
Houve um tempo, em que algumas pessoas estampavam, com orgulho e saliência, um decalque no pára brisa de seu carro com o dizer: “O Sul é meu país”, incitando, com essa frase, uma possível divisão do país entre estados mais ricos de estados mais pobres. Atitude essa, sem levar em consideração os vários tipos de riquezas culturais, naturais e dimensionais da nossa nação. No fundo, uma atitude inepta e de puro preconceito.
Nosso presidente falou que a culpa da crise mundial é de pessoas loiras de olhos azuis, tal declaração, no mínimo, pode ser taxada de ranço preconceituoso.
Esse mesmo governo instala cotas raciais nas universidades e, agora até pretende, através de projeto de lei, que tais cotas sejam estendidas para tudo: empregos, lugares nos teatros e cinemas e por aí afora. Tal propósito, no mínimo é uma afronta a inteligência dos cotistas e, gerará mais preconceito.
Quando se nega, através de uma secretaria pública de saúde, um tratamento a distância de saúde a um paciente por entender que ele é um pretenso adversário político ou supor que ele tenha posses, pratica-se um ato de preconceito.
A grande mídia está de certa forma, desvirtuando o caso do cidadão, rico e deputado do Paraná que causou um acidente fatal em Curitiba, pois está pesando a pena na condição social e profissional do mesmo e não exatamente no fato. Que se odeie o pecado, mas não o pecador. Isso é apelativo, é macazúmbio, é tornar corriqueira a tragédia e é, também, preconceituoso. A justiça deve ser praticada. Os fatos devem ser apurados, se culpado, deve ser punido, mas não tornar o réu um bode expiatório. A comoção pública é grande e verdadeira, contudo os julgadores devem ser ímpares e não se deixarem levar pela “atmosfera sensacionalista”, pelo agravamento do sentimento, pois existem muitos outros casos que devem ser esclarecidos de forma isonômica. Longe de ser a favor, ou contra a quem quer que seja, devemos sim, ser a favor da verdadeira justiça. Até somos pelo fim da imunidade parlamentar.
A palavra preconceito significa o conceito ou opinião formada antecipadamente, sem conhecimento ou maior consideração dos fatos. É um pré-julgamento. É um conceito exarado de maneira casual. Por causa disso, diversas vezes, o diferente é segregado, julgado inferior, enfim castigado psicologicamente e até, em alguns casos, fisicamente. O preconceito separa as pessoas, segrega comunidades e entrava o progresso econômico e espiritual de um povo.
Com o pretenso projeto de lei desse governo, que é populista, é como afirmar que os pardos e negros são inferiores intelectualmente. E, pergunto: os negros ricos, também auferem o benefício dessa lei? Todo esse proselitismo é um preconceito estulto.
Durante toda a história da civilização ocidental, sempre fomos favoráveis a explorar, definir e julgar. Quando foram descobertos novos povos, como na América, as primeiras perguntas foram: não são iguais a nós e, o que podem nos oferecer? Os que não eram iguais em termos de cor, crenças, idiomas eram considerados inferiores.
Parece que no Brasil querem pintar até a alma do cidadão.

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