
Quando eu estava indo, sexta feira passada, a cidade de Rebouças deparei-me com uma barreira de segurança na estrada. A rodovia estava sendo consertada e havia uma pessoa sinalizando as paradas e seqüências do tráfego. Ocorreu que eu fiquei parado na fila e, veio o comboio de veículos do lado oposto que era em torno de dez veículos. Passou-se dez minutos e nada de vir mais veículos. Saí de meu carro, fui a pé até o rapaz da bandeirinha e disse-lhe que algo estava errado, pois não vinha veículos do outro lado já há algum tempo, bem como, indaguei-lhe porque eles não usavam um rádio transmissor para auxiliar nessa tarefa. Como era uma pessoa simples ela não sabia o porquê da ausência do tal rádio e, que viria um carro da empresa para verificar o que estava havendo. Eu disse-lhe que alguém, de sacanagem, não lhe entregou a bandeira, que é o sinal para o lado oposto seguir viagem. E, quando o carro batedor voltou constatou-se que realmente foi uma brincadeira de mau gosto. Um “cidadão” não devolveu o instrumento. Uma irresponsabilidade que deveria ser punível pelas autoridades, pois além de tudo poderia causar um sério acidente. Esse é um caso de falta de punição às irresponsabilidades. Sem falar da falha da empresa de não possuir rádios transmissores. Tomara que não haja acidentes em virtude da falta desse equipamento de segurança.
Como caso dois, temos uma reincidência a ser registrada. Trata-se da cessão de um espaço público para um evento de uma entidade de classe. Tudo acertado, protocolado, combinado há meses antes da ocorrência do evento. Três dias antes da data do evento, a entidade é avisada por terceiros que naquele espaço haveria outro evento. E aí como é que fica? O responsável ou irresponsável pela dupla marcação ficará ileso? No mínimo tinha que avisar pelo menos com um mês de antecedência, ou não ceder o espaço para o segundo solicitante. Vamos, então, esperar se serão apurados os culpados e tomadas as devidas medidas para tal falta de responsabilidade. Ou se vão levar “de barriga” mais uma vez.
E assim caminha nosso sofrido e muitas vezes irresponsável país.
Com sobrinhos (nepotes), netos e amigos de um falso prócere do senado recebendo do dinheiro público por serviços prestados em condições talvez duvidosas. Em países sérios o sujeito já teria renunciado, quando não, se suicidado.
Com muitas obras públicas executadas com qualidades baixas.
Com o sistema financeiro perverso e sem uma agencia reguladora para frear a sua avidez por lucros exorbitantes.
Com um poder legislativo, em toda a nação, que não cumpre com as prerrogativas de fiscalização das barbaridades que continuam pairando no nosso meio.
É uma verdadeira escassez de responsabilidade.
Com tudo sendo levado “de barriga”.
Urge que se cobrem as responsabilidades de quem são devidas. O povo fica paralisado sem saber a quem cobrar. E, o que mais falta é a real participação desse povo nas demandas que lhe afetam. Com o peito aberto, sem egoísmo e com uma unidade forte.
Tudo isso que está acontecendo pode ser sintetizado numa frase do poeta Victor Hugo: “Quando a gente não observa os lobos, prejudica os carneiros.”

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