneiras à população.
Não que o povão precise saber de etiqueta, mas que é bom que todos, como aquela professora, ensine às crianças uma prática recomendável.
Contudo, o que se pode esperar da educação de um país onde o próprio presidente não procura melhorar sua cultura? Nem sabe de que estado é o presidente do Congresso de seu país.
O que se pode esperar de uma educação em que o corpo docente e discente das universidades, que deveriam ser as cabeças pensantes do país, não se manifesta contra a podridão de valores que assola nosso país? Como vamos, assim, querer que os professores da rede primária e secundária difundam cidadania em seus pupilos, se nem a prática de cantar o hino nacional nas universidades brasileiras o fazem?
Em uma viagem que fiz ao exterior, com alguns amigos, estava junto um grupo de mexicanos. Era dia 8 de setembro, data da independência daquele país. Fomos todos a um jantar com apresentação de danças folclóricas húngaras. Antes do início das atividades um mexicano pediu permissão e subiu ao palco. Tomou o microfone em suas mãos e comunicou que aquele dia era o aniversário da libertação de seu país. Teceu palavras de civismo emocionadas e, pediu que seus compatriotas, em pé, cantassem o hino de seu país. Após, seus colegas desfraldaram pequenas bandeiras do México e pediram licença aos demais participantes para colocar um enfeite com as cores de seu país na roupa de todos. Um gesto de civismo.
Na mesma viagem, no dia anterior, 7 de setembro, para quem não sabe é o dia da independência do Brasil. Participamos de um jantar com todo o grupo que excursionava. Nós éramos em aproximadamente 15 brasileiros. E o que fizemos para anunciar o 7 de setembro? Nada!
Após o que nossos irmãos, latinos do norte fizeram, ficou uma reflexão sobre quanto somos desapegados em defender nosso país. Creio que grande parte da classe da educação nem sequer conhece a letra de nosso hino nacional.
Voltando à gripe suína tomara que não haja interesses comerciais por detrás de tudo isso. Poder-se-ia checar os números de óbitos dessa doença contra as doenças normais. Veremos que o número médio de mortes causado por doenças comuns é muito maior que o da gripe suína. O que se esconde por trás disso? Espero que não estejam negociando com a nossa saúde? Com certeza as ações do laboratório que produz o “Tamiflu” vão para as alturas.
Cuidemos das medidas preventivas e, fiquemos atentos com os simples espirros.
Com o tempo talvez vamos aprender. Desejar saúde a quem espirra é um ato simpático, mas o mais coerente é se espirrar... desculpe-se.

Dagoberto Waydzik
Engenheiro Civil

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