Estão cada vez mais assustadores os índices de violência no Brasil. Disseminada por todas as cidades, grande ou pequena. A violência tem se manifestado no campo e na cidade, das mais diferentes formas. Em crimes convencionais, agitações civis, crimes passionais, latrocínios, violência no trânsito, quebradeiras após shows e eventos esportivos, conflitos entre traficantes de drogas rivais, choque entre gangues de ruas, ou de bairros diferentes ou até de “bobeiras juvenis”, que querem se afirmar através da “força”.
É um grande e aflitivo problema social, urbano e rural. Gerado por inúmeras causas. Uma delas, a pobreza. Outra, a segregação social, ou a droga ilícita ou lícita, como o álcool. Também através da vadiagem e por fim de uma educação em geral inadequada.
Hoje não se pode andar com tranquilidade pelas ruas. Não se pode trabalhar com segurança e, até mesmo na própria casa não se fica sossegado com a insegurança que paira no país. Usam-se estratégias como colocar guaritas na entrada de loteamentos, grades nas casas e prédios. Vivemos presos nas nossas próprias residências. Passeia-se menos e evita-se andar por certos locais públicos desprotegidos. O comércio vai se concentrando em shoping centers, que é visto como uma alternativa mais confortável e segura para se fazer compras e até para determinado lazer. Porém, isso também é uma segregação de classes sociais, visto que, muitos não têm poder econômico para usufruir desses espaços.
É necessário que o desenvolvimento econômico leve em conta o desenvolvimento sócio-espacial, os padrões culturais, o nível de bem-estar da população e de justiça social de uma comunidade. Deve-se buscar, sobretudo, qualidade de vida para o maior número possível de pessoas. Que equação difícil, não? A possível solução exige a formulação de uma estratégia para superação desses problemas, considerando as várias dimensões que compõe as relações sociais e relações que se concretizem num espaço físico, por exemplo, em um bairro recém-formado ou uma favela. Contudo, não há fórmula mágica para que se elimine definitivamente a violência, mas pode-se diminuí-la com medidas eficazes, tais como: geração de emprego e renda principalmente para os centros mais pobres, garantir segurança jurídica para a população mais carente, inclusive com regularização fundiária de loteamentos irregulares e favelas, dotando de infra-estrutura básica esses espaços; capacitar e valorizar os agentes públicos de segurança, bem como os da educação.
Não há varinha de condão para acertar tudo, mas urge que se tomem medidas imediatas através dos governantes e da própria população para curarmos essa grave ferida, antes que o medo vire pânico.
Dagoberto Waydzik
Dagoberto@irati.com.br

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