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segunda-feira, 5 de julho de 2010

“É prohibido orinar!”

Estive há poucos dias atrás na capital americana da muamba, Cidade de Leste, no vizinho Paraguai. Fui a Foz de Iguaçu a serviço e, dali a cruzar a ponte, para uma comprinha, é sempre uma tentação e cada vez mais, uma experiência sui generis.
A travessia da fronteira, na Ponte da Amizade, é uma verdadeira aventura. Há uma corrente contínua de motocicletas, pedestres com galináceos vivos nas costas, frotas intermináveis de veículos de todos os valores e modelos, desde os mais modestos até os mais sofisticados. Um verdadeiro “circo” democrático.
Porém, a última “pérola” que vi naquela cidade, foi dentro de um precário elevador, num estacionamento de veículos. Havia um cartaz afixado na parede da cabina que dizia: “É prohibido orinar – multa 20 dólares”. Quem e quando urinam ali não se sabe e, como flagram o infrator é outro mistério.
Como diz minha companheira: “essa cidade dá um tese de sociologia”. É uma verdadeira “torre de babel”. Há um imenso trânsito de pessoas e veículos, na avenida principal, contudo existem, pasmem, nessa via, sanitários públicos.
Muito diferente do que ocorre na maioria das cidades brasileiras.
Em Irati, existe no centro da cidade, um único sanitário público, que quando está aberto, é por um pequeno período do dia. Como se, fora de determinados horários, não houvesse quem precise fazer uso do dito retrete.
Curitiba é uma das grandes cidades do nosso país. Tem uma identidade regional profundamente arraigada às tradições do recato. Contudo, na principal via para pedestres, a Rua das Flores, em toda a sua extensão não há sanitários públicos. E, se você pedir para usar o banheiro de algum estabelecimento comercial, na maioria das vezes tem sua solicitação negada.
A capital paranaense é considerada modelo de urbanismo, mas, no quesito acima está perdendo para o precário modelo paraguaio. Lá é “prohibido orinar” no elevador, porém nas ruas existem locais para isso.
Essa infra-estrutura é uma necessidade. É um caso de saúde pública.
Poder-se-ia seguir os modelos da cidade de Londres, onde com uma moedinha o cidadão alivia sua premência fisiológica, em pequenos banheiros públicos. Ou, pelo menos, alguns sanitários químicos poderiam socorrer os necessitados transeuntes da Rua XV de Novembro, em Curitiba.
Afinal, em qualquer cidade, vêm pessoas de bairros, de comunidades próximas para fazer compras, executar serviços bancários ou qualquer outro afazer. Aí, se essa pessoa necessitar de usar um banheiro, a coisa complica. Ou vem de fralda, ou procura um canto, elevador, também não pode, senão... se suja.
Será que é tão difícil, para as autoridades municipais, resolver essa questão?
Creio que não precisa muito planejamento, basta vontade.
Dagoberto Waydzik
Engenheiro Civil

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