Índice de pobreza - Centro-Sul: 2º lugar
Estive numa solenidade na Santa Casa de Irati, no dia 1º de Julho, sexta-feira passada. PRESENCIAMOS, NA OCASIÃO, a doação de um aparelho de autoclave pelo Rotary Clube, com participação da Receita Federal. No mesmo evento, ocorreu a inauguração dos setores de hemodinâmica e ecocardiograma. Grande avanço para a saúde de Irati.
Há de se ressaltar as manifestações de diversas autoridades que se exprimiram, positivamente, quanto ao trabalho dinâmico e bem-sucedido do provedor Germano Stassmann e de sua equipe, frente ao hospital. Nas manifestações, foram evidenciadas as emendas, dos deputados Sciarra e Nelson, em favor da Santa Casa.
Os iratienses agradecem o retorno dessas verbas à nossa cidade, que certamente são um direito de nosso povo.
Falando em retorno, foi muito bem colocado pelo prefeito Sérgio que disse, na ocasião, que Irati tem um enorme crédito dos governos estadual e federal, pelo que contribuiu para economia nacional, com os vários ciclos econômicos que especialmente ocorreram aqui, contudo muito pouco recebeu em troca.
Com o mesmo pensamento o iratiense José Carlos Leite Jr, hoje morando em Porto Velho -RO, manifestou-se, sobre Irati, em seu blog “Príncipe da Beira”, dessa maneira: “Terra que se vangloriava de concentrar poder, poder este que ao longo do tempo não contribuiu para seu crescimento efetivo. Talvez tenha se dado o contrário.”
Diante disso, reflitamos sobre os débitos e promessas que o Estado tem com a região de Irati:
- Pavimentação asfáltica da estrada Irati a São Mateus do Sul;
- Duplicação, ou pelo menos, as terceiras faixas na BR-277, do Relógio ao Spréa (lembramos que a BR-277 é do povo);
- Já necessitamos, há tempos, de um centro oncológico;
- Urgentemente, a pista de pouso que se foi e foi prometida, logo após a instalação da Siemens;
- Convênio com ALL para aproveitamento da linha férrea no transporte de passageiros até a Unicentro e, também a instalação de portos secos em Engº Gutierrez e Napindazal. A RFFSA é do povo. As ferrovias têm maior segurança, menos riscos de acidentes, maiores capacidade de carga e produzem menos poluição;
- Melhorias, com terceiras faixas nas rodovias de: Irati a Imbituva, Fernandes Pinheiro a Ponta Grossa, Irati a Inácio Martins e Irati a Paulo Frontin;
- Uma pavimentação de qualidade de Irati a Itapará;
- A adequação e reconstrução da duplicação da Alameda Virgílio Moreira (nossa principal porta de entrada da cidade);
Essas são, entre outras, necessidades e promessas de políticos e dos governos estaduais e federais que passaram e que estão no poder.
Se alguém achar muito que faça um balanço de quanto nossa região contribuiu com pinheiros, erva-mate, batata, feijão, milho, cebola e outros bens para o enriquecimento da nação.
Embora no prato da balança tenhamos muito crédito, hoje, o que nos retorna poderia ser muito mais pelo que representou e representa nossa Irati.
Temos que cobrar mais. Agradecer aos que trabalham e fizeram pela nossa população, porém a região tem condições de eleger, novamente, deputado estadual e federal dessas paragens. Devemos apoiar pessoas preparadas, com credibilidade e comprometidas com nossa terra. Que lutem pelas demandas acima citadas, que é o mínimo que merecemos. É só ter união, harmonia, lutar por esse bairrismo saudável e, agir.
Todavia, ninguém é referência em alguma coisa isoladamente, como as pregam pessoas sensatas. Ninguém é candidato de si mesmo e para si mesmo. Necessita-se de seriedade e competência para galgar esses cargos. Precisamos refletir profundamente sobre isso.
Se voltarmos há poucas décadas atrás e vermos o que era Cascavel, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu, Apucarana, entre outras e o que era Irati. Houve um desvio, um lapso e, hoje todas essas cidades são muito mais ricas do que nós. Será que é somente culpa de nosso povo? Podemos perceber que nas últimas décadas não houve muita cooperação para nossa região. Haja vista, que segundo o IPARDES (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico) em 2010, mostra que a taxa de pobreza da região Centro-Sul é de 35%, a segunda maior do Estado.
Que os novos tempos tragam uma “Fênix” (da Mitologia é a ave que renasce das cinzas) que Irati realmente merece!
Dagoberto Waydzik

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