Os eleitores são muito complacentes com os eleitos em nosso país.
Enquanto se criam diversos cargos de confiança, para abrigar promessas de campanha, o povo continua “pagando o pato”. Servidores comissionados são abrigados em funções que muitas vezes não possuem atribuição e nem competência para esses cargos. São as famosas sinecuras (do latim: sem cura).
Urge que o povo do Paraná e, principalmente de nossa região, reflita e aja, pressionando as autoridades constituídas acerca de mazelas postas em nosso território. Dentre muitos problemas vamos destacar alguns e discorrer expeditamente sobre os mesmos.
A quantas anda a questão das intermináveis filas da saúde pública? Dizem que o SUS é um dos melhores sistemas de saúde que o Brasil já teve e até pode ser. Contudo, não é o que parece quando vemos que uma pessoa simples, depois de constatado um quisto a retirar, espera um ano na fila, com possibilidade daquele “intruso” crescer e agravar o estado do paciente. Esse fato ocorreu com um trabalhador conhecido meu. Que depois de idas e vindas ficou nesse calvário de espera para salvar sua vida ou esperar sua morte. Qual é o problema? Falta de investimento ou de uma gestão mais eficiente nesse setor? Ou, ainda, interesses de terceiros que se beneficiariam com esse caos? Certo que é preciso mudança no modelo, de baixo a cima.
Como está sendo abordada a Educação do Estado e do município? Nossos professores recebem o tratamento justo pelo que fazem? O transporte escolar funciona a contento? Os espaços físicos são suficientes e adequados para atender a demanda dos alunos e o desenvolvimento laboral dos mestres? Tudo o que está colocado é suficiente para se proporcionar uma educação pelo menos razoável? Não é o que ouvimos e vemos em torno de nós. Aparenta que o sistema está estagnado. Os profissionais dessa área devem erguer a voz para que se faça eco e recebam apoio em busca de um ensino público de mais qualidade.
E o nosso trecho da BR-277? Movimentada normalmente no dia a dia e, sobrecarregada em período de safras. Vai continuar sem a necessária duplicação, ou pelo menos as terceiras pistas no trecho do Spréa ao Relógio?
O encontro dessa rodovia com o trecho da BR 376 (que vem de Ponta Grossa), no Spréa, é ridículo. Carece de uma obra reparadora para melhorar a visão e diminuir as possibilidades de acidentes. Sem repetir o escracho do sinaleiro postado nessa rodovia, na altura de Campo Largo, que em dias de pique de tráfego suscita um congestionamento daquele ponto até o pedágio de São Luiz do Purunã.
Quando irão construir uma passarela sobre essa BR ligando o Parque Barigui ao outro lado da rodovia. Vão esperar mais uma tragédia com morte naquele local?
Aí se pergunta: para que pagamos IPVA, multas, pedágios caríssimos e outros impostos? Não seria para corrigir tais anomalias?
Planejamento só é válido quando há crítica construtiva. O Legislativo sem o contraditório torna-se inócuo. O Ministério Público poderia agir de ofício em itens que salta aos olhos o descaso e o descumprimento de leis. Cumprimento de mandato eletivo ou adquirido, seja de que forma tenha sido, denota observância pelo que se dispôs. Demonstra atitude, coragem e ética do indivíduo.
Se quisermos que essas situações mudem para melhor, ou pelo menos sejam minimizadas essas distorções, é necessário que cada cidadão alinhe-se contra a desonestidade, a favor da transparência, da eficiência e da decência da gestão nos setores públicos e também do privado. É certo afirmar que para cada ação de corrupção existe uma mão dupla: quem embolsa e quem oferece.
Dagoberto Waydzik.

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